coisas que eu nunca te disse #24

of all the things I felt but never really shown
perhaps the worst is that I ever let you go
I should not ever let you go, oh oh oh

it’s not over tonight
just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won’t go home without you

(Maroon 5, “Won’t go home without you”, 2007. mais uma belíssima música de corno dos caras, com um clipe à altura)

luminária

de férias do trabalho até segunda-feira, passei ali pelo começo da Asa Sul hoje, levando o Lelo para que ele almoçasse. na banca da 103 – surpresa! – havia um exemplar da Tatler. não acreditei. quis levá-lo comigo, mas quem disse que eu tenho coragem de empatar 53 reais numa revista? pois é, tenho não.

mas aí vi na página deles que uma assinatura para o Brasil custa 79 libras, e o preço por edição cairia para 23 reais. e não, não dá para ser mais acessível do que isso porque a Tatler é “o mais estiloso e e indispensável guia da sociedade”. e até conseguiu transformar a princesa Eugênia numa mulher linda.

*

por falar em princesa Eugênia, enquanto eu procurava subsídios para escrever esse texto, dei Google nela para ver se achava alguma foto do ensaio pra Tatler. achei no Telegraph. beleza. aí você lê ali no texto do lado, sobre a princesa:

She watches Big Brother but also loves explaining why John Steinbeck’s Of Mice and Men is one of her favourite novels.

eu assisti o Big Brother na última semana, só para ter assunto no trabalho. e faz pouco mais de 40 minutos que li, de uma só vez, “Ratos e homens”, do John Steinbeck, um belo livro.

*

e como se as coincidências parassem por aqui, o guia de viagens da Tatler recomenda a Fazenda da Lagoa, na Bahia. e diz, sobre o lugar:

All you can hear is the blissful whispering of the pampas grass. When you can be bothered to move, you can bike on the beach, enjoy a surf lesson, picnic by the lagoon or flop in the spa. Heavenly service and amazingly quiet – this is tropical isolation at its purest..

pois é. quem foi que disse, no post passado, que queria ir pra Bahia… parece que eu já tenho os mesmos gostos da aristocracia; só me falta o título de nobreza. alguém aí me vende um?

saguão

depois de passar a noite tomando chope estranho com amigos, especulando sobre o futuro da humanidade (idiotização? mentes virando queijos-quentes? o governador passando para nos recolher às duas da manhã? Gatorade sendo utilizado para irrigar lavouras?), ligo o rádio na Rádio Câmara e vou ouvindo ali o que tem de melhor na madrugada. depois de um bloco de MPB, vem a seqüência matadora: “Stay”, do U2, “Knives out”, do Radiohead (que nem é tão boa, mas saber que o poder público está botando no ar uma coisa dessas é uma delícia) e uma música cheia de malemolência, dissonâncias, órgão e piano ao mesmo tempo e uma voz desconhecida.

já tinha chegado em casa quando essa música estava tocando, mas decidi aguardar pelo seu fim, para que o locutor me dissesse quem estava interpretando aquela belezinha, que me fez pensar nas minhas férias de 2010, no interior da Bahia, vendo aquele mar cristalino e abstraindo do futuro da humanidade por umas horas. e a música era “Here it comes”, do Doves. não reconheci a voz porque ela é cantada pelo baterista.

subi até o apartamento e peguei a música: agora pode vir um sol de trinta e cinco graus que eu tô preparado para tamanha tropicalidade.

(…) she doubles up and comes back Sundays
and she will come
into your heart
it goes on and on and on

here it comes
here comes my day in the sun
here it comes
here comes my time in the sun

this is the day
this is the time
to stare at the skies in wonder…

aristocracia

tenho dois textos sobre a visita da Carla Bruni para indicar, ambos trazidos a mim pela Lisa. mas peço para que coloquem “Promises like pie crust”, cantado pela musa italiana, antes de ouvir.

o primeiro é esse aqui, a coluna do Ivan Lessa dessa semana. nele, o mestre manda uma bola no ângulo no último parágrafo:

A visita de Estado de Carla Bruni foi uma das mais espetaculares dos últimos anos, garantem aqueles que entendem do riscado.

o segundo, antológico, é do Gilles Lapouge, correspondente do “Estado de São Paulo” em Paris. e que, em uma só sentença, pega o Zeitgeist da história e ainda explica porquê eu sou monarquista:

Já era um conto de fadas, mas não era real. Ontem, em Londres, foi um conto de fadas de verdade, em pleno século 21. É essa a graça das grandes monarquias européias: elas flutuam sobre o tempo.

para quem quiser um pouco de fotos, tem aqui (obrigado, Lisa, por essa dica também).

