ferrugem

dentre tantas coisas, importantes ou não, que passaram por este blógue ontem, esqueci de mencionar que baixei o “Feijoada acidente?”, do Ratos de Porão. é um disco gravado em 1995 no qual eles gravaram dúzias de couves de bandas punk. o cd dedicado às bandas brasileiras faz com que eu volte a ter dezesseis anos e lembre de quando ia com Paulo, Daniel e Jurandir até as Pedrinhas, em Deprelândia, tomar cerveja e cantar a letra de “Medo de morrer”. fera demais.

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mas então, alguém aí a fim de ir pra Goiânia ver o Fluminense? o bonde sai em poucos minutos… até mais!

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encadernamento

oi, tudo bem? mesmo? por aqui as coisas vão se alternando, subindo e descendo e subindo como se montanha russa fosse, como se Bovespa em tempos de mercados em neurose fosse. mas não estou neurótico, e não estou no Tornado do Playcenter: essa é a minha vida, e eu gosto assim.

mas quando tá no topo é claro que é bem melhor. vou colocar aqui umas coisas que andei fazendo por esses dias, sem ordem cronológica ou de importância, embora os melhores momentos, como pregava o André Malraux, fiquem apenas na memória. bora então? foi desse jeito:

– comprei-me um par de 501, os jeans clássicos da Levi’s. você já ouviu falar tudo sobre essas calças, menos uma coisa: elas são as melhores calças que você vai ter. tudo bem que ainda não tive umas Diesel (julho tá chegando aí), mas, sinceramente, duvido que sejam melhores que as 501… podem no máximo ser tão boas quanto. e eu achei que fosse demorar para me adaptar às calças com botões no lugar do zíper… que nada: no dia seguinte parecia que eu tinha saído da maternidade enrolado em um par dessas calças, de tão acostumado que já estava;
– a Braslav, lavanderia aqui perto de casa, perdeu as calças do meu terno preferido. ou pagam outro, já que não se vendem calças individuais, ou vai ter sangue;
– trabalhei os últimos três dias feito um zumbi, passando o dia todo com sono e tendo dificuldades para me concentrar. mas tive uma boa ideia: quando vi que o mal-estar me acompanharia por toda a quarta-feira, peguei um trabalho mais difícil – a elaboração de um parecer jurídico – e mandei ver nele. já que é chato de fazer em qualquer momento, pelo menos com sono teria de passar mais rápido, e assim foi;
– no almoço, decidi espantar a preguiça e subi até a 314 sul para pegar comida no glorioso Faisão Dourado. nunca tinha comido o marmitex de lá, e agora que comi posso dizer: são R$ 8,50 muito, mas MUITO bem investidos. o dono do restaurante me convenceu a trocar o filé convencional pelo prato do dia, que era chambalis (ossobuco, se você for italiano), e meu deus, que delícia. até a abobrinha refogada era sensacional, gostei muito. sempre curti a comida do Faisão Dourado, agora ainda mais… até marquei com o Vini de almoçar por lá na sexta;
– ainda sobre culinária, cumpre dizer que o pain au chocolat da Boulangerie, aquela padariazinha nota 11 da 106 sul, é uma delícia;
– o final de semana foi de passeios, e é difícil selecionar apenas um. mas o meu preferido foi mostrar a ela (que me ensinou o que é pain au chocolat) o parque da Península dos Ministros, com aqueles píeres bem avançados, o lago e o céu fazendo com que esqueçamos que estamos no Brasil. quando ela disse que aquilo parecia o lago Constança, então, ficou ainda melhor;
– tenho que atualizar meu iPod com os discos que ganhei de presente dela, e com uns outros clássicos. falando em clássicos, consegui no eBay a “Decade”, coletânea dupla do Neil Young, por apenas 16 reais, frete incluso. tão barato que até parece que estou passando a perna nos gringos, coitados;
engenharia adolescente, é?
– “eles [os Racionais MCs] se detestam. os dois da zona norte não falam com os dois da zona sul. é tipo o STF” – Jonas Lopes, desnudando os manos e pavimentando o caminho de melhor analogista do Brasil;
– no ano da bacon explosion aparece a gripe dos porcos. quem você acha que ganha?
– ao invés de parar por uma semana em novembro, para o início da oitava temporada, esse blog vai parar por quinze dias entre julho e agosto. resolvi me mandar para a península Ibérica com a galera, e espero convencê-la a encarar dois dias de Marrocos, só pra poder tirar onda de que já botei os pés na África. mas vai ser difícil, como será difícil resistir a vinhos, outlets, Franz Ferdinand no Paredes de Coura (será que dá pra ir?), Alhambra etc. e ano que vem tem que rolar um Panamá, não posso mais adiar;
– agradeço pelas manifestações de apoio sobre o colesterol, e o negócio é o seguinte: vou vencer essa coisa. os triglicérides estão excelentes, só falta derrubar o LDL.

