undici

palandi diz:

Lúcio, eu gosto de uma música do phil collins

palandi diz:

uma só, juro

palandi diz:

de zero a dez, quanto é isso em vexame?

lucio diz:

11

Arkhangelsk

o dia começou a ser ganho ontem, quando vi no Correio Braziliense que aquele frio gostoso permaneceria até quarta-feira. aquela atmosfera cinza me animou a ir para o trabalho e me deixou concentrado nas coisas, focado no que era preciso melhorar, bem-disposto pra caramba. e, embora o dia não tenha sido um primor de produtividade – até porque a minha área precisa acompanhar um outro órgão, cuja vontade de trabalhar é alheia aos nossos interesses – foi bem legal.

quando o céu começou a se abrir e o sol apareceu já era tarde para me desanimar. espero que amanhã e quarta tenhamos mais gun metal skies, quem sabe até com um pouco de chuva.

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esses dias eu estava namorando um casaco Marc Jacobs que estava por apenas 80 dólares na Saks Fifth Avenue, até que de ontem para hoje acabaram as peças do meu tamanho. foi uma pena, mas por outro lado o meu bolso agradece: acabei ficando com o plano B, uma Levi’s 501 que sai por míseras 36 doletas na Amazon – sorte que não haverá gastos pro meu laranja de confiança buscá-la.

já ontem me deu uma vontade arrasadora de comprar o disco do Last Shadow Puppets e o último do Interpol. fui até à Fnac, que não tinha um e cobrava uma punhalada pelo outro… e não levei nenhum. mas a vontade ainda não passou. o certo é que tenho de colocar uma coisa na cabeça: enquanto não comprar meu iPod, não posso comprar nenhum cd. só assim para eu aprender a priorizar as coisas certas.

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coisas atrasadas: cortar os cabelos, levar o terno para a lavanderia, almoçar com o pessoal da XP. tem que dar tempo nesta terça. tem que dar. de quebra, visito a corretora e lembro que o lugar do meu dinheiro é na Bovespa, e não em um apartamento no Cruzeiro Novo. trabalhando na Telerj, o risco de perder o cargo é quase nulo, então um viva à possibilidade de correr riscos, enquanto não boto o bloco na rua da iniciativa privada.

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you’re so young, so sweet, so surprised
you look so young
like a daisy in my lazy eyes

ah sim, é por isso que quero o último do Interpol :)

Lajtabánság

final de semana cheio de aventuras para o paladar. começou com o Wrap and Roll na sexta-feira: é tudo o que você quer de um restaurante moderno, mas ainda não sabe. tem wraps deliciosos (recomendo o de salada caesar), tem risotos (que eu não provei), saladas (que eu também não provei), smoothies reforçados – o de doce de leite é um, com o perdão do trocadilho, um deleite.

a decoração é meio boate, meio consultório odontológico: móveis modernos e muito branco, mas nada que macule a qualidade da cozinha, que ainda tem sodas italianas, que eu adoro. finalizando, fica em um dos melhores lugares de Brasília: a QI 11 do Lago Sul, ao lado do showroom da Audi. é perfeito para um lanche sem compromisso, merecendo aí uma nota 9 – só não leva 10 porque a decoração deixou o ambiente artificial, porque a comida realmente é 10.

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no sábado, a bola da vez foi o Gendai, um novo japa na 403 sul – que já conta com o Nippon, que ainda não provei. o ambiente de lá, ao contrário do Wrap and Roll, é ótimo: mesas aconchegantes, climatizador na potência certa, iluminação que cria clima. trata-se de um rodízio on demand, mas que também tem pratos à la carte. no primeiro caso, você diz o que quer e lhe vão trazendo à mesa, sem que você precise desfilar na passarela dos pratos. uma salva de palmas para o formato e para a rapidez com que a comida, muito boa, chega até você. contra o Gendai, algumas coisinhas pequenas: primeira delas, os garçons falam demais, sugerem demais, têm textos decorados demais. segunda, é de uma rede de restaurantes, o que tira alguma coisa da espontaneidade, embora você pouco vá descobrir até o final. e o temaki de salmão com cream cheese é de comer ajoelhado. nota 8, porque me senti um tanto pesado após sair de lá – e olha que nem comi tanto. mas ainda é o bastante para um empate técnico com o Haná como meu restaurante nipônico preferido em Brasília.

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e hoje, domingo, foi a vez do La Chaumière, aquele pequeno restaurante francês da 408 sul: apenas sete mesas, participação direta dos proprietários na confecção dos pratos e no serviço, cardápio enxuto e sem concessões a modismos. certa vez o João Pereira Coutinho disse, a respeito do Sujinho (em São Paulo), que a bisteca do lugar deveria figurar no Smithsonian com a legenda “assim se comia bem no século XXI”. apesar de concordar com o cronista sobre esta, creio que deveria convidá-lo a conhecer o filé à Bérnaise do La Chaumière, que merece no mínimo a mesma láurea.

pois o pequeno restaurante, há vinte e dois anos figurando no Guia Quatro Rodas, tem ainda um pão de alho de entrada que é qualquer coisa de soberbo, um serviço de primeiríssima e o ambiente mais gostoso em que me meti durante todo esse mês. fiquei curioso pela sobremesa mas, abalado pelo delicioso filé (acompanhado de batatas sauté q.b.), não consegui arrumar espaço para um doce ao final. não importa: a boa impressão do La Chaumière já estava indelével em mim. nota 9,5, e uma posição entre meus três restaurantes preferidos no DF.

Norman Bates

tá aí um filão não explorado: o de antidepressivos veterinários. tem algum farmacêutico lendo este blógue?

Morte de dono leva papagaio a tomar antidepressivo

Um papagaio-cinza tem sido medicado com antidepressivo depois que o seu proprietário morreu na Inglaterra, há nove meses, informa o The Sun. De acordo com o jornal, Glum Fred estaria deprimido com a perda do seu dono, o britânico George Dance.

O animal passou a arrancar as penas do pescoço e a balançar a cabeça para cima e para baixo, sintomas possíveis de trauma psíquico.

Especialistas acreditam que Glum Fred entrou em profunda depressão e não consegue entender os motivos do desaparecimento de George, que o cuidou desde filhote. Segundo veterinários, as aves tropicais são muito emotivas.

“Ele está neste estado desde que o meu marido morreu. Fred e George eram muito próximos”, afirmou a viúva, Helen, ao The Sun. No entanto, o animal apresentou uma melhora depois que começou a tomar duas doses diárias de antidepressivo líquido.

Királyháza

tem algumas histórias que parecem absurdas demais, mas existem. estou lendo alguma coisa aqui sobre a cidade de Uzhhorod, no oeste da Ucrânia. a cidade começou o século XX como parte do Império Austro-Húngaro e, em 1919, depois da primeira guerra mundial, a Tchecoslováquia anexou o estado da Zacarpácia, onde fica Uzhhorod; em 1938, a cidade foi transferida à Hungria, permanecendo com os magiares… por sete anos, até que, com o final da segunda guerra mundial, foi incorporada à União Soviética. com a derrocada dos comunistas, em 1991 a Ucrânia proclamou independência e levou Uzhhorod, uma cidade cuja população é 77,8% de origem húngara.

entendeu ou quer que desenhe?