il fait si beau

oi, tudo bem? confesso que estou aqui apenas fazendo hora para ir ao supermercado. na falta de uma grande descoberta, e ao mesmo tempo na dívida de algum escrito maior, lá vai um resumo do final de semana…

– sexta-feira: Lúcio esteve por aqui dando som, e eu fui lá prestigiá-lo. não é só por ser meu amigo e chefe, mas porque ele tem muito a ensinar aos DJs de Brasília. não quero desrespeitar ninguém, mas o set dele foi fabuloso; quando acabou, parecia que eu tinha ouvido anjos pelo tempo que durou – e olha que era só indie rock. quando o substituíram, a coisa imediatamente ficou mundana, numa desaceleração que doeu na alma.

engraçado ver a molecada rachando cerveja em dois copos e eu lá, uísque na mão, pensando em como a vida era maravilhosa e também no fato de que ir a uma festa sem conhecer ninguém além da estrela e de uma amiga também podia ser algo legal. depois que eles foram embora e eu me vi ali sozinho, conheci o Giovanni e, entre uma conversa e outra, conduzi um experimento sociológico que confirmou uma teoria minha que vinha de um ano e meio. poderia estar orgulhoso da conclusão, mas o fato é que agora fico pensando “geez, como pude demorar tanto tempo para perceber algo tão óbvio?”

– sábado: depois de um atrito com a Net, que se recusou a fazer a instalação do Virtua e da tevê por assinatura nesse dia, passei uma hora no telefone até conseguir cancelar os dois serviços, comprei uma placa HSDPA da Vivo, assinei a Sky e a Brasil Telecom. tudo em um curto espaço de tempo e sem pensar muito bem, já que gente irritada faz as coisas por impulso. mas me sinto mais leve agora, mesmo tendo em mente o fato de que a mudança de fornecedor, pela minha experiência* trabalhando no setor, não vai trazer grandes melhoras à prestação do serviço.

infelizmente ninguém quis armar nada para o sábado à noite, então o jeito foi ver parte da primeira temporada do “House”, comer um croissant com creme de amêndoas e dormir mais cedo, já que acordei cedo graças a uma reforma empreendida pela turma da bricolagem antes das nove da manhã.

– domingo: acordei tarde, como se quisesse me vingar do sono que não tive no dia anterior; montei a lista de supermercado que me preparo para cumprir dentro de alguns momentos, tratando de enchê-la de coisas saudáveis, como suco de laranja com cenoura.

sempre achei que cenoura tivesse gosto de sabonete (eu já comi sabonete, portanto tenho envergadura moral para achar isso), e já tentei comer de todo jeito: na salada, com um fio de azeite, misturada ao feijão. só consegui sob forma de bolo, e com cobertura de chocolate, o que de nada adianta. se não rolar no suco, misturada a alguma fruta, desisto… mas acho que agora vai. fora isso li, de uma vez só, “O destino de um homem”, do Mikhail Cholokhov. em números, não é um feito muito grande, já que o livro tem 95 páginas e umas 20 delas são de um extenso prefácio do Otto Maria Carpeaux. e o livro é uma delícia de ser lido, tem uma narrativa que é bem o tipo de escrita que eu queria ter, ou desenvolver. quem começar a ler não pára mais, e tem boas chances de gostar.

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