(nota: apesar de não conter nenhuma entrelinha, esse post foi etiquetado como “prata” porque os textos são antológicos. e a primeira-dama da França, ainda mais)

gato

“Black cat”, primeira música de trabalho do novo disco do Ladytron, a ser lançado em junho (o nome é “Velocifero”), já pode ser ouvida no myspace deles. estou ouvindo agora e a primeira coisa que me veio à cabeça foi um disco do William Basinski, “Disintegration loops”, que eu nunca ouvi. acho que é pelo nome dele, e pelo fato de que essa nova do Ladytron é cheia de loops. ou então porque minha cabeça está se desintegrando. hoje, na minha última hora de Telerj, comecei a cantar “minha mente… tá virando um queijo quente…”

*

aniversário do meu chefe hoje. além de caprichar na atualização da nossa página, liguei pra ele para dar os parabéns. depois de seis tentativas, localizei-o… no interior da Bahia, onde, com seu valente 4×4, ele estava preso em um atoleiro e esperando o resgate chegar. ele é o cara.

*

smooth transition back to color mode. acabei de ler essa frase e constatei: é disso que preciso. bem devagar, que é para que nada se quebre ou mude de estado físico.

Carlinha

(nota: ela merece)
Sarkozy fica "emocionado" com recepção britânica à sua mulher
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, cuja turbulenta vida amorosa tornou-se alvo de ataques lançados pela imprensa, afirmou hoje ter ficado muito emocionado diante da forma calorosa com que sua nova mulher, Carla Bruni, foi recebida na Grã-Bretanha. Sarkozy viu seus índices de aprovação despencarem na França durante seu romance com a ex-modelo. Os eleitores franceses deram sua punição nas eleições municipais, queixando-se de que o presidente se ocupava demais de sua vida amorosa e não se concentrava suficientemente nas dificuldades enfrentadas pela economia do país.

Os meios de comunicação franceses e britânicos, no entanto, não pouparam elogios à elegante estréia de Bruni no papel de primeira-dama. A ex-modelo acompanhou Sarkozy na visita ao Castelo de Windsor, onde os dois foram recebidos pela rainha Elizabeth com um suntuoso banquete oficial. O Daily Telegraph, da Grã-Bretanha, perguntou: "Carla é a nova (princesa) Diana?". Os jornais franceses mostraram-se entusiasmados com a impressão causada pela atual mulher de Sarkozy.

Já o presidente francês afirmou: "Fiquei muito emocionado pelo modo como Carla foi recebida". "Acho que ela merecia isso. Já aconteceram tantas coisas… Estou muito feliz por ver que lhe fizeram justiça", disse Sarkozy a repórteres em uma entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown. Sarkozy, 53 anos, separou-se de sua segunda mulher, Cecilia, em outubro após um casamento de 11 anos, e apenas cinco meses depois de tomar posse. Em fevereiro, o dirigente casou-se novamente, desta vez com a modelo e cantora Carla Bruni, 40 anos.

O líder francês, apelidado de "Presidente Bling-Bling" em virtude de seu estilo de vida chamativo, que inclui a ostentação de óculos Ray-Ban e relógios Rolex, ficou claramente satisfeito com a forma como o casal foi retratado nos meios de comunicação nos últimos dias. "Todos perceberam que ela é uma mulher com convicções, sensibilidade e humanidade. E são as convicções, sensibilidade e humanidade que dão elegância a Carla", disse.

Brown e Sarkozy tentaram suplantar um ao outro na troca de elogios – um cenário bastante diferente das relações complicadas mantidas pelos dois países em tempos recentes. O líder francês chamou seu companheiro britânico de "um dos melhores ministros das Finanças que a Europa já conheceu", cargo que Brown ocupou antes de tornar-se primeiro-ministro. Brown, saudando o que espera sejam mudanças profundas nas relações entre os dois países, deu as boas-vindas ao que chamou de "aliança formidável".