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na minha Suécia natal, até os catadores de lata são ricos…

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Família de catador de latas sueco briga por herança milionária

A família de um sueco que havia passado as três últimas décadas de sua vida catando latas vazias nas ruas da cidade de Skellefteå, no norte da Suécia, acabou tendo que brigar na Justiça para dividir uma inesperada fortuna deixada por ele, informou a imprensa sueca.

De acordo com os jornais suecos, Curt Degerman, conhecido como “Burk-Curt” (“Curt da Lata”, em tradução livre) pelos moradores de Skellefteå, era uma figura solitária, que circulava pelas ruas em uma bicicleta velha, recolhendo latas e garrafas das latas de lixo da cidade.

Mas quando morreu em 2008, aos 60 anos de idade, os familiares descobriram que ele tinha deixado uma herança de mais de 12 milhões de coroas suecas (aproximadamente US$ 1,4 milhão).

O que ninguém sabia era que, quando não estava vasculhando as latas de lixo, Curt ia à biblioteca da cidade para ler o noticiário financeiro dos jornais e estudar o mercado de ações.

“Ele ia à biblioteca todos os dias, porque não comprava jornais”, disse um primo de Curt, Torgny Tjernlund, ao jornal sueco Expressen na época de sua morte. “Ali ele lia o Dagens Industri (o principal jornal financeiro da Suécia). Ele sabia tudo sobre as ações da bolsa”, acrescentou.

“Curt da Lata” usou o que aprendeu no noticiário do mercado de valores para transformar as modestas somas que juntava, vendendo suas latas e garrafas, em um portfólio de ações e fundos mútuos avaliados em mais de 8 milhões de coroas suecas.

Além disso, ele comprou 124 barras de ouro estimadas em 2.6 milhões de coroas suecas. No banco, tinha quase 47 mil coroas suecas. Curt também tinha casa própria, o que elevou o valor total de sua herança para 12.005.877 milhões de coroas.

Em seu testamento, Curt Degerman deixou toda a sua fortuna para Torgny Tjernlund, o primo que costumava visitá-lo regularmente em seus últimos anos de vida.

Mas ao tomar conhecimento da surpreendente herança, um tio de Curt decidiu contestar nos tribunais o direito do primo de herdar a fortuna sozinho. Pela lei sueca, o tio tinha de fato direito de herdar o dinheiro do sobrinho.

A briga foi parar então na corte distrital de Skellefteå. Mas esta semana, o tio e o primo de Curt finalmente chegaram a um acordo extra-judicial para dividir a herança.

Depois de aproximadamente duas horas de negociações, os dois concordaram em dividir a fortuna – mas nenhuma das partes revelou o teor do acordo.

O tio de Curt, Gunnar Karlsson, de 92 anos, foi representado no tribunal por seu filho, Stig Karlsson.

“Estamos satisfeitos com o acordo. Felizmente isto acabou”, disse Stig Karlsson, segundo a TV sueca SVT.

“Também estou satisfeito com o acordo. As duas partes ganharam, e ninguém perdeu”, disse à SVT Torgny Tjernlund, o primo mencionado no testamento de Curt.

De acordo com o jornal Expressen, Curt Degerman foi, segundo familiares, uma criança inteligente, que no entanto abandonou a escola na adolescência em virtude de uma crise pessoal e optou por um estilo de vida alternativo.

Mesmo depois de se tornar um homem rico, acrescenta o jornal, Curt nunca gastava dinheiro: chegava a comer restos de comida das latas de lixo de restaurantes.

“Curt da Lata” morreu de um ataque cardíaco enquanto dormia, em outubro de 2008.

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vencemos

e o dia começa com uma notícia de tirar o fôlego…

Superacelerador de partículas colide prótons e recria o ‘Big Bang’

Genebra – Os cientistas do Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear (Cern) conseguiram pela primeira vez nesta terça-feira, 30, colidir feixes de prótons dentro do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) a uma energia de 7 Tev (trilhões de eletronvolts), recriando uma situação similar a dos instantes posteriores do ‘Big Bang’, o início do Universo há 13,7 bilhões de anos.

O resultado, que se obteve após de duas tentativas frustradas, abre portas para uma nova fase da física moderna, pois permitirá dar respostas a diversas incógnitas do Universo e da matéria, segundo os cientistas do Cern.

Poucos minutos depois das 13h00 de Genebra (08h00 de Brasília), os quatro detectores gigantes do acelerador de partículas Cern, espalhados em pontos distintos do túnel de 27 km de extensão que forma o superacelerador, registraram os choques dos feixes de partículas lançados em direções opostas.

O diretor-geral do Cern, Rolf Heure, expressou muita alegria e excitação com o que classificou de “início de uma nova era para a física moderna”, em declaração transmitida por videoconferência do Japão, onde está de passagem.

