reciclando o passado

essa entrada abaixo foi escrita para meu blógue secreto, que durou de junho a agosto. se alguém quiser ler o conteúdo, mande-me uma mensagem com uma boa razão para querer lê-los. se eu gostar da mensagem, mando os textos.

*

sete e quinze e o céu já está azul, como a muitos quilômetros daqui existe um mar da mesma cor e lá no radio-que-o-parta do horizonte os dois se confluem, beijando-se e dando as costas para o sol. daqui a poucos minutos eu acordo, excitado e com vontade de jogar um par de meias em alguém, enquanto resmungo a caminho do meu primeiro copo d’água do dia. fosse você um oceano, eu mergulharia em você e fundaria uma Atlântida qualquer no coração; fosse um rio, eu desviaria seu curso para me abraçar e deixar o meu jardim mais verde; fosse uma piscina, eu te trataria com carinho e cloro, flutuando na esperança de que um dia tivéssemos crianças para nadar.

mas você é um copo d’água, então tudo o que posso fazer é me manter hidratado e me encher de você, pouco a pouco, até que o seu sorriso abra as comportas e inunde o mundo onde vivo. esse mesmo que, apesar da escassez de recursos, ainda tem um solo bem fértil.

*

engraçado é que eu não sinto tanta vergonha do que escrevi nele, como sinto com todas as outras coisas que já transformei em palavras. tirando, é claro, por aquele “acidente” do cursinho e o que foi escrito sobre ele na época…

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