e eu?

ah, hoje eu tô sem inspiração.

exportando problemas

da coluna do Ancelmo Gois de hoje:

Namorar pelado

Esta música “Namorar pelado”, do funkeiro carioca MC Pelé, cantado em São Tomé na recepção a Lula, não é sucesso só na África. Já liderou as paradas nas rádios de Colômbia, Paraguai, México e outros países de língua hispânica com uma versão em espanhol que diz assim: “Beso en la boca es cosa del pasado, la moda ahora es enamorar pelado!”

ai, deus, que vergonha de ser brasileiro…

cantinho indie

o Jonas voltou a Florianópolis e prometeu que escreveria uma resenha gastronômica de sua viagem a Gramado, onde esteve até a semana passada. ele cumpriu a promessa mas, infelizmente, ela não será publicada no Yer Blues, blógue dele. é uma pena, já que gastronomia me interessa mais do que indie rock. contudo, é uma grande honra publicar um texto do rapaz por aqui…

“Bem, eu fiquei hospedado em Nova Petrópolis, uma cidadezinha muito charmosa, vizinha de Gramado. Lá tem um restaurante chamado Colina Verde, que ostenta uma coleção de prêmios do Guia 4 Rodas. Claro que eles entendem isso como uma forma de jogar o preço lá em cima. Filhos da puta. O esquema era que eles traziam os pratos todos na mesa. Sente os nomes: molho de moela, frango com maçã assada, bolinho de linguiça e bacon, almôndega com catchup, sopa de capelleti (prato tradicional no RS), um macarrão com cara de miojo, bomba nuclear (chucrute e ovo de codorna), entre outros. O molho de moela foi a surpresa, bom pra cacete.

O lugar em que mais comi se chama Park Haus, e, graças a Deus, ficava na esquina do hotel. Nunca vi melhor custo benefício. Por módicos seis reais,você comia um x-filé enorme e um copão (copão MESMO) de suco de uva. Ou, se a fome fosse ainda maior, tinha um bauru que vinha sem pão, que custava R$7,50. Mas eram dois BIFÕES no prato, com queijo e presunto suculentos por cima.

Claro que eu também experimentei o churrasco de que eles tanto se gabam. Achei normal, similar à qualquer churrascaria daqui de Florianópolis. O diferencial mesmo foi a picanha, a melhor que já comi. Macia. Sangrando. Ferpeita. Os garçons são meio folgadinhos e o dono do restaurante é colorado. Entre os doces, o destaque é o apfelstrudel. Tá, nem sei se é assim que se escreve, mas enfim. É um doce de maçã delicioso. O ruim foi não ter comido fondue. Havia dezenas de casas de fondue em Gramado, mas porra, trinta pila por pessoa não dá. E comi em um café colonial bacana.

O café da manhã dohotel também era bacana, com vários frios (tinha uns 3928 tipos de salame -a maioria não tive coragem de experimentar), uns waffles viciantes e uma porrada de geléias. Ah, e uma ricota que parecia nata (a mulher do hotel ficou puta quando ouviu chamarem de nata: ‘Isto não é nata! É rrrrricota(com r à Galvão Bueno)!’. E chocolate. Muito chocolate.

Há muitas lojas suculentíssimas, principalmente em Gramado, com uma variedade infinita de sabores: chocolate de morango, de laranja, de menta, de kiwi (!), trufa ao whisky, ao licor de amarula, com leite condensado… O ruim era o preço. Uma caixinha com três (3!) custava R$11 pilas. Melhor comprar barrinhas de um real. Visitei uma mini-fábrica, que tinha uma cascata de chocolate. Aonde o povo trabalhava tinha um torneira esparramando chocolate ininterruptamente. E, acredite,todo mundo era magro pra burro. Devem estar enjoados até do cheiro de chocolate… E acho que é isso. Agora é perder o peso que eu ganhei lá…”

back for good

como dissera ontem, eu voltei hoje. saudades. algumas. deste blógue, de pessoas que não conheço – e que quero muito conhecer, of course I want to. ando emocionalmente confuso, como nunca estive na minha vida. é como se, para conseguir certas coisas, eu tivesse de abrir mão do meu emocional, das minhas certezas, e rever alguns dos meus valores. parece impossível, vai ver que é “só” difícil. quem sabe. 

uma coisa que eu detesto em todo e qualquer blógue, além de espaço para comentários, é quando colocam letras de música. para isso, vou ao Google ou a qualquer banco de dados sobre o assunto. mas, na a(c)tual situação em que me encontro, talvez seja interessante colocar uns trechos da letra de “Maurício”, da Legião Urbana:

já não sei dizer se ainda sei sentir –

o meu coração já não me pertence

já não quer mais me obedecer

parece agora estar tão cansado quanto eu

é exa(c)tamente isto: eu ando frio. claro que é estranho dizer isso “na lata”, mas tenho esta sensação a todo momento. falta-me um muito de emoção, algo / alguém com quem me importar, falta sentimento… ou seja, falta tudo. e sim, eu ando cansado. como eu disse um dia desses, são cinco coisas grandes tomando meu cérebro, meu tempo e minha libido (não apenas a sexual, ok?). e o tempo que deveria ser pra mim mesmo simplesmente não é.

me sinto tão só

e dizem que a solidão até que me cai bem

perdoem o fato do Renato Russo começar este período com pronome oblíquo: o fa(c)to é que simplesmente não funcionaria dizer “sinto-me tão só”. mas, sem rodeios: só uma vez, no longínquo ano de 1999, eu me senti tão sozinho quanto agora. e as circunstâncias eram outras, muito outras. sobre me dizerem que a solidão cai-me bem, não houve ninguém que se pronunciasse sobre isso da boca para fora – mas eu já senti, mais de uma vez, pessoas próximas dizendo isso de forma velada. será que a solidão realmente me cai bem? alguém me responda esta pergunta, s’il vous plait. preciso saber.

às vezes faço planos

às vezes quero ir 

pr’algum país distante e

voltar a ser feliz

hoje eu me senti feliz. a sério. mesmo com todas as pressões sobre minha cabeça, mesmo com a bagunça que meu coração virou, mesmo com o takeover que às vezes sinto iminente. mas é uma felicidade insustentável a médio prazo, eu sei. e não é pessimismo não: apenas sei dos meus limites e que, se a pressão continuar, eu derreto e esfarelo. e quando o Renato diz sobre ir pr’algum país distante, é impossível não pensar em Brasília. onde mais eu voltaria a ser feliz?

pula fogueira iaiá

o Jorge Malcher anda sumido. evadiu-se do mapa sem dar satisfação a ninguém, de forma que até o espírito do Marc Bolan, que ele ocasionalmente incorpora, está desamparado, vagando pelo Ceubinho em noite de lua cheia. e olha que o Jorge tá sumido há um bom tempo – bem antes de, por exemplo, aquela festa na 13 do Lago Norte, anteontem, que dizem que fechou a tal “República da Cíntia”.

você, leitor(a) deste blógue, viu o digníssimo Jorge Malcher por aí? quaisquer boatos, pistas ou confirmações do paradeiro do cara são bem-vindas para este mail. quem me fornecer uma informação corre(c)ta ganha uma cópia do último compacto do Sestine. isto é, se a gente conseguir achar uma…