engajamento
aderindo ao mote do ilustríssimo deputado Jair Bolsonaro:

a propósito disso, vale a pena ler o discurso de Jair Bolsonaro no plenário da Câmara no último dia 9 de dezembro.

(esse poste é dedicado a Jorge Malcher)

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Brasil e França
não assisto a novela “América”, já que, tendo uma irmã ativista dos direitos dos animais, simpatizei com os argumentos dela e boicotei. sei que não assistiria de jeito nenhum, já que agüentar Murilo Benício e Deborah Secco é sofrimento semelhante ao sofrido pelos animais em rodeios.

mas alguém poderia por obséquio solicitar à Mariana Ximenes para que seja um pouco menos linda, por favor?

trilhas sonoras
sim, sim, guitarras e palavras. é só o que tenho, e às vezes nem isso.

Teenage Fanclub, “Mellow doubt” – eu sabia que, depois de “mordido”, o veneno faria efeito em pouco tempo. coisas do amor. eu me lembro de ti, os traços do teu rosto, dividindo um momento num lugar perfeito. fundo nos teus olhos, dentro da tua cabeça, e eu tento alcançá-la quando estou em minha cama. assobiando, que é pra fingir que nada aconteceu e que não, você não existe, é apenas uma invenção minha, como todo o resto do mundo. não há escolha pro que eu preciso fazer, nada é melhor do que estar com você.

Garbage, “Why do you love me?” – acordei com essa pergunta na cabeça, e nenhuma resposta em ponto algum dentro de mim. não precisaria da resposta se tudo já estivesse certo entre a gente, mas as coisas ainda não estão totalmente resolvidas. e você ainda tem o rosto mais bonito, e isso me deixa triste a maior parte do tempo. mas um dia eu te vejo de novo, e o rosto mais bonito do mundo vai ter as melhores conseqüências do mundo.

Raveonettes, “Uncertain times” – de uma semana pra cá, o mundo pode desabar sobre mim que eu não tô nem aí. culpa sua. agora pode aparecer a maior tempestade, que o máximo que faço é escolher a roupa que vou usar quando o sol sair e comer biscoitos de damasco com café. e se a bomba atômica fosse acabar com nós dois, eu ficarei feliz em ir às estrelas com você. ou até mais longe, meu amor. você é quem manda, como sempre.

Air, “Venus” – Vênus, por exemplo. não é tão longe quanto uma estrela, mas seria um ótimo lugar para visitar, no caminho até elas. feche os olhos e coloque os fones de ouvido. consegue ver? são seis e meia da tarde e estamos numa BMW preta, no meio do trânsito em Paris. é hora do rush e ninguém consegue se movimentar. como eu estou com você, nem quero… vou desligar o motor, abrir o teto solar e procurar Vênus. os faróis na contramão que voltem pra casa, pois.

homeopatia
minha mãe conheceu uma médica heterodoxa uns tempos atrás, marcou uma consulta e saiu de lá fissurada. toda e qualquer palavra que ela ouve no consultório, repete aqui, para ver se talvez eu siga e viva mais. não reclamo disso. dia desses ela apareceu aqui com um tubo de incensos indianos (esse é “made in India” meeesmo, nem eu cri quando vi) e cujo cheiro eu não saquei até agora.

sabendo das minhas indisposições onírico-gástricas pela ansiedade da mudança iminente, ela falou com a doutora, que, mesmo sem nunca ter-me visto na vida, receitou dois remédios. um deles se chama Azianon, e o nome me conquistou: “azia, non”. fora que é ótimo pra rimar com “Trianon”, aquele parque ali na avenida Paulista… não precisamos mais da palavra “maçon” para isso. e o outro remédio, pelo que sei, deve ser deitado embaixo da língua durante um minuto, antes de engolido.

tenho medo de ter um ataque epilético com esse, já que minha coordenação motora é limitadíssimo e dificilmente algo dura um minuto na minha boca – o único caso conhecido é a língua da mulher amada, mas deixa pra lá. amanhã a remedieira chega e eu arrumo um jeito de equilibrar o comprimido embaixo da minha língua, embora isso me pareça, pelo menos à primeira vista, coisa para um acrobata. e eu, quando muito, sou a esposa de um.

comoção
meu deus, como tem gente hipócrita no mundo…

Receita faz apelo pela aprovação da MP 232
por Patricia Zimmermann, da Folha Online, em Brasília

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, fez hoje o último apelo técnico para tentar convencer os deputados de que a medida provisória 232 não aumenta a carga tributária.

Em reunião na Comissão de Finanças e Tributação, Rachid disse aos deputados que a MP, no seu conjunto, reduz a carga tributária e coíbe a evasão de impostos. Segundo o secretário, o aumento da tributação ocorrerá apenas para os indivíduos que não seus impostos devidamente.

“Não faz sentido haver brechas na legislação onde uns pagam mais que os outros”, disse.

Apesar da tentativa do secretário, o presidente da comissão, deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), disse que não há mais tempo para o convencimento. “Ele [Rachid] teve sensibilidade suficiente para saber que não há mais tempo para apelo”, afirmou o deputado.

Segundo o secretário, se confirmada a rejeição da MP 232, o governo irá estudar o mecanismo mais adequado para corrigir a tabela do IR e coibir a evasão tributária. A promessa do governo é a de que um projeto sobre o assunto seja apresentado em 15 dias.

O presidente da comissão avisou, no entanto, que uma cópia da MP-232 em forma de projeto de lei também não será bem aceita pelo Congresso. “Espero que a Receita seja mais criativa que simplesmente copiar a medida provisória”, disse.

Rachid esteve na Câmara para uma reunião mensal de rotina para falar sobre a arrecadação federal, mas admitiu que “teve a oportunidade de apresentar os aspectos técnicos da MP”, mesmo reconhecendo que o debate agora está na esfera política.