hexafluoreto

começou a temporada 2008 das minhas paixões platônicas, sempre a uma certa distância e com o maior respeito. e que, na essência, é igual a tantos outros anos passados, inclusive com os mesmos resultados.

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tem alguma leitora deste blógue que é filha de algum senador da República? se sim, sinta-se convidada a fazer parte do meu rol de paixões platônicas.

verde

complicações: essa semana tem sido difícil. a chefe não anda de bom humor, meu cansaço é maior que o normal, estou com dificuldades para me concentrar em qualquer coisa, seja aqui no trabalho ou fora. meu humor foi embora, o tesão de fazer as coisas tá away, eu sinto sono mas quando chego em casa não consigo dormir.

acaba logo, semana. acaba logo, por favor.

dez

graças ao Victor e à Brasil Telecom, assisti à pré-estréia de “Rambo IV”. e confesso que não parei de sorrir durante a carnificina. é um filme de amor… provavelmente o mais próximo que Sly Stallone já chegou da Meg Ryan.

hum.

talvez não.

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quanta mulher bonita tem aqui em Brasília, hein? é incrível: basta ir ao Pier 21 e constatar. mas onde é que elas se escondem, alguém sabe?

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uma estranha angústia entre o nascente e o poente. será que agora vai? são anos a serem “ressarcidos”, são vidas a serem poupadas. são coisas que num futuro breve eu espero lhe contar, meu amor, mas o problema é que elas precisam acontecer. isso para não falar que você não existe.

raivinha

um dos meus blogs preferidos, o (a) blog do Craudio (eu não sei qual é o sexo do blog), tem uma seção chamada “coisas que me irritam”. só que o Craudio é um prego rabugento, e quase tudo o irrita. mas enfim, isso é pra dizer que hoje, e excepcionalmente hoje, vou falar de uma coisa que me irrita: gente que conta com a Mega Sena pra ser alguém na vida ou que, quando eu falo em trabalho, desconversa dizendo “ai, será que eu não ganho na Mega Sena?”.

primeiro de tudo: Mega Sena é o caralho. eu conheço uma galera que entrou num bolão e ganhou uma grana, mas isso não faz deles motivo de admiração. eu admiro é o Eike Batista, o Jorge Paulo Lemann, o André Esteves, essa galera que ganhou muito mais que um prêmio de Mega Sena trabalhando. também não dá pra dizer desses ganhadores da Sena que “mereceram” ou que “não mereceram”, já que sorte ou azar não se merece: ou se tem ou não se tem. vale a pena apostar? tem gente que acha que sim, enquanto eu particularmente não acho.

o problema é gente que realmente acha que vai ganhar, assim como conta com o dinheiro para ser alguma coisa na vida. aí, quando ela fala daquilo, diz que, assim que ganhar, vai parar de trabalhar. e, com isso, deixar a bunda engordar só na inércia da renda fixa, ao invés de fazer algo legal com o dinheiro – investir na produção, na Bolsa, em qualquer coisa do tipo. ou então aquilo que mencionei ali em cima: gente que, quando vou falar algo sobre trabalho, já desconversa falando de Mega Sena.

segundo de tudo: gente indolente e sorte não combinam. tem vários casos por aí, mas não é legal. quer dizer então que, se a Mega Sena (ou qualquer outra loteria) não vier, a pessoa vai ser medíocre? vai ter medo de trabalhar, vai arregar? ah, francamente. como diz o Felipe, e eu faço questão de repetir, há prazer em fazer horas extras sem remuneração, quando se acredita no trabalho. tem um monte de coisas erradas na Telerj, mesmo na minha área, mas mesmo assim eu saio de lá ciente de que fiz tudo o que estava ao meu alcance para resolver os problemas, sem ter tergiversado sobre a Mega Sena.

por isso, pense bem antes de vir falar da Mega Sena comigo. não vou te agredir, mas vou te deixar falando como se fosse a Voz do Brasil.