lúpulo

o disco novo do Thrills, que sai dia 14 de setembro no primeiro mundo, chamar-se-á “Let’s bottle bohemia”. o que o grupo irlandês não sabe é que no Brasil isso já é feito desde 1853, na cidade de Petrópolis, onde envasam a cerveja Bohemia.

de toda forma, discos que contém a palavra “Bohemia” no título já me trazem boas vibrações. ou alguém deixou a cerveja esquentar enquanto ouvia o terceiro do Dandy Warhols?

o curioso é que, pouco antes de dar de cara com essa (ótima) notícia, eu havia acabado de colocar uma garrafa de cerveja Sol na geladeira, para bebê-la hoje à noite. espero que ninguém a pegue antes disso, ou terei de ouvir “Don’t steal our sun”, do primeiro do Thrills…

emplastro Sabiá

ontem à noite, fui ao supermercado com minha mãe. entre o trivial e o nem tanto, consegui umas coisas legais:

– uma latinha de batata Pringles sabor páprica, deliciosa – pena que eu, por motivo de dieta, só possa comer cinco (dez gramas, ou meia porção – 50 calorias) por dia.

– uma sopa japonesa de trinta calorias, feita a base de algas e extrato de peixe. muito boa também, só não sei se o preço (R$ 1,45) é o que se pode chamar de preço do rrrróque.

– um cereal feminino, chamado Nesfit. na hora, nem me liguei que era voltado para o público feminino, só fui ver isso lendo a contracapa, hoje, antes de tomá-lo. o Nesfit não tem gosto de nada, o que suscita uma boa e uma má notícia: a má é que, por ser algo feminino, podia ter gosto de mulher. a boa é que, pelo mesmo motivo… podia ter gosto de macho. pelo menos me salvei disso… mas… como seria um cereal para os homens? teria gosto de mulher ou levaria carne no meio?

– rosbife. pra fazer o bauru original do Ponto Chic, com pepino e cebola inclusos, e servir com Coca Light, claro.

agora com licença, minha bicicleta ergométrica chegou e eu preciso queimar as calorias dessas delícias todas…

convocação

o convite abaixo é sério e, se você estiver em São Paulo na quarta e não for, só digo uma coisa: perdeu o concerto do ano.

AVOHAI!

Nesta quarta-feira, o Tinhoso quer você: no pavilhão de exposições do Anhembi, o Satanique Samba Trio, coletivo de VIRTUOSES do DF, toca na Feira de Idéias e Oportunidades do Fórum Cultural Mundial. O concerto será no Palco Central, neste dia 30, às 14h30. É uma RARA oportunidade de ver os brasilienses fora de seu HABITAT natural, mostrando o que melhor sabem fazer: satanismo sem distorção.

foi hoje

os EUA anteciparam a transferência do poder no Iraque, devolvendo-o aos iraquianos antes do previsto, que era na quinta. agora é torcer para que esse gesto ajude a conter as guerrilhas e que, daqui pra frente, o país saiba andar com as próprias pernas (e que a comunidade internacional não dê as costas para ele, of course).

joselito

de nota zero, esse final de semana, só o gambé rodoviário que me parou pra mostrar serviço, pediu documentos, pediu pra que eu abrisse o porta-malas. como se eu tivesse cara de traficante. se bem que eu acho que ele parou meu carro porque eu tenho cara de bodinho, e queria achar algo de errado pra poder zoar bodinho. nesse caso, imagina se eu já estivesse com uma BMW…

sábado infame – epílogo do epílogo

mal cheguei em casa da feira de malhas, coloquei meu pijama e o telefone tocou. era o Osmir, bróder (sic) da minha sala, dizendo que o Pedro, outro amigo da sala, tava vindo pra cá e chamando pra gente sair de galera: os três e a Patrícia, namorada do Osmir. o que eu pude fazer? claro que aceitei. chegaram aqui pouco depois, e tocamos para uma pizzaria. eu, em pretenso regime, não comi nada e decidi pedir um daiquiri, enquanto os outros comiam doidamente os rodízios.

