hard time killing floor
alguém aí tem notícias do Alê? o cara sumiu. literalmente. não dá notícias, não aparece no MSN, não está na Santa Rita… Alê, meu querido, aparece! ‘bora ouvir um Led, maluco!

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não, de novo não
são quatro da manhã e não consigo dormir. insônia pesada. rolo na cama, abraço meu travesseiro, bebo água… e nada. não acredito que esteja assim. muito menos pelo motivo pelo qual acho que estou assim. ah, não…

duirt me leat go raibh me breoite
perdi todos os leilões em que concorria no eBay, a saber: “Places”, do Brad Mehldau; “Yoshimi battles the pink robots”, dos Flaming Lips; “We are Scissor Sisters… and so are you!”, das Scissor Sisters (esse último, um DVD).

mas quem precisa de boa música quando se tem Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda e Celso Furtado?

(eeeeeeeeeeeeuuuuuu!!!!)

sobre refúgios e versos
eu não tinha o que fazer, apenas palavras por escrever. tranquei-me no quarto e fiz dois poemas pra ela. um, na verdade, foi apenas terminado: demorei trinta e sete dias para fazê-lo. pode parecer muito, mas se eu a vir por cinco segundos, passo minha eternidade fazendo outro. esse até leva o nome dela.

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o sargento Teberga acaba de dizer a frase da semana: “amar é paia”. para, logo em seguida, acrescentar que somos todos paia. sem dúvida. um abraço a ele.

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versos escritos, cabe agora a indagação: mostro os poemas a ela? por melhores que possam ter ficado, a sensação, como diz o Elton John em “Your song”, é a de que as palavras nunca vão alcançar os sentimentos que as inspiraram. provavelmente não mesmo, o que também é paia. ah, o amor…

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por isso e por outras coisas, pode ser arriscado encontrar refúgio nas palavras. mas “Refugees”, primeiro compacto dos Tears (sai dia dezoito de abril), é um sopro de vida. depois de ouvir um fragmento na página, consegui achar quem tivesse a música inteira, gravada diretamente da Radio 2 da BBC, que a estreou durante a semana. ela tem um clima de “So young”, apesar da guitarra remeter levemente a “He’s gone”. é sobre refugiados, imigrantes, gente que não está em casa por algum motivo, como disse o Brett (mais detalhes aqui, mais tarde). a melodia remete a pessoas dançando no ar. uma valsa pós-moderna? um delírio espacial? olha, eu recomendo fortemente que oiçam o tema. é paixão como se vê muito pouco por aí.

e o disco, “Here Come The Tears”, sai dia dois de maio na Inglaterra, pela Independiente. no Brasil, deve sair no final de junho, ou começo de julho. é claro que não vou esperar…

serotonina
bom, num ato de extrema loucura, comprei três dos seis livros que compõem a bibliografia básica para o concurso do Instituto Rio Branco. agora é ler esses três e procurar os outros três – mais caros, diga-se – lê-los e tentar tudo na prova. passar de primeira é algo quase impossível, mas vou tentar até conseguir – ou então, até conseguir um emprego que pague mais do que os 4,6 mil iniciais do IRBr.

é uma pena que a bibliografia seja composta de gente esquerdista, retrógrada e cricri como Darcy Ribeiro e Celso Furtado. depois ainda perguntam porquê o Brasil não vai pra frente…

(p.s.: se não der certo, nem tudo está perdido. comprei um Alain de Botton em inglês no meio, haha)

inovação
a partir de agora, vou avaliar os filmes que assisti, à moda do Fábio Spalding. para tanto, usarei a mesma escala dele, mas um pouco mais evoluída graficamente. as cotações são como a seguir:

4 Spaldings: excelente. um primor de película.
3 Spaldings: belo. entretenimento dos bons.
2 Spaldings: regular. dá um caldo, mas nada memorável.
1 Spalding: ruim. deveria ter 50% de desconto na locadora. ou 80%.
1 Matiello: péssimo. vide “Eu ainda sei o que vocês fizeram no verão passado”.

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estreando a classificação:

“Albergue espanhol” (L’Auberge Spagnole)
França / Espanha, 2003
direção: Cédric Klapisch