voz do deserto

um final de semana gostoso e com agitação na medida, como há muito tempo não havia: essa tal de socialidade nunca sabe se manifestar na quantidade certa.

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dezoito horas de sono, bastante o que se fazer: almoço de aniversário do Marcelo, com aquele belo vinho argentino mencionado antes, depois uma ida ao Mané Garrincha com o Anônimo para ver nosso Gama tomar de 4×3 do Paulista de Jundiaí. um time horrível, de um lugar horrível, com uma trajetória horrível no futebol: perder para o Paulista foi uma vergonha. paciência, sendo assim o Gama terá de se contentar em enfrentar, de igual para igual, o Corinthians na série B, ano que vem.

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depois, à noite, fui com a galera ver de colé a desse Beirute da 107 norte. e gostei do que vi: um boioléu menor, o atendimento melhor, os azulejos ainda brancos e uma sensação de limpeza. em se tratando de Beirute, todo brasiliense sabe que isso tudo é inimaginável. não foi perfeito, claro, mas tava maneiro. até mandaram bilhetinho pra uma dona de outra mesa em meu nome, pra me constranger – e, obviamente, o bilhetinho não deu em nada.

porque, se desse, eu tava perdido.

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depois disso, marquei com a Licota de ir até a Casa Cor Brasília 2007, que se encerrou neste domingo. a previsão original era de ir hoje à tarde, mas a Lia me mandou uma mensagem pra que a gente fosse na hora do almoço, que provavelmente teria menos gente. a mensagem me acordou (eram 11:20 da manhã) e eu bati meu recorde de me arrumar rapidinho: tomei banho, lavei os cabelos, passei gel, bloqueador solar, saquei dinheiro e cheguei no prédio do Touring em 26 minutos. e, detalhe, eu acordei.

sempre tive vontade de visitar a Casa Cor, e a desse ano tinha um agravante: o prédio do Touring é lindo e, por um lado, tem uma localização extraordinária (por outro, fica do lado da rodoviária e do Conic, duas das maiores vergonhas brasilienses). mas, por dentro, a coisa tava assim, assim: os arquitetos que montaram o circo por lá não quiseram saber de utilizar a luz dos ambientes, tudo tava fechadão, um saco. de toda forma, tinha alguns momentos bem legais, especialmente quando estávamos no ambiente “Consultório Médico” e, no meio daquele mobiliário todo, vimos uma radiografia em cima da mesa do médico que ali ficaria.

era um eletroencefalograma do próprio arquiteto que tinha projetado o ambiente. achei genial.

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pausa para um sanduíche e, depois, fui com Lelo e Felipe assistir ao “Tropa de elite”, finalmente. todo mundo sabe da minha política para o cinema nacional: se não tem Mussum nem Mazzaropi, tô fora. não quero saber de comédia romântica sobre carioca-ator-da-Glooooobo nem de filme de favela glorificando o marginal. eu não quero saber o ponto de vista do pobre: meu pai nasceu pobre, estudou e subiu na vida. pode até ser que nem todo pobre tenha condição de subir tanto, mas isso não justifica virar bandido. nunca.

mas meu deus, “Tropa de elite” é muito bom. valeu os quinze reais empatados, numa boa.

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acho que tinha alguma outra coisa para colocar aqui, mas não me lembro o quê. quando lembrar, registro.

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