o mesmo banco, a mesma praça
bem, eu não sei o que dizer, para início de conversa. todos que disserem que o trabalho têm atrapalhado o blógue estão certos, todos que reclamarem que eu falo demais do trabalho estão certos.

hoje é o último dia do ano e eu não me recordo de ter sido tão negligente com isso aqui desde que comecei. isso não é bom. nem um pouco. ainda mais para quem, um dia, sonha em ter um romance publicado (meu caso).

ando lendo notícias atrasadas, fico sabendo de coisas pelos outros, troco umas noites de sono por algumas outras coisas… não tem sido muito legal. bem, as adaptações (consertos?) se fazem necessárias, ficar desse jeito não dá. engraçado é que tudo isso que agora escrevo parece a coisa mais desconexa do mundo e tem saído à força, quase que palavra por palavra.

*

é, cansei.

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trovoadas
do blógue do NoMínimo, hoje:

A nova lei de direitos sobre propriedade intelectual da França recebeu uma emenda na Câmara:

Os detentores de direitos não podem impedir a cópia de obras em serviços de comunicação online destinados a uso privado.

O governo queria ilegalizar o compartilhamento de arquivos e instituir uma multa alta. A Câmara não só derrubou como emendou legalizando. Ainda tem que passar pelo Senado.

ah, o primeiro mundo…

íons
“faltava, à altura, um certo discernimento dentro de mim. havia acabado de acordar, as idéias estavam dispersas. com um telefone nas mãos, as roupas erradas e a cabeça sabe-se lá onde, eu não falei o que devia. foi uma bela oportunidade perdida. mas não foi só isso.”

“comfort me”
“vim pensando em muitas coisas no ônibus. na saudade de alguns amigos, nas coisas que fiz durante o ano, na última conversa de bêbado que tive, em como um emprego ruim numa boa cidade é melhor que um bom emprego numa cidade ruim, em coisas singelas do tipo ‘prazer ao dirigir’ ou na perda da proteção dos meus pais. agora eu tenho vinte e quatro anos e eles pouco podem fazer para me proteger de certas coisas. pensei também em ‘Bad cover version’, do Pulp, e em alguém que caiu no erro de fazer isso – mas não é, nem de longe, problema meu. na estrada e naqueles que a ganham para esquecer alguém, ou esquecer todo mundo, também. na malta e nos que se sentem sozinhos no meio dela. e em rotas de avião: teria o meu passado por sobre ela? eu devia ter pulado de pára-quedas…”

segunda divisão
“não me lembro de sentir saudades de brigas por volume entre meu vizinho e eu. ele, ao contrário, parece se lembrar de cada uma delas, tanto que acaba de me chamar para a porrada, ao som do ‘Dragostea din tei’. estou certo de que a culpa disso é desta cidade.”