oferecimento

então o que tenho para lhe oferecer nesse momento, meu amor, é o seguinte:

– uma insônia
– uma barba que insiste em crescer
– uma vontade de fumar (logo eu, que não fumo)
– umas dores nas costas
– uma otite
– um lote de ITSA4 (e cinco de KEPL3, que lhe pode ser útil se o romance durar)
– uns bombons de chocolate
– umas promessas pela metade de uns sonhos por inteiro
– um abraço e um beijo.

e se isso não for suficiente para transpor esse lago oceânico entre nós, meu amor, me avise, e eu procuro ser outro, ainda melhor, para que você esteja aqui dentro de mim.

wagamama

eu não queria chegar em casa num final de tarde de sexta-feira com um único pensamento, mas cheguei: dormir é preciso.

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mas tem a final feminina do Aberto da Austrália, então não é bem dormir. é sonhar acordado, depois dormir.

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hoje eu soube que temos um ministro chamado Guilherme Cassel. que não faz diferença nenhuma. agora eu sei que ele é ministro, mas continuo sem saber de sua necessidade.

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eu sou contra prestar concursos. detesto o jeito concurseiro de viver a vida às custas do governo. mas apareceu um que tem uma área legal para trabalhar, aí fiz. paguei a taxa. imprimi uma pilha de coisas pra começar a ler neste final de semana, e já comecei. semana que vem chega meu Rivotril, para caso eu não agüente essa vida.

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o clipe de “Special cases”, do Massive Attack, é bem bonito. mesmo. fico até me perguntando se essas coisas existem de verdade…

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será que esse ano eu paro de usar minha maldade e me torno um cara bonzinho, pela primeira vez em vinte e seis anos? é pra se pensar…

poda

lista de coisas pendentes por aí:

– refazer a estratégia de investimentos em opções
– procurar um lugar para fazer pilates
– comunicar à imobiliária que vou renovar o aluguel aqui
– investir na politicagem que fiz essa tarde
– desacelerar lentamente, pra dormir bem no final de semana
– assistir “A princesa e o plebeu”
– decidir se vou ou não vou prestar um concurso aí
– enviar minha agenda 2008 pro meu pai, já que graças aos meses que passei sem fazer nada em 2007 eu quase não usei a do ano passado – que só agora tem seu uso acelerado
– retirar do carro o excesso de cds
– não deixar a barba crescer além da conta.

tô esquecendo algo?

recompensa

então hoje foi a fatídica apresentação. surpresa: antes mesmo de começar a chefe me fez altos elogios, comentou da minha velocidade, da quantidade de coisas que eu consigo “fazer ao mesmo tempo”, coisas do tipo. encheu a minha bola. então comecei a falar, e logo de cara já dei uma confessada: eu sou o Gregory House da Telerj. disse, com todas as letras, que não gosto das pessoas que atendo, e que o meu interesse ali é resolver os problemas. que o meu interesse é científico e em ver as coisas funcionando, e que pouco me interessa a felicidade de alguém que mora em Cricoricoraba e teve a vida mudada por um par trançado e agora pode ligar para a comadre que mora em Porangaba do Leste.

falei dos principais desafios lá dentro, do que quero fazer, de qual posição eu aspiro lá dentro – isso mesmo, na frente de todo mundo. falei que desprezo o modelo concurseiro de se dar bem na vida, que quero ir pra iniciativa privada tão logo ache um emprego que me pague melhor por lá, que meus parâmetros de trabalho são os da iniciativa privada. falei o que gostava e o que não gostava, ilustrei tudo com fotos da Regina Duarte, conforme mencionei por cá, e saí de lá me sentindo bem. aliás, ótimo. e ninguém me tirou isso o dia todo, e eu continuo me sentindo bem.

eu prometi a mim mesmo que provaria, para o meu tio e para mim, que não sou um cara nascido pra ficar no serviço público. comecei o ano bem. e vou terminar com ainda mais produtividade, resultados e dinheiro no bolso.