Kafka

a vinte páginas do final de “O afeto que se encerra”, finjo tomar susto com a ferocidade do Paulo Francis, meu ídolo, para cima do Roberto Campos, meu ídolo.

o livro foi escrito em 1980.

*

ao fechar a página 241 e tomar fôlego antes das vinte últimas, olho a contracapa do volume 2 da “Lanterna na popa”, livro de memórias do Roberto. Paulo Francis se desmancha em elogios ao livro.

não são contraditórios ao tanto de críticas sobre a política e a economia do autor, mas ainda assim surpreendem, pelo mesmo vigor, mas em tom diametralmente oposto. “Lanterna na popa” saiu em 1994 e, nalgum ponto desses catorze anos – 1985? – Paulo Francis se “converteu” ao liberalismo econômico e a tudo aquilo que ele, de certa forma, combatera. mas consta que manteve, até o fim, uma foto do Trotsky sobre um móvel da biblioteca de seu apartamento em Nova Iorque.

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