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o Maio de 68 impôs o relativismo moral e intelectual a todos nós. Impôs a idéia de que não existia mais qualquer diferença entre bom e mau, verdade e falsidade, beleza e feiúra. Sua herança introduziu o cinismo na sociedade e na política, ajudando a enfraquecer a moralidade do capitalismo, a preparar o terreno para o inescrupuloso capitalismo das regalias e das proteções para executivos velhacos

Nicolas Sarkozy, marido da Carla Bruni e presidente francês (nesta ordem), colocando a cabeça no lugar.

(via Olavo de Carvalho, em texto primoroso)

rodada

estou no trabalho, ouvindo "Hunter", do Portishead (sob protesto sutil de quem está ao meu redor, ressalte-se), com preguiça de ir pra casa. pensando em duas coisas: cachorro-quente e se estou fazendo a coisa certa da minha vida. o sanduíche eu deixo pra daqui a pouco. a coisa certa da minha vida eu preciso saber antes de dar a primeira mordida.

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dez minutos se passaram. um caso eternamente mal-resolvido, uma dúvida profissional, "Alison" do Slowdive e o medo de chorar na frente do meu chefe. esqueço o assunto e vou conversar e aprender. é isso: só aprender, trabalhar, aquelas palavras que eu enfio a todo momento na minha cabeça, no blog, na minha vida fora daqui e em tudo o que faço. porque um dia há de entrar.

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fora isso, um agradecimento ao Felipe pela conversa de agora há pouco. valeu, chefe.

troça

nunca foi segredo pra ninguém que eu sou fã do tom galhofeiro-elitizado do Top Gear, tanto no programa de tevê quanto nos artigos da página dos caras – e nos do Jeremy Clarkson, então, nem se fala. a atual manchete da página dá o nível da coisa, na avaliação de uma série limitada do Porsche Boxster: "RS60: melhor do que sexo, diz Bill Thomas. Mas ele é ruim de cama".