blasé

ano passado a Polaroid anunciou que todas as suas fábricas de filme para suas famosas câmaras instantâneas deixariam de produzir o material, fazendo com que os fotógrafos que ainda a utilizam ficassem na mão. aparentemente, ainda há uma galera que usa as polaróides, e eu mesmo tenho vontade de ter uma. mas como faríamos sem filme? começou uma campanha para que a companhia revisse os planos e mantivesse ao menos uma fábrica em produção, ou que algum outro interessado licenciasse da Polaroid os direitos de produção do filme. eu mesmo subscrevi uns três abaixo-assinados, embora soubesse das limitações desse tipo de iniciativa.

mas aí um austríaco chamado Florian Kaps comprou uma das fábricas da Polaroid, nas imediações de Amsterdã, e recontratou onze funcionários da planta. eles estão nesse momento desenvolvendo os protótipos de filmes que sirvam a duas séries de câmaras, e a previsão é a de que ganhe os mercados em dezembro – segundo algumas projeções, é justo em dezembro deste ano que os estoques dos filmes Polaroid originais acabarão. os novos serão vendidos sob a marca Impossible, um nome bem poético para um projeto desses. torço para que dê certo, já que inúmeras tentativas românticas de salvar ícones do passado acabaram naufragando mesmo depois que gente bem-intencionada aportou dinheiro e atraiu mídia para o projeto.

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