feidimáis

leio uma manchete: "[Andrei] Medvedev e Raúl Castro assinam acordo sobre cooperação estratégica". mas por um segundo antes de processar a frase correta eu achei que fosse uma cooperação "estética". sabendo da cara dos dois cidadãos que assinaram o acordo, seria uma boa ideia.

história

Radiohead resumed their recording sessions in September 1996 at St Catherine’s Court, a historic mansion near Bath owned by Jane Seymour. They made much use of the different rooms and atmospheres throughout the house; the vocals on "Exit Music (For a Film)" featured an echo effect achieved by recording on a stone staircase, and "Let Down" was recorded at 3 AM in a ballroom. The isolation from the outside world allowed the band to work at a different pace, with more flexible and spontaneous working hours (…)

Yorke explained that the "incredibly dense and terrifying sound" of Bitches Brew by jazz composer Miles Davis was his starting point for the record. He described the sound of Bitches Brew to Q: "It was building something up and watching it fall apart, that’s the beauty of it. It was at the core of what we were trying to do with OK Computer." The band also drew influence from the film soundtrack composer Ennio Morricone and modern classical composer Krzysztof Penderecki (…)

"Airbag", a song which references automobile accidents and reincarnation, was inspired by a magazine article titled "An Airbag Saved My Life" and The Tibetan Book of the Dead. Yorke wrote "Airbag" about "the idea that whenever you go out on the road you could be killed." (…)

(…) William Shakespeare’s Romeo and Juliet, particularly the 1968 film adaptation, inspired the lyrics for "Exit Music (For a Film)". Jonny Greenwood said that "Let Down", which includes lyrics evoking crushed insects, is "about that feeling that you get when you’re in transit but you’re not in control of it — you just go past thousands of places and thousands of people and you’re completely removed from it." (…)

"Climbing Up the Walls" was inspired by Yorke’s brief job as an orderly in a mental hospital before Radiohead’s success, as well as by a New York Times article about serial killers, and Yorke said that the song is "about the monster in the closet". (…) "Lucky" depicts a man who survives an airplane crash in a lake and becomes a "superhero" (…)

(…) Other titles the band considered for the album were Ones and Zeroes, a reference to the binary numeral system, and Your Home May Be At Risk If You Do Not Keep Up Payments.

(…) Parlophone undertook an unorthodox advertising campaign for the album, taking out full-page advertisements in high-profile British newspapers and tube stations. The advertisements featured the lyrics for "Fitter Happier" written in large black letters on a white background. In America, Capitol sent 1000 cassette players to select members of the press and music industry with a cassette copy of the album permanently bonded inside. Capitol president Gary Gersh, when asked about the campaign after the album’s release, said "We won’t let up until they are the biggest band in the world".

impressionante como todo disco bonito tem uma história ainda mais bonita por trás, não?

Kitai-gorod

tem um certo valor que às vezes parece estar impregnado no Oriente: copiar o Ocidente, mas com algumas adaptações locais. em alguns casos o resultado é grotesco, mas em outros beira o sublime. estou vendo aqui umas obras de arquitetos italianos na Rússia, e maravilhado com a forma como eles conseguiram colocar no país aquilo que bombava na Europa da época. tem a Igreja da Ascensão em Kolomenskoye, na grande Moscou, obra de um italiano cujo nome só se conhece em russo: Petrok Maly. ele também fez os muros da Kitai-gorod, um bairro moscovita cercado de muros e que traz um mistério no nome: a tradução literal de "Kitai-gorod" é "Bairro chinês" (ou "Chinatown" se você é fã do Charles Bronson), mas de chinês a coisa não tem nada. de toda forma, mais um local para eu dar um rolê.

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indo do século XVI para o XIX, tem as obras do Carlo Rossi, que desenhou boa parte dos prédios históricos de São Petersburgo, inclusive uma das ideias mais fascinantes que já vi, a tal da "rua de proporções perfeitas". se alguém aí assistiu "Bonecas russas" sabe do que estou falando: seu criador acreditava em uma relação perfeita entre a altura dos prédios (22 metros), a largura da rua (idem) e seu comprimento (220 metros). isso tem alguma implicação no enredo do filme, mas não vamos mudar de assunto… prometi que nunca publicaria o post sobre esse filme. mas a tal rua, que leva o sobrenome de seu arquiteto e também é conhecida por "rua do Teatro", já que termina em um, é mais uma pra lista de lugares a conferir ao vivo, e o quanto antes.

