magnopyrol

esse foi um final de semana conturbado, embora eu não tenha deixado isso transparecer. na sexta-feira, depois de umas falhas de comunicação no trabalho, cheguei em casa derrubado, fragilizado, perguntando para que é que tudo isso servia. e não achei resposta fácil, então baixei a guarda. fiquei acordado até tarde, e nesse período foi f*** conviver comigo mesmo. dificílimo de me agüentar. mas as últimas imagens antes de dormir, da final feminina do Aberto da Austrália, iriam me ajudar no outro dia.

dizem que não há nada como um dia após o outro, com uma boa noite no meio. e foram dez horas de sono, até o meio-dia, que valeram bem a pena. acordei, comprei comida, almocei e fui me dedicar ao meu novo projeto. quatro horas nele, que bom. gosto de ver que às vezes tenho concentração suficiente para fazer o que quero / preciso. e à noite, convidado pra uma soirée na casa dos Chad, fui lá comer raclette e fondue, jogar conversa fora com gente bonita e lembrar para quê a vida serve. na volta, “A matter of feeling”, do Duran Duran, reiterava o que eu vinha pensando desde então.

e hoje acordei bem melhor, sabendo de novo o que fazer: emagrecer, estudar, trabalhar pelo prazer de ver as coisas andando e pelo próprio prazer de trabalhar. lembrar que, pra chegar onde eu quero, há muito trabalho e muito sacrifício pela frente, e lembrar que preciso de concentração e foco para chegar lá. e nunca me acomodar, nunca me deixar enfraquecer por mais tempo do que uma noite de sexta-feira e uma manhã de sábado. dói, eu sei. mas sem dor não há crescimento, sem abdicar de alguns prazeres não há resultados.

(basta ver uma madrinha de bateria na “Folha de São Paulo” de hoje, dizendo que não come pizza há nove anos. pelas formas da dona, valeu a pena)

*

o mais legal de tudo é que, para eu conseguir consolidar tudo isso na minha cabeça, precisei encarar 45 minutos de bicicleta ergométrica, mesmo machucado, e depois dar uma volta pelo Lago Sul, com as janelas do carro baixas, para poder inspirar o que se respira por ali. Brasília é capaz de me animar. e o Lago Sul, pelo que me representa, mais ainda. preciso passar ali de vez em quando e me lembrar que é onde quero chegar, que o bairro significa muito pra mim, que é um dos meus maiores motivos para crescer, evoluir, seguir em frente.

o outro é você, meu amor. mas se você não estiver comigo, paciência, vou em frente da mesma maneira. como tem sido até agora, e como talvez tenha que ser mesmo.

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