capitania

a partir de daqui a pouco:

– fazer a barba
– levar os ternos pra lavanderia
– ir até o banco com um comprovante de residência novo e solicitar mudança de endereço
– fazer a mesma coisa no Detran (provavelmente vai ficar pra amanhã, conheço aquilo)
– retorno no médico, dez pras duas
– almoçar
– atualizar o Geólogo
– procurar algum projeto que precise de um parecer mais detalhado e aproveitar a paciência da semana para fazê-lo
– aproveitar que estou com o comprovante de residência e abrir conta na locadora da 104 sul (pode ser à noite)

o condomínio está pago, acabei o “31 canções” agora cedo. não posso esquecer que, graças aos problemas na coluna, é melhor deixar os Adidas de lado e usar os tênis com amortecimento que só uso na academia. e é de bom tom arrumar uma boa história pra contar nesse blógue, ao invés de usá-lo como uma listinha de coisas a se fazer :)

numa só

hoje o dia foi simples, as coisas eram todas simples. tanto eram que acabei de pensar se não tive um momento Alberto Caeiro. li cem páginas do “31 canções” e só parei porque dormi, naturalmente. amanhã cedo dou conta das outras 50. quando acordei, nunca tive tanta certeza do que fazer: buscar um milk-shake de Ovomaltine, certeiro.

todos os problemas – as dores físicas, as contas por vencer, a falta de coisas legais para assistir etc – eram tão pequenos, tão ínfimos. senti até que, se quisesse dominar o mundo, bastaria eu estender a mão e, hélas, eu conseguiria. mas tudo que eu quero hoje é um beijo seu, e ouvir uma boa notícia qualquer, por menor que seja. é que hoje as coisas foram todas simples, então quero manter tudo assim.

trote

uns anos atrás o Gomez lançou uma compilação de raridades chamada “Abandoned shopping trolley hotline”. tanto quanto o conteúdo do disco, que tem aquela belezinha chamada “Flavors”, me chamou a atenção o nome do disco: “disque-carrinhos de compras abandonados”. pelo visto, não chamou apenas a minha atenção: o Rogério me escreve pra dizer que a British Waterways acabou de lançar um serviço telefônico pelo qual você pode informar se algum desses tróleis caiu em sua malha aquática.

gostei tanto da ideia que gostaria de sugerir à Caesb que faça algo semelhante em Brasília.

morcego

já ouviu alguma musiquinha dark e pra cima ao mesmo tempo? eu já: “Lovesong”, do Cure, mas é de vinte anos atrás. mas acabei de descobrir uma menina que fez uma música assim. o nome da banda dela é Bat for Lashes, e a música se chama “What’s a girl to do”, é de 2007.

mas ouvindo essa música também aparece a impressão de que um zumbi abduziu a Lulu (a do “To sir with love”). não?

aloha

armei de improviso uma reuniãozinha da galera aqui em casa, pra que eles conhecessem o apartamento e que a gente assistisse a uma das sazonalidades da noite de domingo. podia ser o Carnaval, mas por unanimidade decidimos que seria o Oscar, e sem o Rubens Ewald Filho com suas boiolagens. não prestei muita atenção nos prêmios, preferindo me concentrar em sacanear o Tiago e seu gosto por “O senhor dos anéis”, que como todos sabem é o “Sítio do Pica-pau Amarelo” anglo-saxão, com o Frodo sendo a Emília local.

além disso, desandamos a falar mal de tudo: a possibilidade de catfight entre a Jennifer Aniston e a Angelina Jolie, que infelizmente não se concretizou; o lobby sodomita ainda na ativa em Tinseltown, com o “Milk” levando uns prêmios no sistema de cotas; o porre que é assistir a tantas categorias técnicas, a nota zero para o indiano que compôs a trilha do “Slumdog millionaire” etc. tudo com duas pizzas da Baco por cima.

foi uma delícia, e tão gostoso quanto foi ler o texto do João Pereira Coutinho sobre a cerimônia.

*

mais tarde, quebro o voto de ficar em casa e, depois de almoçar no restaurante chinês da 114 sul (cuja análise fica para outro dia), pego o carro e dou um longo rolê pelo Lago Sul, descobrindo mais uma obsessão: as quadras de 4 a 8 no SMDB. gente, o que é aquilo? pode deixar, eu mesmo respondo… aquele trecho ali é um pedaço do estado de Vermont dentro do Lago Sul. tem as folhas cor-de-rútilo no chão, tem umas casas com inspiração da arquitetura colonial da Nova Inglaterra, tem vastos espaços pra criançada correr e jogar bete… tem uma vista linda pro Lago Champlain Paranoá… é sensacional. tão sensacional que daqui a uns dias vou dedicar duas horas para procurar terrenos e casas por lá e pensar na minha vida daqui a dez anos.

e depois que as duas horas acabarem, de volta pro trabalho, pra conseguir tudo isso em menos tempo ainda.

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a ideia de férias na Croácia continua de pé, mas ganhou uma forte contendora: alugar uma casa de campo na Nova Zelândia com os amigos, percorrer vinhedos, ir a praias desertas, jogar golfe nos campos locais, estalando de novos. meu passaporte novo fica pronto em alguns dias, e já há uma viagem programada para antes. mas a segunda vai ser do jeito que quero: atípica, real (no sentido de realeza) e bem longe daqui.