daiquiri… tipo uma caipirinha, mas feito com rum… e com açúcar nas bordas do copo em que tomei. é gostoso à beça, e fortezinho. me senti alegrinho de imediato, mas, por sorte, não dei vexame nem falei nada constrangedor ali na pizzaria, para o bem de todos. tentei discutir uns papos jurídicos com eles, mas, combalido pela bebida das Caraíbas, não conseguia acompanhar o raciocínio deles, dois dos mais doutos estudantes da minha sala. e enquanto isso o daiquiri ia secando, secando, secando… quando deu umas onze e meia, pedimos a conta e já nos preparávamos para deixar o Osmir em casa quando ele lembrou que o primo dele é proprietário do Clube do Vaqueiro, uma espelunca country (favor não pensar em Ryan Adams e Wilco, mas em Zezé di Camargo & Luciano e Rick & Renner) a caminho de Roseira. deu duas ligadas e descolou convites VIP para nós quatro. logo depois de uma revista minuciosa (na qual eu tive medo que o segurança pegasse a nota de 1 real que estava no bolso da minha jaqueta, hahahahaha) adentramos o inóspito lugar, à beira da estrada, praticamente. o lugar tem dois ambientes (um sertanejo, abarrotado de casais de meia-idade e das “comitivas”, que nada mais são que grupos de b-boys dançando o sertanejo… e outro funk carioca, rebolando ao som de batidões de triplo sentido) e mais povaréu é impossível. àquela altura, o daiquiri já estava quase superado, mas eu me senti realmente animado e comecei a dançar uns passinhos constrangedores, no afã de me enturmar com a plebe (pffff… quem vê pensa que eu não sou plebe também) e me divertir um pouco. no meu grupo, todos riam dessa minha tentativa de iniciativa, mas todos fizeram igual, hahahahaha. o Osmir e a Patrícia dançando forró foi a cena do mês, acho. entre os dois ambientes havia ainda um bar com churrasqueira, servindo espetinhos, porções e x-saladas, o que era ainda menos explicável. de toda forma, ficamos a maior parte do tempo dançando no ambiente sertanejo e dois hits me chamaram a atenção: um dizia algo do tipo “nós tropica mas não cai” (sic) e o outro era dedicado a nós: “o que é que eu tô fazendo aqui?”. vou pedir a ajuda do meu amigo Cláudio Chad para descobrir a autoria destes sucessos e baixá-los para o meu PC, para que eu possa irritar alguém ao ouvi-los. procurei não olhar para as mulheres do Clube do Vaqueiro por dois motivos: primeiro, não havia tanto material interessante; segundo, segurança. e se eu estou secando a mulher do líder de uma comitiva ou do traficante local? quero chegar vivo em casa! de toda forma, a Patrícia e o Pedro me diziam que eu era o rei do lugar, que todas as meninas (e eventuais velhotas) olhavam para mim. aaaaah, como é bom se sentir desejado… hahahahahahahaha… mas eu nem quis tirar isso a limpo, com medo de tomar facada ou coisa do tipo. por fim, saímos de lá às quinze pras duas, mas eu até queria ficar mais, de tão empolgadinho que estava. acho que a Patrícia, que sugeriu nossa saída, estava preocupada com sua vida ou seu patrimônio, vai saber… e assim terminou o sabadão infame, já no domingo.

esta ida ao Clube do Vaqueiro é dedicada ao meu amigo Alexandre “Jarvis Cocker” Petillo, um dos caras que defende que, em cidades pequenas, a gente tem mais é que fazer isso. e ele tá certo, apesar de eu achar que o Marcão exagera na dose…

sábado infame – epílogo

continuando: esqueci de dizer que, quando fui tomar o banho, estava tão contente com o sucesso lá nas gravatas que… me tranquei no quarto, de novo. novamente, mil truques até sair do próprio quarto, humilhado. mas, depois disso, minha mãe viu na televisão um anúncio das Lojas Colombo que oferecia um conjunto box (cama americana) completo por 400 reais. o preço normal, segundo apurei, é de 700 pra cima. desconfiei. tem coisa errada aí no meio, ah se não tem. de toda forma, fomos à loja. e, caramba, era mesmo verdade: pronto, eu estava de cama nova, minha mãe também. pobre é uma desgraça: quando pinta uma liquidação, é como se provassem a existência de deus. mas eu sou ateu e não-pobre, então não deveria estar numa loja em liquidação. mas estava e pronto, comprou-se as camas. quer dizer, o sistema do cartão Mastercard estava fora do ar e nós tomamos um chá de cadeira ali mesmo. só não sei de qual jogo de jantar era a cadeira. ao final, resolveu-se a questão e voltamos pra casa. almocei mal (estou de dieta, então estou irritadiço) e fiquei ouvindo um Suedão barraqueiro até as três e meia da tarde, quando fui assistir Suécia versus Holanda. claro que eu estava torcendo pra Suécia, porque o nome do país em francês é Suède… mesmo assim, foi o pior jogo que eu vi na minha vida, tanto que, se fosse um filme, seria “Eu ainda sei o que vocês fizeram no verão passado”, e se fosse uma banda seria, claro, o Loser Manos. dormi na metade do segundo tempo e acordei na prorrogação, pra desligar a TV e rumar pro meu quarto pensando “vão ser pernas-de-pau assim lá na casa do chapéu”. comi um sanduíche e dois pastéis de côco (delícia) e fiquei uma hora rolando na cama, tentando dormir. e nada. aí minha mãe falou que queria ir na feira de malhas, rolando no ginásio da faculdade de Engenharia (uma profissão útil, pujante e respeitável, ao contrário da Filosofia). aí chegando lá eu pensei “pqp, o que é que eu tô fazendo aqui?” e fiquei só esperando sairmos, uns quarenta minutos depois. comprei um brigadeiro que parecia uma trufa negra (daquelas que os porcos e cães acham, não aquelas que recheavam o Mega da Nestlé), uma cocada de maracujá e dois cubos de doce de leite com chocolate, minha reserva de doces para o resto da semana (meu mau humor precisa ser combatido esporadicamente). e, a essa altura, ainda eram as nove horas e quinze minutos da noite do sábado infame, depois eu arremato o dia.