kikiribu

oi, tudo bem? estou ouvindo aqui um disco do Mo’Horizons, muito bom para o final de semana. é uma dupla alemã que faz música que pode ser definida como “Manu Chao para quem tem cérebro”, e depois de um funkão doido chamado “Southern fried funky lovesong” agora estou ouvindo algo que se assemelha a uma cumbia e que se chama “Tu fiesta personal”. baixa aí e me conta depois.

*

acabei de fazer a prova final de uma matéria da escola de lobistas, uma das mais teóricas. escrevi 50 linhas sobre o interior de uma bolinha de pingue-pongue e estou me sentindo um djenio por isso. aproveitei e mandei uma mensagem me oferecendo para fazer um servicinho aí, tomara que emplaque. seria diversão pura me meter com o assunto em questão, ainda mais nas condições em que dei a idéinha.

*

o final de semana promete o mesmo de sempre: leituras pra escola, experiências na cozinha, Fórmula 1, doze horas de sono por dia e, com sorte, algum programa diverso (Thiago?). mas isso tudo não é de todo ruim, muito pelo contrário. só é uma pena que corrobore com a minha constatação de ontem à noite: eu sou um cara extremamente previsível.

*

ah, já é verão!

Anúncios

bilhão

e o homem do dia, merecidamente, é Victor Bicudo, que foi aprovado na prova da Comissão de Valores Mobiliários e carimbando o passaporte para se tornar bilionário.

e ah, ele é músico.

escultura

Nada é mais sintomático da tolice da nossa época do que a invariabilidade com que a palavra “subversivo” é usada como elogio; mas eu sei que quando se fala que algo é subversivo, aquilo que se está tentando subverter é os padrões de comportamento do pai bobinho da Emma Woodehouse, com sua gentileza, sua má digestão, seu medo legalzinho de chuva. Essas coisas eu quero defender até o fim.

Alexandre Soares Silva, quebrando o hiato que fez o Tomás suar frio e colocando os pingos nos is. esse uso da palavra “subversivo” é triste…

deu a Elza

semana passada eu comprei uma camiseta do IFK de Gotemburgo, orgulho do futebol sueco: bicampeão da Copa da Uefa e octodecacampeão sueco. ela é tão bonita que fiquei entusiasmado a montar a primeira torcida organizada do IFK num país tropical, com grito de guerra e tudo mais. só que aí o Otto me mandou hoje a notícia de que o Christensen, nossa muralha dinamarquesa que fecha o gol, literalmente fechava o gol: ele deu a Elza e diminuiu o tamanho da meta, dificultando a vida dos atacantes adversários.

trata-se de pura malemolência nórdica, tipo o Ivens sambando, mas nesse caso a coisa é ilegal e merece punição. de repente o IFK pode cair pra segundona do Suecão, já que o procedimento foi feito em vários jogos do campeonato, e as câmeras de tevê flagraram a Elza sendo aplicada no Örebro. esse ano tá rolando uma briga sangrenta entre o IFK e o AIK Solna para ver quem vai ficar com a taça, mas depois dessa eu receio que os cretinos do AIK sejam os vencedores e que meu IFK seja rebaixado.

o que faria de mim o sujeito mais indie de Brasília: quem mais teria uma camiseta de time da segunda divisão do campeonato sueco?

(p.s.: octodecacampeão = dezoito vezes campeão)

obviamente

oi, tudo bem? meu cérebro está prestes a pifar, então vou escrever esse post em quatro atos. o primeiro é esse, dando conta das precárias condições de funcionamento. vou aproveitar a folga no calendário em dezembro para entrar em uma academia e malhar forte, mantendo esse ritmo por dois ou três meses (até as aulas voltarem) e depois desacelerar um pouco para não morrer. (16:28)

*

dormi por mais de uma hora. acordar foi um custo, mas aqui estou, com as baterias em 40% – suficiente para ir e voltar da aula e olhe lá. banho tomado, olhos abertos, um hambúrguer de grão de bico do Genaro transformado em combustível no organismo. não param de falar de Honduras na televisão, e parece que o país fez um papelão. previsível. (18:27)

*

voltei agora para casa. a aula acabou mais cedo, já que um dos professores só foi deixar um questionário e passar umas informações gerais. comovido com a iniciativa, meu cérebro agradece. pouco depois das nove eu estava liberado, comi um kebab e abasteci meu carro. já aqui na suíte presidencial, estranhei um email recebido de um tal de “ja”. na verdade é de mim mesmo, mas, como coloquei o Gmail em eslovaco, ainda não me acostumei. antes ele estava em francês e eu recebia mensagens de “moi”. (22:10)

*

uma dose caprichada de Carolans e estou pronto para dormir. queria que amanhã fosse um dia realmente novo, menos de evolução. mas provavelmente eu teria preguiça e pediria para que tudo fosse cancelado e eu pudesse dormir um pouco mais, ou trocaria toda a revolução por uma caixa de Bis. (23:24)