andando

li trezentas e quarenta e cinco páginas hoje (e outras duzentas e quarenta ontem) e terminei, em quatro dias (dois sábados e dois domingos), a biografia do dr. Pio Corrêa. com isso, cheguei à marca de quatro livros lidos em um mês, perfazendo mil, novecentas e cinqüenta e oito páginas. acho que nunca li tanto em tão pouco tempo, nem mesmo em 1998, o ano vestibulando, em que li os dez livros da lista da PUC-SP e sete dos dez da UFPR.

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uma leve pesada inveja do Alexandre e do Pedro Henrique, que foram passar o ano novo em Goiânia. tenho meu motivo, no singular, para estar lá. é um só e pode sair da cidade, mas enquanto não sai é lá que eu gostaria de estar. simples assim.

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nec spe nec metu: antevejo que 2007 será o ano mais difícil da minha vida. não ao nível de necessidades, mas de coisas novas às quais terei de me acostumar. sem problemas, minha vida tem que ser assim até o fim dos meus dias, até a batalha final, all the way. a exemplo deste 2006 que se encerra, o próximo será um excelente ano, e eu farei tudo para que seja o melhor da minha vida. então é isso, valeu, feliz ano novo pra todos nós – a gente merece.

ocean drive

acordar tarde, almoçar pouco-mas-bem, comprar revistas e ler um pouco sobre náutica, antes de malhar as pernas e correr várias vezes na esteira.

é, dá pra se ter um pouco de glamour na cidade que menos tem disposição a isso no mundo.

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devidamente malhado, as pernas duras e os músculos do abdome dizendo “hello!”, sem força nos dedos da mão esquerda, a vida sorrindo. volto devagar para casa, pensando que em cinco dias estarei bem longe daqui, mais perto de tudo o que quero. e ignorando todos os acidentes.

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à noite, a refeição do ano: gnocchi de molho vermelho com shiitake, champignons e alho não-tostado, mais um bife alto entre o mal-passado e o ponto, regados a uma farofa de pão.

comi em vários lugares legais durante o ano, desde a Forneria Fasano, no Rio, até o Porcão. e me arrisco a dizer que a slow food do restaurante da Luciana estava melhor que todos eles. disse à proprietária do lugar que sua farofa de pão deveria ser vendida na Daslu, a um preço altíssimo. eu pagaria.

é, dá pra se ter um pouco de glamour na cidade que menos tem disposição a isso no mundo. especialmente quando se sabe que estar aqui é transitório. é como quando nos machucávamos na escola e nossos pais diziam que a dor ia passar. mas que dor, exatamente?

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ela podia estar à mesa comigo. na verdade, devia. mas o futuro do pretérito não cai bem quando falo nela, penso nela, etc – nem um pouco. um brinde à sua renitência, meu amor. ela merece ser bebida até a última gota, e um dia acaba. e então eu pago a conta e lhe tomo pelo braço, não sem antes degustarmos a sobremesa.

novecentos

desculpa aí, mas eu sou insistente. esse negócio de te deixar em paz e deixar de te esbarrar fica pra próxima encarnação… porque na atual eu tenho de ir atrás do que eu quero. não entendeu? então se segura.

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cercado de barulho, calor combinando com asfalto, gente feia passeando pela rua, a mediocridade dando o ar da (des)graça na calçada. só tem um lugar nesse país onde quero estar agora: Fernando de Noronha. e não quero levar nada daqui para lá, exceto minhas sandálias verdes com hibiscos azuis. de resto, tudo diferente: bloqueador solar, roupas, chapéu da Kangol, saldo bancário… e você, claro. é, você mesma. e não adianta se trancar numa das celas do extinto presídio de Noronha, eu sei abri-las todas. agora vamos ao que interessa, mas isso não é assunto para tratarmos aqui.

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se não quero estar em Brasília agora? não, só dia três. preciso olhar ao meu redor e só ver o mar, nada de mediocridade. e imaginar que estou mais perto de Portugal do que nunca. e quem sabe lançar-me num barco rumo à Madeira, para nela aportar no verão do hemisfério norte.

the tourist

tava ali na cozinha bebendo água, e de repente escutei um barulho de carro arrancando com tudo. logo depois disso ouvi o barulho de dois tiros. engoli a água e fui até a varanda, era uma perseguição policial que acabou no começo da rua, a uns 150 metros de casa.

é, preciso voltar logo para o DF…

Ceaucescu

ei, ei, ei, eu também quero!

Centenas se candidatam para ser carrasco de Saddam

Centenas de iraquianos se ofereceram para ser o carrasco do ex-presidente Saddam Hussein, segundo informações dadas nesta quinta-feira pelo jornal britânico The Times. Saddam foi condenado à morte pela Justiça iraquiana. Sua sentença foi confirmada na terça-feira, quando se anunciou que o ex-líder iraquiano seria executado dentro de 30 dias.

Segundo fontes do governo citadas pelo jornal, vários pedidos, vindos de várias partes do mundo, de pessoas se oferecendo para executar Saddam foram enviados por email ao gabinete do primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki. O Times diz que Maliki também foi procurado por oficiais do governo “que gostariam de colocar a corda no pescoço de Saddam”.

Forca

Saddam vai ser enforcado. O local e a hora da execução só serão revelados depois que ela tiver ocorrido. O repórter do Times em Fallujah, Ned Parker, diz que vários funcionários do ministério da Justiça estão com medo de serem envolvidos na execução por temer represálias. Os voluntários para a execução seriam pessoas que tiveram parentes mortos pelo regime de Saddam.

Saddam Hussein foi condenado pela morte de 148 xiitas na cidade de Dujail depois de uma tentativa de assassinato contra o presidente iraquiano. Em uma carta escrita pouco depois de ter sua sentença de morte anunciada por um tribunal iraquiano, em novembro, Saddam disse que pretende se apresentar à execução como um “verdadeiro mártir”. “Sacrifico-me. Se Deus assim desejar, Ele me colocará entre os homens verdadeiros e mártires”.

mais Bond

revi ontem “Casino Royale”, para fazer o que mais gosto num filme do James Bond: prestar atenção nos detalhes. vi a participação da Alessandra Ambrósio (ela é uma tenista que olha pro James com um olhar lascivo assim que ele sai do Mondeo e chega no hotel), o acabamento do Aston Martin DBS (que não é meu carro dos sonhos), as roupas. revi as cenas da Eva Green sem maquiagem e até pedi para o Pedro e o Ricardo, que estavam comigo na sessão, criarem a comunidade “Eva Green sem maquiagem” no orkut. ela merece.