estratos

essa semana tem sido bem difícil no trabalho e também nos estudos, por isso não tenho aparecido tanto. e não é só aqui: ontem, por exemplo, queria ter suportado a segunda aula e ainda passado no Balaio Café, mas a noite anterior foi absurdamente mal dormida e vim direto para casa. tomei uns comprimidos de um relaxante muscular, depois que vi que meu Olcadil estava vencido, e dormi feito pedra hoje.

gosto de instabilidades. gosto mesmo, minha vida não é nada sem elas. mas algumas delas fugiram do meu controle nos últimos dias e me bateu um desânimo ontem, ao constatar a situação. acordei hoje do mesmo jeito e me senti assim até uma hora atrás, quando meu nutricionista revelou qual é o próximo passo no meu plano.

não posso contar até atingir essa meta, mas é algo que me deixou chocado, embasbacado, peiplexo. e que me deu um ânimo novo na mesma hora, sem que mais nada fosse dito. falei a ele que era inacreditável, e ouvi que ao contrário, é perfeitamente possível. talvez ele não tenha percebido a minha empolgação, mas foi exatamente o que senti.

enfim, é isso. precisava contar isso, e tenho outras coisas para contar. mas estou indo para a aula e ainda tenho muito trabalho para fazer até amanhã, na hora do almoço. falamo-nos mais tarde? um beijo, boa noite.

voleibol

se ela tivesse que dizer
à primeira vista parece
que aquele pôster rasgado
é de uma exposição no Grand Palais

se ela tivesse que dizer
à primeira vista parece
que aquele pôster rasgado
é [de uma exposição] de 29 de abril a 28 de maio

se eu tivesse que dizer
à primeira vista parece
que o amor se desmancha
como um pôster do Grand Palais

(Vincent Délerm, “29 avril au 28 mai”)

rápido

hoje é o tipo do dia que só pode melhorar em relação ao que começou. tive um pesadelo horrível durante a noite, que felizmente não foi até o final. ainda bem que ele virou cinzas quando acordei, olhei ao meu redor e só vi meu quarto, e nenhum sinal dos fantasmas.

*

o grau de bagunça da minha vida pode ser medido pela quantidade de mensagens na caixa de entrada da minha conta no Gmail. o ideal é mantê-la em um dígito, mas 15 ainda é um número admissível. no final de semana, contudo, o total bateu em 24.

meu Deus, era preciso fazer alguma coisa. fui mexendo aqui, arquivando ali, resolvendo umas pendências… e já está em 11, bem mais aceitável. o que não faz um pouco de paciência, não é?

*

Eu nunca sobrevoei a Amazônia. Eu nunca estive no Xingu. Eu não sei se o Brasil precisa de uma usina hidrelétrica. Mas sei que James Cameron precisa de tratamento urgente. Com uma pose ridícula de iluminado espiritual (…)

João Pereira Coutinho, certeiro como sempre em texto da semana passada, falando do novo chato de dimensões globais.

*

sou só eu ou tem mais alguém aí achando tudo violento demais?