a burning forest of love
ando numa fase de muito Twilight Singers. e lembrei das belas fotos que ilustram o encarte do “Black love”, disco do Afghan Whigs – só fotos p&b de lugares na Itália. não tive como não colocar, ainda que um pouco fora do estilo das do encarte, uma outra aqui, do palácio velho de Florença:

algo me diz que uma parte da minha vida vai se passar no norte e centro da Itália. mas não sei. o Greg Dulli tem uma obsessão por coisas italianas, acho que tenho disso também. e esse poste é dedicado a todas as meninas de quadris largos que lêem este blógue.

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faq life in slow motion
80. você não tem medo de parecer nazista glorificando a Suécia desse jeito?
nenhum. no Brasil rola aquela cultura tacanha de que “deus é brasileiro” e que bom mesmo é quem é daqui. do tipo “eles podem ter um IDH de 0,9 e uma indústria aeroespacial de fazer inveja aos EUA, mas só nós somos pentacampeões do mundo, e rumo ao hexa”. aí o brasileiro médio, ufanista que só, vai lembrar da final de 1958, da rainha do país falar português, dos alces… enfim, dos clichês suecos.

81. então por quê não torcer para a Suécia na Copa?
eu estou torcendo para a Suécia na Copa. só que estou torcendo para Portugal também.

82. e numa final entre os dois países?
meu deus, já imaginou que emoção? numa final dessas, improvável de se acontecer, eu torceria por Portugal, porque é o país mais cool da Europa. mas não ficaria triste se os suecos ganhassem; ao contrário, sairia pra tomar uns vinte copos, em homenagem à Nina Persson das antigas, que bebia um litro de vodca por dia.

83. este blógue hoje é só sobre a Suécia?
não, daqui a pouco voltamos com a nossa programação normal.

Gotemburgo
eu vou viver na Suécia
por favor, não me pergunte o porquê
pois se tivesse de dar um motivo
ele seria uma mentira
alto e forte e loiro de olhos azuis
puro e saudável, e muito rico
minhas asas crescerão e voarei para a Suécia
quando minha hora chegar
ao menos meus olhos os verão
heróis, todos eles
Ingmar Bergman
Henrik Ibsen
Karin Larrson
Nina Persson

(Divine Comedy, “Sweden”, 1998)

homem do ano
cara, tinha que ser sueco. tinha. a Suécia é genial, então seus habitantes também são geniais.

Magnata compra área para preservar Amazônia
por Gustavo Simon

Johan Eliasch, um milionário sueco de 43 anos, presidente de uma empresa de materiais esportivos, comprou uma área superior à cidade de Londres na Amazônia, com o objetivo de prevenir o desmatamento. A informação é da BBC Brasil.

Ao todo, o novo “sítio” de Eliasch abrange 1.618 km², ao norte do Rio Madeira. O jornal The Sunday Times, primeiro veículo a divulgar a informação, estima que a região valha cerca de US$ 8 milhões – algo em torno de R$ 17,2 milhões.

O sueco contou o que pretende fazer com a área que comprou: absolutamente nada. A razão? “É um pedaço de terra com muitas árvores. Como eu gosto de árvores, fiz parar todo o desmatamento”, disse em entrevista ao Times.

Ele garantiu ainda que não está fazendo o chamado “colonialismo ambiental”, nome dado ao processo em que países ricos compram áreas verdes de países pobres ou em desenvolvimento para preservá-las.

Eliasch rebateu as críticas, afirmando que sua compra não se trata de colonialismo justamente por preservar a região. O empresário quer que outras empresas sigam seu exemplo, especialmente as grandes seguradoras.

Segundo ele, estes empreendimentos perdem bilhões de dólares por ano para ressarcir seus contratados por conta de desastres ambientais, que teriam ligação direta com o desematamento na Amazônia.

outros exemplos de suecos brilhantes:

1. o fundador da Ikea, cujo nome me foge;
2. Joakim Berg, do Kent, o rei do refrão;
3. qualquer designer da Volvo;
4. Max Martin, o primeiro produtor dos Backstreet Boys e que também tem “Baby one more time” no currículo;
5. a galera que faz o Ohhh… my head… página referência na avaliação de cervejas;
6. o cara que inventou o pão sueco, seja quem ele for.

assim, não resta dúvida sobre o fato de que a Suécia é um país superior e seus habitantes também. portanto, ao ver um sueco médio na rua ou reconhecer um dos símbolos nacionais do país, faça o que se espera de qualquer bodinho civilizado: curve-se.

teoria de mesa de bar
a masturbação está atravancando o desenvolvimento nacional. ao menos nos reality shows.

explico: ontem, como é de notório conhecimento público, a desremediada Mara venceu a sexta edição do Big Brother Brasil e, o que é alarmante, tornou-se a quinta pobre a vencer o programa – um aproveitamento nada desprezível de 83,3% (lembrando que o único não-pobre a triunfar foi o janota Dhomini, da terceira edição). para mim, o fiel da balança na decisão foi o público heterossexual masculino, que ficou com medo de que a outra favorita, a supergostosa Mariana, levasse a bolada de R$ 1 milhão e não mostrasse suas intimidades na Playboy.

não se trata de um fenômeno isolado: no BBB2, a loirona Manuela chegou até as finais, sendo batida pelo matuto Rodrigo e ficando com o vice. no BBB5 foi a vez da fenomenal Grazielli ser batida pelo viado Jean, que beneficiou-se de um fortíssimo lobby sodomita e sagrou-se prego-mor do Brasil.

desta maneira, suspeito que os portadores do cromossomo XY no país estejam secretamente associados para manter uma gostosa na casa até as finais, de forma a prolongar o deleite em frente à tela da tevê e, na hora do final move, passam-lhe a rasteira e montam acampamento nas bancas e nas páginas de putaria na web. por sinal, a Roberta, outra loira desta sexta edição, é a capa da Playboy do mês que vem.