yourself

a boa notícia do dia: estou com o mesmo peso de quando tive de sair da academia, quatro meses atrás. sem a definição muscular, mas pelo menos sem peso a mais. ufa.

omeprazol

coloquei uns trinta discos dentro do iPod esse final de semana, inclusive todos do Suede, já que a intenção não é encher de novidades mas sim com aqueles discos que são tão essenciais para a minha vida quanto chocolate, ar-condicionado e ironia fina, por exemplo. ainda falta muita coisa, mas ainda tem dezessete gigas de espaço livre.

aí, se desse pra mensurar o volume de armazenamento do nosso cérebro, quanto será que caberia no meu?

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de passagem pelo Lago Sul nessa tarde, vi em movimento o (até agora) único Audi R8 de Brasília, branco e com os detalhes em preto, lindo, extremamente baixo e invulgar. já o tinha visto na quarta-feira, passando em frente à Audi do SIA, quando fui tirar meu carro da revisão. o R8 não é o tipo do carro que eu teria – se fosse pra ter um supercarro, o meu seria o Maserati GranTurismo -, mas eu gostei muito de vê-lo, especialmente dessa cor: tem um porte que é qualquer coisa de lindo. e mal posso esperar pelo dia em que esta cidade tiver uns 50 Mini Coopers, todos de cores diferentes.

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um erro na programação do despertador fez com que eu perdesse a Fórmula 1 hoje. parece que choveu a cântaros, então fico triste de ter perdido a corrida; adoro provas com pista molhada, de verdade. e como a semana passada aparentemente fechou a estação de monções do clima em Brasília, é mais um motivo pelo qual não ter visto o GP da China foi uma pena.

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mais um sinal do apocalipse: o Motörhead fez uma apresentação em Olinda. é, Olinda, a cidade dos bonecos cabeção no Carnaval. ainda não sei se o Alceu Valença ficou nos backing vocals durante “Ace of spades”, mas não acredito nessa possibilidade.

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eu não tenho do que reclamar da agenda (mais leve) do trabalho esta semana. nem do fato de que terei duas sessões de fisioterapia pela frente, mais uma de RPG. aliás, mesmo o fato de que talvez eu tenha meu ingresso aprovado na pós-graduação que tanto quero, que vai representar o fim da minha vida social por doze meses, me preocupa. mas mesmo assim eu quero apertar o fast forward e avançar exatamente cinco dias a partir de agora…

corrente galvanizada

primeiros sinais do apocalipse: instalaram um semáforo no Parque da Cidade e começou a ser veiculado um anúncio de empreendimento imobiliário que promete “o prazer de ir à pé ao shopping”. onde foi que erramos?

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hoje, meia hora depois de minha área soltar o relatório semanal que serve de munição para a cúpula agir na defesa de seus interesses, minha chefe recebeu uma ligação de lá de cima. era o ghost writer do chefe supremo, querendo parabenizar a equipe por todo o relatório, mas especificamente por um texto de minha autoria, sobre uma reunião em que ele esteve. quando a chefe me contou isso, o ego inflou. lembro que quando ingressei na Telerj alguém tentou me levar para trabalhar com esse cara e ajudar nos discursos, mas ele não gosta de interferência no trabalho. ainda tenho vontade de atuar fazendo isso, mas mais por questão de egolatria, já que discursos não dão lá muito dinheiro, e a área em que estou pode render. mas sempre que aparece um elogio assim eu fico tão balançado…

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e depois de um dia inteiro dedicado a esse relatório, com umas tantas coisas importantes relegadas ao segundo plano, voltei pra casa e fiz uma limpeza de pele profissional. duas horas me submetendo a vapores, cremes, correntes galvanizadas, mãos retirando cravos etc. nunca tinha feito uma na vida, e parece que agora vai virar um hábito: eu realmente vi muita diferença entre como estava e como fiquei, tá bem melhor agora… limpeza de pele é o novo tomate seco.

gelado

sete páginas de rascunho transformadas em quatro páginas de texto, entre terça e quarta, oito páginas de anotações sobre a audiência do Daniel Dantas, ontem, transformadas em um único parágrafo, um quilo de notícias para o Portal do Geólogo.

mesmo assim eu continuo adorando escrever. que bom.

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o carro saiu da revisão de 45 mil quilômetros e está uma delícia de dirigir. sem barulhos na suspensão e nas pastilhas de freio, alinhado, os pneus calibrados e um perfume gostoso que colocaram por dentro. ainda não foi dessa vez que fiz a reforma têxtil, que deve acontecer em julho, mas já está bem legal. na saída da Peugeot eu ainda passei na Volvo e conheci o C30, e o resultado já era de se esperar: estou apaixonado pelo carro e vou vender minha alma para ter um. quer uma carona, meu bem?

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de vez em quando a velha Brasília dá sinais de vida. ontem à noite, por exemplo, fui da 410 norte até em casa em apenas nove minutos, cruzando o Eixão ao som do “Like swimming”, do Morphine, depois de um caldo de inhame com espinafre. a façanha do trânsito rápido só rolou porque foi às nove e meia da noite, mas depois de uns anos de congestionamento é sempre bom lembrar de como as coisas eram (e deveriam continuar a ser).

e o caldo, daquela barraca na dez norte, é muito bom, como o caldo de feijão também o é.