“Esta experiência abre um horizonte para obtermos novos conhecimentos do Universo e dos microcosmos, porém isso não será imediato”, afirmou Heure.

pacífico

oi, tudo bem? não marquei muita presença por aqui esse final de semana, um tanto atípico e que coroou uma semana também atípica. como disse uns dias atrás, decidi que iria usar os dias úteis para fazer algo da minha vida social, e dedicar os finais de semana para dormir, comer e ler, nessa ordem.

sexta-feira rolou a festa de aniversário do Ricardo Henrique, uma comemoração em sua penthouse, na 315 norte: com uma sala enorme e duas banheiras (!!!), sendo que em uma cabem quatro pessoas (!!!), o apartamento será devolvido daqui a uns dias, então a festa também foi uma despedida do lugar. cheguei às onze, ao lado do João Paulo e de uma garrafa de rum prata Bacardi, encontrando uma série de gente conhecida e uma outra de gente desconhecida. meu plano era ficar até duas e meia da manhã, para ver o treino da Fórmula 1, mas saí de lá três horas depois disso.

e aconteceu muita coisa legal:

– o X-Factor foi para a cozinha preparar coquetéis, e estavam todos muito bons, à exceção de um cor-de-rosa, que carregava suco de oxicoco e era a coisa mais doce já feita desde a capa do “Loveless”, do My Bloody Valentine;
– na sala, a tevê passava um filme emendado no outro, todos sem áudio. o único que consegui reconhecer foi “Pierrot Le Fou”;
– o som era colocado em um volume mais baixo que a conversa dos presentes, para não importunar os outros moradores. não me lembro de nenhuma das canções executadas, mas me lembro de várias discussões;
– Lauro Montana negava a todos os presentes que sairá candidato a deputado distrital, a despeito de ser o cara que mais conhece pessoas em toda Brasília;
– no quarto do anfitrião funcionava um chill-out lounge movido a uma lista aleatória do Windows Media Player, com um pufe e a cama servindo para recosto dos presentes. se você chegasse lá e visse menos de cinco pessoas na cama de casal, alguma coisa havia de errado;
– logo na entrada, um cartaz dava as boas-vindas aos convidados e explicava, em três linhas, como se portar na festa. na linha de baixo, um aviso em garrafais advertia: “ISSO AQUI NÃO É A LANDSCAPE“;
– notório ladies’ man, Ricky Henrique encarregou-se de garantir um belo visual feminino, e eu conhecia menos da metade das moças presentes.

daí que, como estou acostumado a acordar às 6:30 da manhã, não a dormir a esse horário, dei umas três dormidas no volante na volta do Lago Norte – fui levar o JP lá e quase me dei mal voltando no Eixão norte. felizmente, nada aconteceu. perdi o sono bem cedo no sábado de manhã, e fui almoçar com meu sócio nesta farra no Zuu. nunca tinha ido lá, e gostei:

– no couvert da entrada, a manteiga com ervas tem o mesmíssimo gosto do… cheeseburger do McDonald’s. eu juro;
– o entrecôte com fritas do prato principal é sensacional, e não lembro de ter comido um molho tão gostoso quanto o desse prato;
– de sobremesa, um sensacional picolé de chocolate aerado. em outras palavras, é como tomar um Suflair a dez graus negativos, mas como se a consistência dele fosse a de um chocolate a quarenta graus positivos.

mais tarde, fui ao Ateliê de Confeitaria com a Luciana, mas não fui além de um (pequeno) pedaço de torta de chocolate crocante. foi tudo muito bom, mas eu não tinha as mínimas condições físicas de fazer mais nada no final de semana – exatamente como havia planejado :)

Ivan de pista

um americano comprou por US$ 500 uma BMW 1991 na Craigslist, maior página de classificados do país. com mais uma graninha, tipo US$ 3 mil, modificou o carro para deixá-lo de acordo com as especificações exigidas pela FIA para participar do WRC, o campeonato mundial de rali. arrumou um co-piloto (navegador) na hora, sem nem o conhecer, e os dois foram disputar uma prova no México, sem uma equipe de apoio – o carro era consertado pelo próprio dono, por meio de gambiarras, nos intervalos da participação.

ficaram em terceiro lugar em sua categoria, e se estivessem competindo na categoria principal teriam ficado em 23º entre 25 carros, pelo tempo cravado. ou seja, num esqueminha completamente Ivan de pista e sem treinar, ganhariam de dois competidores usando máquinas de US$ 400 mil. mas sério, quão sensacional é participar de um campeonato da FIA nesse esquema? o público soube da história e o piloto ficou três horas dando autógrafos depois que a corrida acabou.

a história completa tá no Jalopnik, para quem se interessou. e qualquer hora eu falo mais sobre “Ivan de pista”, o apelido mais maneiro já cunhado na história.