gravata

aí eu abro o orkut e tá escrito isso no “today’s fortune”:

Everything will now come your way.

pra duemillacinque, espero que seja verdade. e “my way”, no meu caso, significa Brasília. e umas coisas/pessoas relativas à cidade.

in five easy pieces

agora que os fogos estão acabando, posso respirar aliviado. desde mais ou menos o dia 10 de dezembro, esperava que esse momento chegasse.

eu não comemoro Natal, réveillon nem nada. quer dizer, como sou ateu e pragmático a maior parte do tempo, não considero válidos os motivos que levam todo mundo a comemorar. mas também não azedo a festa de ninguém, claro. só comemoro dois tipos de datas: o dia dos namorados, na data do hemisfério norte (14 de fevereiro) e os aniversários dos meus amigos – porque eles gostam. de resto, tanto faz se é Natal, Corpus Christi, carnaval, meu aniversário, independência do Brasil ou um dia “comum” – pra mim é tudo a mesma coisa.

assim, quando tudo isso passa, pra mim é como se fosse um alívio. porque agora é só driblar o calor e esperar o Brasil começar, daqui a um mês e meio, mais ou menos. feliz 2005 para todos nós… e que a gente consiga extorquir tudo o que queremos deste ano.

lembrei

dia desses eu estava voltando de uma boate lotada, com o Marcão e o Alê, quando me deu o estalo: Franz Ferdinand é o Oingo Boingo da década de 00. falam de influências da Gang of Four, do Pulp, dos Talking Heads… mas pra mim, tem algo do Danny Elfman no Alex Kapranos – e isso se estende à banda toda.

arrebenta

faz quase quarenta e oito horas que não coloco uma gota de álcool sequer na minha boca. mesmo assim, parece que acordei doidão. será por ter ouvido Papa Makyle & os Remetentes, a nova sensação da música brasiliense?

dicionário de candangolês

verbete do dia: “orrorizado”. diz-se de quem votou contra o Geraldo Magela no segundo turno da eleição de 2002. também pode ser encontrado como “horrorizado”.

Maldivas

eu estava à beira-mar, sentado, meditando, quando vi as tsunamis surgindo velozmente no oceano. baixei os olhos e, incrivelmente, elas passaram por mim e seguiram rumo ao leste da África. vendo a destruição ao meu redor, comecei a chorar pelos estragos: num instante, minhas lágrimas tinham inundado tudo em volta, e era hora de fazer alguma coisa.

*

às vezes se está com as pessoas certas nos lugares errados. às vezes, com as pessoas erradas nos lugares certos. às vezes se está sozinho, às vezes tudo o que quero é que a multidão à minha frente suma, nem que seja por meio de uma tsunami. sim, eu tenho medo de terramotos e ondas sísmicas, mas tenho mais medo das pessoas e do que elas dizem.

*

não tenho nada a dizer: este ano, prometi que passaria mais tempo calado – e consegui. aprendi a ficar quieto, a parar de falar palavrões (reduzi os meus em uns 80 por cento), a ouvir mais. agora preciso aprender a ouvir melhor e a não gaguejar. sem medo, pausando, medindo as palavras e intercalando meus rápidos discursos com copos de água. olhando nos olhos. tsunamis não têm o olhar baixo.

*

é como meu mestre falou: esperança depois da tempestade, mas com outras nuvens mais escuras ainda se formando no horizonte. tenho vinte e três anos e aparentemente estou no comando da minha vida… resta manobrá-la de forma a evitar essas nuvens ainda mais escuras, levando o barco a um porto seguro, livre de mágoas, impostos e tsunamis.

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a fragilidade não vai durar pra sempre. aliás, logo ela se vai. eu sei disso.