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duas semanas atrás eu pedi a um professor da escola de lobistas umas recomendações de leitura para escrever discursos, e ele foi categórico: eu tinha de ler “Lend me your ears”, do William Safire. estou só esperando o mês virar para encomendá-lo na Amazon, mas hoje fui surpreendido com a notícia de que o autor faleceu. uma pena, e olha que eu nem li o livro…

vestidinho

Paul Poiret, before WWI The King of Fashion (the title of his autobiography), spent his final years in decline and debt, having been surpassed by modernist designers like Coco Chanel. She and Poiret had a chance encounter on a Paris street in 1928. Noticing that Chanel was wearing all black, Poiret inquired, “For whom, Madame, do you mourn?” To which Chanel replied, “For you, Monsieur”.

descobri essa pérola aí acima, que remonta ao início do “pretinho básico” que Coco Chanel criou, enquanto fazia uma pesquisa para um futuro texto, que também será bem básico.

pulso

umas dicas de páginas para você não morrer de tédio por aí. todo mundo aqui já conhece o “Joga meu chipe”? aí vai, para quem por acaso acabou de chegar de Netuno:

na semana passada eu vi pela primeira vez e chorei de rir. mais do que isso, reconheci no “Joga meu chipe” uma versão monólogo do “Trote da Telerj”, ou seja, um clássico instantâneo. daqui a 20 anos eu espero que a molecada repita “enfia esse fíu no rabo” da mesma forma que hoje nós falamos uns aos outros “grandes merda ser adevogado, e depois todo adevogado é viado mermo”.

de 400 mil visitas no último sábado, o número passou para 1,4 milhão hoje. e a bibliografia sobre o caso pulula: Pedro do chip recebe cantada das mulheres, dá entrevistas, atende a stalkers que publicam tudo no Youtube depois. não vejo a hora de meus amigos na Oi chamarem o pobre universitário para estrelar uma campanha publicitária, haha.

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outro sucesso de público e crítica, que eu vi no Twitter da minha irmã, foi o Resenha em 6, de São Paulo, que fez uma crítica em seis linhas de um bar de lá que tem todo o jeito de ser uma droga, e não só por ser em São Paulo. ao que parece, o dono do lugar ameaçou os caras nos comentários e, ato contínuo, a galera começou a defender a liberdade de expressão e a própria página. a coisa se transformou em um post de 515 comentários, tudo por causa de um texto de seis linhas… um fenômeno.

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outro fenômeno que descobri essa semana foi o Vida de Merda. apesar de meu amigo Guedes utilizar essa expressão desde 2002, a iniciativa da página não foi dele. conta os casos de gente que se ferrou em algum momento do dia e quis compartilhar a coisa na internet, mantendo o anonimato. tem alguns casos engraçadíssimos, e vários tristes. mas no geral, serve para mostrar que nunca estamos sozinhos com algumas coisas.

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passando das gracinhas para algo mais sério, a GQ americana trouxe, essa semana, um artigo bem interessante: “Os sete erros que todos nós cometemos” na hora de nos vestirmos. desde a calça errada ao comprimento das gravatas. o pior é que são coisas quase que inconscientes, então o artigo é para ser usado como referência mesmo. leia, guarde, coloque nos favoritos. ou então não venha reclamar que foi parar no Hipster Cafona.