saudades portuguesas

em 2002, voltando de uma viagem para Brasília, passei na banca de jornais do aeroporto de Cumbica e vi uma edição da “GQ Portugal” à venda. eu, que já gostava de revistas importadas (especialmente as inglesas “Q” e “Uncut”), vi logo de cara que essa GQ era gringa e, quando fui ver o preço, tomei um susto: era algo como 8 reais, preço de revista nacional, e levei-a comigo na hora.

folheando-a em casa, fiquei encantado com a qualidade dos textos e com os assuntos das reportagens. e quando terminei de ler essa revista, a minha visão sobre Portugal tinha mudado por completo. não sobrou nada daquele país que alguns brasileiros teimam em ridicularizar, e a verdade é que, apesar dos altos impostos lusitanos, o que vi ali foi um país bonito, moderno e que, a despeito disso, não abriu mão de algumas tradições.

pouco depois eu virei leitor assíduo da GQ e até passei a assinar a revista este ano. conheci o Pedro, o João Martinho, e depois conheci algumas pérolas da cultura portuguesa: desde o “Êxtase”, programa de tevê da SIC, até o “Cinema”, um disco maravilhoso editado pelo Rodrigo Leão em 2004, passando pela edição portuguesa da “Elle”, pelos relatos de amigos que por lá estiveram e pelo “Exílio”, do Quinteto Tati, outro grande disco.

a minha intenção este ano era a de passar férias no Panamá, ou então nos EUA, acompanhando o US Open em Nova Iorque enquanto tomava um Teany e me apaixonava por meninas em vestidos floridos. mas Portugal apareceu no caminho e impôs que eu resolvesse as minhas saudades portuguesas, aquelas que sentimos de coisas que não conhecemos ou vivemos. isso, mais uma boa promoção da agência de viagens, fez com que o meu destino fosse mesmo esse lugar que, até pouco tempo atrás, era o mesmo país que aqui.

já ando dizendo, em privado, que é capaz que eu fique para sempre em Portugal. na pior das hipóteses, um pedaço de mim fica lá. e outro pedaço meu, que já está por lá por conta dessas saudades portuguesas, eu trago de volta.

por obra de meus companheiros de viagem, além de uma semana em Portugal passaremos uma em Espanha, voltando depois ao Brasil. Porto, Lisboa, Sagres, Barcelona, Valência, Madri. como já vão cinco anos que não tiro férias de verdade este blógue fica sem atualizações até o dia 10 de agosto. espero, do fundo do coração, não ler emails e não lembrar de nada que me tira do sério no país da mandioca. quando eu voltar, quero mudar algumas coisas aqui no blógue. o visual, o lema, a forma de escrever. mas isso, claro, é assunto para a volta. por enquanto fica tudo suspenso no ar, enquanto me concentro na viagem e em aproveitar cada instante dela.

assim, comportem-se na minha ausência, e assistam aí abaixo um clipe que até já coloquei aqui uma vez e que mistura uma composição portuguesa a um vocal da… Asa Norte. um abraço, e até a volta.

mandou mal

nota zero pra essa galera…

Administrador é demitido após cidade descobrir que sua mulher é atriz pornô

O administrador municipal Scott Janke foi demitido na última terça-feira (21) na cidade de Fort Myers Beach, no estado da Flórida (EUA), porque sua mulher, Anabela Mota Janke, é atriz pornô, segundo o jornal “Naples Daily News”.

De acordo com o periódico, Anabela é conhecida na indústria pornô com o nome de “Jazella Moore”. Os vereadores decidiram afastar o administrador, pois acreditam que o trabalho de sua mulher poderia afetar a credibilidade da cidade.

No entanto eles evitaram julgar o estilo de vida de “Jazella”. “Eu a conheço e não tenho nada de ruim a dizer sobre ela. Ela sempre foi muito agradável”, disse a vereadora Jo List, que votou pelo afastamento de Janke do cargo.

O prefeito Larry Kiker disse que a mulher de Janke parece ser uma pessoa “muito boa”. O prefeito rescindiu o contrato do administrador sem justa causa, o que garante ao ex-funcionário o recebimento de seis meses de salários. Janke recebia cerca de US$ 100 mil anuais.

Kiker disse que decidiu demiti-lo para não criar nenhum problema para a cidade.
Janke ocupou diversos cargos públicos desde 1989. Ele se casou com Anabela Mota em outubro de 2008.

nonsense

Gnomo nazista é declarado inocente

A polêmica acabou. O gnomo de jardim que faz uma saudação nazista foi declarado inocente pela procuradoria de Nuremberg, na Alemanha. O gesto é proibido pela legislação do país desde o fim da Segunda Guerra Mundial. No entanto, os procuradores entenderam que o gnomo de plástico apenas ridicularizava a ideologia criada por Adolf Hitler.

As discussões começaram após a divulgação de uma carta anônima enviada a um jornal local. Na ocasião, chegou-se a levantar a hipótese de que a escultura tinha a intenção de promover o retorno do Terceiro Reich. Agora, a estátua criada pelo alemão Ottmar Hoerl, diretor da Academia de Belas Artes de Nuremberg, volta a ser exposta numa galeria da cidade alemã.