tropa

voltei hoje ali no Sheikebab, na 103 sul, desta vez para almoçar. pedi um couscous com kebab de cordeiro, que parecia um prato interessante. é até gostoso, mas perde para o kebab sanduíche (esse do couscous é só a carne, na verdade). tem uns outros pratos que me interessam e devo voltar lá para prová-los. por enquanto, o kebab de cordeiro ou de falafel segue sendo a recomendação quando se vai à casa.

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I have been a big fan of Mr. Cohen for years, but I must say he’s never been a better performer. You have to hand it to the guy, who is almost single-handedly serving Erato, the lately-neglected muse of lyric poetry. And when it’s all working—the band, the girl singers, and the lush oceanic baritone—his exquisite lines embody the full power of the word. Cohen’s lifetime achievement is a remarkable body of work.

Glenn O’Brien, o Style Guy da GQ americana, resenhando uma apresentação do Leonard Cohen em Nova Iorque. que texto, que texto. e ainda me apresentou à figura de Erato, a musa da literatura na mitologia grega.

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ah, claro: um salve um abraço para o Tomás, e obrigado pelas palavras sobre a matéria da Vogue. quanto ao Senado, só existe uma coisa melhor do que ser senador: ser o suplente dele, e assumir no meio do mandato sem precisar ficar viajando atrás de votos… :)

refri

textinho do Maurício Tagliari sobre a carência de refrigerantes diferentes que temos cá no Brasil. eu mesmo sinto falta de uns refris diferentes, e deve ser por isso que me entusiasmo tanto com qualquer ginger ale ou Dillar’s Citrus, para não falar do incontornável Guaraná Jesus. parece até que fabricam um chinotto no Brasil, mas olhei na página da empresa e não há representantes em Brasília, uma pena.

etimológico

oi, tudo bem? desculpem-me, mais uma vez, pelos posts monocórdicos que tomaram conta deste blógue nos últimos dias. embora eu normalmente não me preocupe com eventuais excessos de trabalho a fazer, bateu uma apavorada quando constatei a quantidade de coisas que teria de fazer. são dois trabalhos para a faculdade (sendo que um deles tem mínimo de sete páginas), a matéria da próxima “Homem Vogue”, uma antecipação do relatório semanal na Telerj, que fez com que eu trabalhasse dobrado na quinta-feira… enfim, eu fiquei fora de mim por uns instantes. mas agora já voltei ao normal.

sendo assim, ao longo desse final de semana vou arrumar umas histórias legais para colocar aqui, como forma de compensar a lacônia dos últimos dias. prometo.

osmose

a coluna do Diogo Mainardi na “Veja” desta semana realmente vale a pena:

Manual de sabotagem

Eu tento sabotar o PT. Como é que se sabota o PT? Atualmente, só há um jeito: unindo José Serra e Aécio Neves, em 2010.

Sem Aécio Neves, José Serra perde. Sem José Serra, Aécio Neves perde. Eles sabem disso. O PT sabe disso. Aécio Neves pode até ser o melhor candidato presidencial. Mas o PSDB acabará apoiando a candidatura de José Serra, porque ele lidera – e lidera folgadamente – em todas as pesquisas eleitorais.

Com o único propósito de sabotar o PT – e de sabotar Lula, Dilma Rousseff, Franklin Martins –, amolei um monte de gente para tentar descobrir se José Serra e Aécio Neves realmente podem se tornar companheiros de chapa em 2010. O primeiro como candidato a presidente e o segundo como candidato a vice-presidente. Publicamente, eles negam essa possibilidade. José Serra diz que a disputa presidencial ainda está longe. E Aécio Neves responde que, se o PSDB escolher José Serra, ele pretende se candidatar ao Senado.

Mas a probabilidade de um acordo entre os dois é muito maior do que parece. Na última semana, o marqueteiro de José Serra e o marqueteiro de Aécio Neves se reuniram e trataram abertamente do assunto. Eu só soube disso – repito – porque amolei um monte de gente. O marqueteiro de José Serra fez um cálculo simples: para eleger seu candidato ao Palácio do Planalto, ele tem de ganhar em Minas Gerais. Se Aécio Neves se candidatar a vice-presidente, José Serra ganhará disparado. Se, por outro lado, Aécio Neves concorrer ao Senado, desinteressando-se da campanha presidencial, ganhará em Minas Gerais o candidato apoiado por Lula.

Aécio Neves tem de fazer um cálculo um tantinho mais complicado. O Senado oferece-lhe um caminho perfeitamente seguro. Mas, se José Serra acabar perdendo de Dilma Rous-seff, ele poderá ser responsabilizado pela derrota. Para alguém como Aécio Neves, cujo maior atributo político é ser um aglutinador, nada pior do que rachar o próprio partido. Se Aécio Neves tomar o caminho oposto e aceitar ser companheiro de chapa de José Serra, sabotando os planos do PT, ele só terá a ganhar. Em primeiro lugar, porque isso garantirá o triunfo eleitoral de José Serra. Ele será o Lula do PSDB. Em segundo lugar, porque ele poderá ocupar, além do Palácio do Jaburu, um grande ministério da área social, cacifando sua candidatura presidencial em 2014, contra Lula, ou em 2018, contra o que restar do PT, se é que ainda restará algo.

Pronto: sabotei o PT. Agora só falta o PSDB sabotar o PSDB.