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agora que fiz um post enorme com um monte de coisas legais, vem a lista de cobranças: Fabiano e Heloísa, atualizem os blogs; Gabriel, mande o relatório de gestão em duas vias; Craudio, Pipe, galera da XP, bora comer no Faisão Dourado sexta?

aroma

um dos travesseiros aqui de casa está com o cheiro mais gostoso do mundo. um aroma delicioso, que não tenho como definir nestas linhas, então só me resta senti-lo, sorvê-lo, vivê-lo, o que faço com o maior prazer.

sujou

como parte de sua política de advocacia do que é paia, a Telerj tornou a proibir o acesso à página do Blogger, vital para que eu fizesse atualizações. ainda posso fazê-las por email, lá do trabalho, como fiz aqui durante um certo tempo; a formatação se altera um pouco, mas é a solução. de quebra, a Telerj ainda restringiu o acesso a todas as páginas que tenham o termo “blog” no meio, não importando se elas têm conteúdo para o seu trabalho – no meu, mexendo diariamente com políticos e afetados, tem um monte.

claro que na época em que isso aconteceu pela primeira vez eu me escaldei e encontrei um proxy que não havia sido banido pelos energúmenos da TI local, e ele continua sem ser proibido. é como vou fazer agora para acessar estas páginas vetadas. existe sempre a possibilidade de solicitar o desbloqueio de páginas, desde que motivado, mas não faço isso para não dar moral aos vagabundos. prefiro usar das minhas armas, enquanto elas bastarem. mas agora que o novo chefe deles é meu peixe, logo logo vou aprontar uma pra esses censores desgraçados.

dardo

oi, tudo bem por aí? por aqui as coisas andam acontecendo, embora isso seja muito vago…

tentando de novo escrever algo: oi, tudo bem por aí? por aqui, andam acontecendo algumas coisas, vou tentar listá-las. umas são boas e umas são ruins, mas parece que tudo isso é… a vida. ainda há sentimento para colocar nas palavras, mas minha vida passa por uma fase de ampliação de foco, por mais que isso seja um paradoxo. então é assim:

– tem a expectativa pela pós-graduação. liguei lá hoje e parece que as entrevistas serão conduzidas a partir da semana que vem. mas, em se tratando dos maconheiros acadêmicos que controlam a Universidade de Brasília, é bom não contar com esse prazo, então a expectativa aumenta;
– não devo ter falado muito disso por aqui, mas tenho planos para terminar de mobiliar a casa, no segundo semestre, assim que voltar de viagem. e comecei a pensar nisso agora, embora não seja preciso;
– falei em viagem, e pois é, tá na hora de sair do Brasil. de preferência para um lugar sem brasileiros, ou com o mínimo deles. já tenho as minhas opções, já estou planejando isso, e vai ser gostoso demais. eu queria uma recomendação de travelogues, aqueles livros que são diários de viagem, alguém aí tem? Jonas?
– semana passada tive uns problemas de insônia, de um jeito estranho: acordava por volta das quatro e meia da manhã e ficava uma hora, uma hora e meia sem sono. e voltava a dormir quando já estava prestes a acordar. felizmente não tive isso no final de semana, mas hoje voltou e passei o dia achando que dormiria a qualquer momento;
– troquei as lâmpadas da cozinha e da copa, instalei a lâmpada do quarto bocal da sala. o resultado é que minha casa nunca esteve tão iluminada… ficou ótimo;
– essa troca das lâmpadas acabou gerando um episódio meio cinemático, hoje à tarde: depois que elas foram todas trocadas pelo eletricista, faltavam apenas vinte minutos para o meu horário de almoço acabar, e eu ainda não tinha comido nada. passei na La Boulangerie, ali na 106 sul, e peguei um sanduíche de presunto parma e um brownie, para comer no trabalho. mas no percurso, não sei exatamente porque, me senti em um filme francês. não sei se é porque não tirei o paletó para dirigir, se é porque o almoço foi bem estilo piquenique, se pelo jeito como estacionei o carro ou pelos french kisses que me ocupavam a cabeça na hora, a dois dias de eles me ocuparem os lábios. vai saber…
– fora isso, estou à procura de um casaco, mas só tenho achado aberrações – especialmente na Zara, onde todos os meus amigos costumam achar casacos legais. o único que gostei foi visto na Hugo Boss, mas não estou a fim de dispender 2100 reais nele. alguém aí me sugere um lugar com casacos legais no Distrito Federal, bitte?
– estou devendo respostas e satisfações para uma série de pessoas – desde colegas de trabalho até pessoas do outro lado do mundo (oi, Lisa). espero pagar essa dívida em dobro e em dólar até o final desta semana, e para isso conto com a ajuda de umas músicas do “Good humour”, disco do Saint Etienne que, descobri agora, é completamente Asa Sul. tentaram copiar os Cardigans, acabaram caindo na região central de Brasília. qualquer dia explico isso melhor…