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outra italianada da boa é o Palácio de Gatchina, construído no século XVIII por Antonio Rinaldi. vi umas pinturas que detalhavam seu interior, que era de chorar de tão bonito. infelizmente o verbo está no pretérito porque os nazistas acharam por bem queimar tudo até a última ponta de afresco neoclássico. mas a fachada do palácio (que hoje parece um tanto mal cuidada) e as vistas dele permanecem, para alívio geral do Brasil. ou da Rússia, já que brasileiro gosta mesmo é de Caraguatatuba.

lajota

oi, tudo bem? consegui uma conexão banda larga de boa qualidade para meu apartamento, então este blógue aqui terá mais atualizações. ou, pelo menos, melhores. eu prometo, e farei de tudo para alcançar esse objetivo. mas tenho visitas em casa hoje, então vou me desdobrar. caso não os veja ainda hoje, um beijo e boa noite.

Viena

ontem fui à tal mercearia de produtos árabes da minha quadra. triste decepção: a coisa é tocada por um retardado mental que não consegue se expressar com clareza, dois terços do que se vende por lá é esfiha e quibe congelado, dos três produtos que eu queria só achei um por lá, e não na configuração desejada, e nem cartão aceita. próximo passo, comprar miojo na loja de produtos nipônicos da 115 sul: alguém aí já foi?

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“Paris”, do Friendly Fires, na cabeça. até mandei uma mensagem pro Lúcio com o refrão dela, que me embotou as ideias de uma tal maneira…

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comecei a procurar academias por aqui. tentei achar uma ali na 905 sul, o problema é que passei duas vezes pela quadra e não vi nada. alguém sabe exatamente onde fica a Nad’arte dessa quadra? amanhã eu tento de novo, até vou ligar lá e perguntar onde exatamente fica. enquanto isso, parece que tem uma simplesinha ali na 109 e tem a Júlio Adnet entre a 110 e a 111.

como eu disse hoje pra Carol, hora de aprender a nadar.

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agora com licença, parece que recebi um convite da 103 sul para comer alguma coisa…

il fait si beau

oi, tudo bem? confesso que estou aqui apenas fazendo hora para ir ao supermercado. na falta de uma grande descoberta, e ao mesmo tempo na dívida de algum escrito maior, lá vai um resumo do final de semana…

– sexta-feira: Lúcio esteve por aqui dando som, e eu fui lá prestigiá-lo. não é só por ser meu amigo e chefe, mas porque ele tem muito a ensinar aos DJs de Brasília. não quero desrespeitar ninguém, mas o set dele foi fabuloso; quando acabou, parecia que eu tinha ouvido anjos pelo tempo que durou – e olha que era só indie rock. quando o substituíram, a coisa imediatamente ficou mundana, numa desaceleração que doeu na alma.

engraçado ver a molecada rachando cerveja em dois copos e eu lá, uísque na mão, pensando em como a vida era maravilhosa e também no fato de que ir a uma festa sem conhecer ninguém além da estrela e de uma amiga também podia ser algo legal. depois que eles foram embora e eu me vi ali sozinho, conheci o Giovanni e, entre uma conversa e outra, conduzi um experimento sociológico que confirmou uma teoria minha que vinha de um ano e meio. poderia estar orgulhoso da conclusão, mas o fato é que agora fico pensando “geez, como pude demorar tanto tempo para perceber algo tão óbvio?”

– sábado: depois de um atrito com a Net, que se recusou a fazer a instalação do Virtua e da tevê por assinatura nesse dia, passei uma hora no telefone até conseguir cancelar os dois serviços, comprei uma placa HSDPA da Vivo, assinei a Sky e a Brasil Telecom. tudo em um curto espaço de tempo e sem pensar muito bem, já que gente irritada faz as coisas por impulso. mas me sinto mais leve agora, mesmo tendo em mente o fato de que a mudança de fornecedor, pela minha experiência* trabalhando no setor, não vai trazer grandes melhoras à prestação do serviço.

infelizmente ninguém quis armar nada para o sábado à noite, então o jeito foi ver parte da primeira temporada do “House”, comer um croissant com creme de amêndoas e dormir mais cedo, já que acordei cedo graças a uma reforma empreendida pela turma da bricolagem antes das nove da manhã.

– domingo: acordei tarde, como se quisesse me vingar do sono que não tive no dia anterior; montei a lista de supermercado que me preparo para cumprir dentro de alguns momentos, tratando de enchê-la de coisas saudáveis, como suco de laranja com cenoura.

sempre achei que cenoura tivesse gosto de sabonete (eu já comi sabonete, portanto tenho envergadura moral para achar isso), e já tentei comer de todo jeito: na salada, com um fio de azeite, misturada ao feijão. só consegui sob forma de bolo, e com cobertura de chocolate, o que de nada adianta. se não rolar no suco, misturada a alguma fruta, desisto… mas acho que agora vai. fora isso li, de uma vez só, “O destino de um homem”, do Mikhail Cholokhov. em números, não é um feito muito grande, já que o livro tem 95 páginas e umas 20 delas são de um extenso prefácio do Otto Maria Carpeaux. e o livro é uma delícia de ser lido, tem uma narrativa que é bem o tipo de escrita que eu queria ter, ou desenvolver. quem começar a ler não pára mais, e tem boas chances de gostar.