sextavado

(Rooney, “I’m a terrible person”)

encontrei um antigo desafeto no elevador da Telerj. ele tenta levar a coisa de forma profissional e me cumprimenta, enquanto eu finjo que não conheço. o cara é tão perdedor que, com medo de não conseguir vaga no elevador para subir, pega-o pra descer e fica nele até começar a subir.

sinceramente, fico preocupado com a presença de gente assim na Telerj. dia desses ele estava envolvido em um projeto com a área aqui do lado, e minha amiga que trabalha nesta área falou que a toda hora o departamento do loser queria fazer alterações na coisa. sugeri que ela o deixasse falando sozinho, e a situação melhorou: agora ele manda dez emails por dia e ela só lê o décimo, que é o que a cabecinha dele produziu depois de tanto dar voltas – e que inequivocamente vai dar em nada.

mas voltando ao elevador, ele sempre fica sem graça quando me vê já que, quando o cara usou de ironia pra tirar um sarro da minha cara, eu respondi com ódio. então ele fica todo constrangido e me cumprimenta discretamente, parecendo aquela galera que te adiciona no Orkut só pra ter mais um amigo. nem olhei na cara dele, apertei o botão do segundo andar e esperei a viagem acabar. saí do elevador pensando na vidinha fuleira que esse cara deve levar e fui cuidar da minha: já havia gasto tempo demais (40 segundos) filosofando sobre o perdedor. mas por que, então, dedicar um post a falar disso? creio que seja a falta de assunto… :)

pátio

depois de quatro semanas andando em sexta marcha, parece que de hoje até o final desta semana o trabalho engata uma quarta ou quinta, dependendo apenas de uma pauta ainda por ser divulgada. de qualquer forma, um breve refresco da neurose em que as coisas estavam nos últimos tempos.

neurose? sim, e eu tava adorando, vai… :)

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terminei ontem “Nosso homem em Havana”, do Graham Greene, um dia depois de começar o livro. é gostoso de ler, apesar de haver um momento no começo da quarta parte em que as coisas começam a acontecer emboladas e isso pode confundir quem está lendo, como aconteceu comigo – tive que reler o trecho para saber do que é que estavam falando e, principalmente, quem estava falando o quê. mas é ágil, interessante e bem divertido, muito bom mesmo.

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boa notícia na “Folha de São Paulo” de hoje: a Juicy Couture negocia a abertura de uma loja própria no país, ainda para 2009. o problema é saber, quando ela for aberta, quanto cada peça deles custará.

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e aí, vamos fazer compras para a casa?

joule

essa foi uma semana atípica, que vai chegando ao final hoje com um largo sorriso aberto em meu rosto, graças a três dias de arrepiar: o domingo, com o show do Radiohead e a companhia; a terça, quando o chefe da chefe rasgou elogios à nossa equipe; e a sexta, que teve um convite irresistível pela manhã e uns elogios rasgados da chefe ao meu trabalho pela tarde.

nessas horas eu me lembro daquele texto do Alexandre em que ele fala que, todos os dias quando acorda, está perdendo de dois a zero, e nos melhores dias da vida dele vai dormir achando que arrancou um empate. comigo também é assim, mas essa semana, veja só, arranquei duas vitórias… incrível.

ringtone do Paulo Francis

atendendo a pedidos (e colocando um título bem chamativo pra bombar no Google), eis aqui meu ringtone do Paulo Francis cantando “Vamos fazer reforma agrária“, naquele tom de deboche típico do maior jornalista que o país da mandioca já conheceu. é só clicar com o botão direito, salvar no seu computador e passar pro seu celular, ou então usar no esquema de sons do seu micro. o arquivo não é pesado (173 kbytes, em formato wave), e foi editado, processado e equalizado por mim num domingo de puro tédio, ano passado. divirta-se!

p.s.: se você o baixou, deixe um comentário aqui, dizendo o que achou da ideia e da execução.