go on, step on me

agora há pouco aquela Volvo V40 de um doutor de Guará estava aqui na rua de casa. uma senhora a dirigia, e ela pelo visto comprou gêneros alimentícios num atacado quase em frente ao meu domicílio. a V40 é tão bonita que, mesmo na cor branca, como essa uma, é linda. bandidona… fiquei aqui na varanda, a admirar o carro, a imaginar que um dia, nem que daqui vinte anos, terei uma. e quando a senhora a levou para longe, fiquei a bater palmas, bobo por constatar que um carro fora de linha, com sete anos de uso, numa cor desagradável, tem seus encantos – e eles são muitos.

sem tempo para espirrar

bati um recorde: fiz dez relatórios de processos hoje no fórum local. esses relatórios devem ser feitos anualmente, como forma de dizer à escola “olha, eu fui lá no fórum, bati boca com o pessoal do cartório porque queria ver processo, vi, resumi e tá aqui – posso ir ganhar dinheiro agora?”. pra esse ano, pediram dez relatórios, e eu os fiz todos hoje, em duas horas e vinte minutos.

tinha de tudo: dentre os penais, o caso de um cara que furtou uma bicicleta que valia sessenta reais; ou o cara dono de uma oficina de motocicletas que fechou a oficina do nada e deu o bob nelson nas motos dos clientes, apropriando-se delas de forma indébita; teve porte e tráfico de tchose, também. aliás, o tchose está em todo lugar, e isso é um problema. dentre os cíveis, destaco uma usucapião, uma reintegração de posse e uma abertura de inventário.

sobre tudo isso, não preciso nem dizer: acho paia. gosto mesmo é de direito tributário. aliás, tirei dez na prova de tributário, mesmo escrevendo pouco e com letra estilo Mané Garrancho. ê…

oh, what a beautiful world

é sabido entre os leitores deste blógue do meu interesse e gosto pelas ex-colônias portuguesas na Ásia: Goa, Damão, Diu e Macau. porém, pesquisando na rede, achei um ex-território francês na Índia, Pondichèry, que também é lindo. sobre ele, escreverei no fim de semana… enquanto isso, visitem uma página sobre o lugar… e apaixonem-se por lá também.

desenvolvimento sustentável

como disse o Morrissey há quase dezoito anos atrás, a natureza é uma língua. em qualquer sentido. vide o Fuck For Forest, iniciativa de um casal norueguês (de onde mais? a Noruega é a capital das coisas bizarras: Varg Vikernes, petróleo no meio do gelo, fiordes, o cabelo do Magne Furholmmen e o fato de que a seleção do país só consegue ganhar do Brasil).

a iniciativa é simples e válida: eles vendem vídeos e fotos deles fazendo amor (não é bem esse o termo, mas…) e prometem que, assim que o website começar a dar lucro, ele será revertido para instituições que cuidam do meio-ambiente global. se a iniciativa for em frente, boto fé de montar uma versão mandioca…

body language

Cientista é discriminada por admirar Kylie Minogue

EFE – A renomada Academia Britânica de Ciências “The Royal Society” rejeitou a candidatura de uma destacada neurologista porque, aparentemente, alguns membros não aprovam seu jeito de se vestir, com saltos e minissaia, e suas aparições públicas.

Susan Greenfield, de 53 anos, causou rebuliço há alguns meses entre a comunidade científica ao afirmar que seu maior desejo era “ter uma bunda como a de Kylie Minogue”, um comentário que pode ter diminuido suas chances de fazer parte da melhor academia de ciências do mundo.

Greenfield, cientista na Universidade de Oxford, é conhecida por ter aparecido em diversos programas de rádio e televisão para divulgar seu trabalho. É, além disso, a primeira mulher a dirigir a “The Royal Institution”, outra instituição científica conhecida internacionalmente.

No entanto, sua imagem pública, com predileção pelas minissaias e pelos saltos agulha, provocou críticas de alguns membros da “The Royal Society”, enquanto outros classificaram seu trabalho como “insubstancial” apesar de reconhecer seu trabalho como “divulgadora da ciência”. Um porta-voz da instituição científica garantiu hoje que aparecer na televisão ou ter uma certa imagem “não influi negativamente na escolha dos candidatos”. Para fazer parte da “The Royal Society”, um candidato deve ser indicado por dois membros da instituição depois do que um comitê de especialistas estuda a lista de candidatos e seleciona alguns para serem submetidos à votação de todos os membros.

Susan Greenfield era uma das 534 pessoas indicadas, mas não chegou a integrar a lista dos 44 finalistas. Criada em 1660, “The Royal Society” possuiu entre seus ex-membros Christopher Wren, Isaac Newton e Charles Darwin, assim como vários ganhadores do prêmio Nobel. No entanto, sempre foi uma associação reticente a incluir mulheres e, atualmente, só 53 dos 1.244 membros que a integram são do sexo feminino.

obs.: cá entre nós, até que, pra uma inglesa e pra idade que ela tem, ela é bonita. foto aqui.

hits da vida

– “Gone”, do Jack Johnson, faz bem à saúde: gruda na cabeça e te leva para a beira-mar num dia nublado. esse Jack Johnson tem as manhas: seus discos são praianos sem serem hippies, tranqüilos sem serem Marley-influenced, simples e, ao mesmo tempo, cool à beça. cara inteligente, vou te contar…

– “Stop this world”, da Diana Krall, não é nada surpreendente, mas é muito bonita. abre o disco novo dela, “The girl in the other room”, no qual metade das músicas são composições dela com o Elvis Costello, seu cônjuge (fora coisas como uma versão de “Almost blue”). não é nada, mas é tudo, ahn?

– “Charade”, um standard do Henry Mancini, ficou uma delícia na versão que o Harry Connick, Jr. gravou. dá pra balançar ou ouvir sentado, deitado, quem sabe até numa happy hour regada a uísque. não, não: esqueci que detesto uísque. mas a música é boa. o Silvio Santos não ouviu mas uma das filhas dele deve tê-lo feito – e gostado. de charada mesmo, só uma coisa: onde é que eu acho mais discos dele pra vender?

– por fim, outra pérola é “The space between”, do Zero 7. venci meu preconceito contra a dupla e baixei o disco novo, “When it falls”. pra quem gostou do último do Air e ama o Röyksopp, como eu, é tiro e queda.