lisboeta

da coluna do Cláudio Humberto, hoje:

Sucesso
No primeiro mês do vôo Brasília-Lisboa-Brasília, cinco vezes por semana, a TAP já transportou 8.800 pessoas, com taxa de ocupação de 75%.

quando a TAP anunciou a criação desse vôo, no começo do ano, muita gente achou que era apenas uma “compensação política” pelo fato de que a empresa pegou rotas bastante lucrativas, como de Lisboa para Salvador, Natal, Recife e Fortaleza. o Pipe mesmo dizia “só você vai pegar esse avião”. acho que não foi bem assim, hein? e que venham agora a Alitalia fazer uma Brasília / Roma, a Lufthansa com uma Brasília / Frankfurt, a Continental com uma Brasília / Houston… e por aí vai.

ah! sábado passado, enquanto ia para a casa do Ivan, lá pelas quatro da tarde, vi esse vôo da TAP descendo em Brasília, passando bem por cima do meu carro. foi bonito.

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nióbio

sim, meu amor, saí com o carro à noite e só voltei agora. porque eu só teria pressa de voltar pra casa se você estivesse aqui. fechei os vidros, liguei o som e coloquei aquilo que você chamaria de “seqüência de clássicos da baixa auto-estima” e cruzei a cidade atrás de lugares e números que me fizessem chegar até você. vinte e sete, vinte e um, vinte e três: qualquer coisa entre o dezenove e o trinta me faz lembrar de você. mas qualquer outro número também. e subi, desci, peguei retornos, acelerei e fiz aquilo que eu mais faço quando penso em nós dois: frear. porque você tem medo dos pardais e de toda aquela velocidade da sua rotina de paroxetina, na qual você só não toma uma multa por velocidade mínima por andar de metrô e virar passageira da própria vida. voltando ao passeio, eu poderia decorar cada quadra, cada bloco e conjunto no caminho até sua casa, mas isso não vai desobstruir as vias que me levam até você, devidamente protegidas vinte e quatro horas pela sua guarda alta, que só me deixa ver seus verdes olhos porque eles furam qualquer defesa – até mesmo a sua própria. e o frio na barriga me pega ao me aproximar: não é falta de gasolina nem são pneus descalibrados, mas o excesso de vontade de te dar uma carona. entenda uma coisa: talvez eu seja o Jaguar XK que você merece, embora não imagine nem que mereça nem que eu seja um.

malte

mais um argumento para quem acha, como eu, que os coreanos são a escória da humanidade:

Estudo diz que cereais gostam de música clássica

Cereais gostam de música clássica, alega uma equipe de cientistas sul-coreanos, após identificar dois genes do arroz que respondem de forma mais ativa ao serem submetidos aos sons de compositores como Ludwig van Beethoven. Apesar de ter provado que as plantas respondem à luz, que afetam e otimizam seu crescimento, e também ao tato, o que reforça a resistência ao vento, até agora a reação ao som era um mistério.

Segundo estudo publicado hoje na revista científica britânica New Scientist, os pesquisadores expuseram mudas de arroz ao som de 14 obras distintas de música clássica em diferentes freqüências, enquanto analisavam os níveis de atividade dos genes. Dirigido por Mi-Jeong Jeong, do Instituto Nacional de Biotecnologia Agrícola de Suwon (Coréia do Sul), a equipe descobriu que os genes rbcS e Ald eram mais ativados quando submetidas a freqüências de 125 e 250 hertz, enquanto diminuíam sua atividade a 50 hertz.

Os resultados do relatório sugerem que o som poderia ser uma alternativa à luz como gene regulador. Os pesquisadores acrescentam que a descoberta baratearia as técnicas de cultivo dos agricultores porque poderiam prescindir de produtos químicos para ativar os genes de crescimento. No entanto, o descobrimento gerou ceticismo entre alguns cientistas, como Philip Wigge, do centro John Innes. Ele qualifica as técnicas utilizadas de “antiquadas” e acredita que os exemplos analisados são “poucos”.

barômetro

em alta:

– Serge Gainsbourg
– Morphine
– coletâneas de hits
– Ryan Adams
– funk (apenas para fazer as bases do disco novo dos MCs Picaretas)
– Kraftwerk

estacionado

– Suede

em baixa:

– álbuns e coletâneas que precisam ser entendidas
– Oasis e britpop em geral
– Smashing Pumpkins (exceto o “Adore” e, mesmo assim, nos momentos certos)
– samba
– projetos paralelos do Brett Anderson
– psytrance