uma noite
duas questões que merecem reflexão hoje são:

1. como foi que o meu cabelo chegou ao ponto em que está agora?
2. será que devo baixar a versão remixada do disco do Bloc Party? não ouvi a versão normal e nem tenho vontade, só essa retrabalhada mesmo.

hoje
Belle Chase Hotel & Quinteto de Coimbra – “Verdes anos”

hoje é dia de colocar a casa no lugar
de imaginar que a cabeça já está posta
as roupas na lavanderia
os pratos, limpos, no escorredor
os livros nas prateleiras a serem compradas
o contrato, encaminhado
o livro, sendo escrito
as mensagens respondidas
a barba retirada a golpes de lâmina
as contas todas pagas

às vezes, pra sentir vontade de subir, pode-se ter que experimentar do andar de baixo.

Benaulim
não tenho nada não. e é justamente por isso que não me sinto bem.

(…)

sabe quando você se enche de vazio e depois fica de saco cheio porque não dá em nada? é mais ou menos isso…

(…)

dou voltas pelo apartamento. não vi uma alma viva que não fosse por uns poucos movimentos nas janelas do prédio à frente. e assim o tempo passou, sem que tivesse tomado alguma atitude a respeito.

(…)

quero férias. decidi que quero férias.

aqui. peguei a foto daqui, mas queria imaginar que isso fica numa praia em Goa, ir pra lá e relaxar, e usar o bloqueador solar FPS 60 em spray que comprarei pela internet. ou me deixar tostar, tanto faz: mas não ouso ligar a tevê.

duelo de titãs
já que os americanos vivem dizendo que tudo “é a melhor coisa desde o pão fatiado”, quando o iPod saiu, alguém decidiu que era hora de fazer um comparativo entre o gadget da Apple e o tradicional farináceo pronto para servir, bem aqui. o resultado é hilário, claro…

(esse poste é dedicado ao mestre João Paulo Práxis, feliz proprietário dum iPod mini)

ah, a globalização…
entrar nas diversas páginas locais do McDonald’s pelo mundo tem sua graça. já descobri que, no Japão, o Big Mac é inexplicavelmente o número 6, sem razão aparente. que no McDonald’s da Índia, todos os sanduíches que levam frango ou peixe também têm uma versão vegetariana (e nada de bois, como era de se esperar). na França, existe um resquício da guerra dos cem anos, contra os ingleses: alegando adotar o sistema métrico, e não o inglês, a França se recusa a chamar o lanche que conhecemos por Quarterão com esse nome.

explico: o nome Quarterão vem de quarterpound, a quarta parte de uma libra – que é o que pesa o hambúrguer do sanduíche (113 gramas). assim, na França o sanduíche leva o nome de McRoyal. os portugueses decidiram seguir os franceses, e assim o Pedro chega num dos restaurantes da rede no Porto e pede um McRoyal. que lá pode vir em duas versões: a que encontramos no Brasil e uma outra, turbinada com maionese e tomate. ainda sobre o McDonalds de Portugal, eles têm dois sanduíches que levam carne de porco: um leva dois hambúrgueres suínos e o nome de McPork. o outro leva fatias de bacon e um molho que parece ser feito de bacon também (uh). a este, dá-se o nome de Crispy McBacon.

mas o campeão ainda é o McDonalds daqui, e tudo por causa dessa pequena maravilha chamada Cheddar McMelt. como nem sempre tenho ganas de descer até o setor comercial do Sudoeste e comer um, comprei pão preto, requeijão de cheddar e hambúrgueres, pra fazer uma versão caseira no George Foreman Grill. e não é que ficou deveras bom?

p.s.: Pedro manda dizer que sempre pede o Crispy McBacon. será por influência de “We are the pigs”?

o começo do livro
A melhor banda dessa década lançou em seu segundo álbum, de 1992, uma música que dizia: “tenho dezoito anos, preciso dos meus heróis”. Sábia constatação.

essa é dos early years do Jardel, que alguns preferem identificar por “fase goiana”. os textos podem ser lidos aqui.

p.s.: sim, ele já sabe que o disco é de 1994.