dica do dia

se você quiser ter bons serviços de telefonia e internet, nunca se mude para o estado de São Paulo.

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so the story goes

mmmmm, dia de caça às bruxas. hoje consegui três compactos do Ash: “Shining light”, “Burn baby burn” e “Sometimes”, cada um em sua primeira parte. preço de ocasião.

alô Bradesco

hoje eu fiquei quase hora e meia na fila do Bradesco local, o que é uma constante. mas, pior que esperar noventa minutos em pé, é ouvir a gentinha aparecidense reclamando da fila:

“- mas é um absurdo essa fila estar desse tamanho!”

“- olha! e ninguém faz nada! bando de preguiçoso!”

o mais engraçado é que eles ficam reclamando entre si, na esperança de, sei lá, Papai Noel estar ali disfarçado e atender aos pedidos do gentio. eu fico sempre quieto e quando reclamam pra mim, não dou atenção. mas hoje, com a perna doendo, perdi a esportiva. decorei o número do 0800 do Bradesco e liguei lá.

surpresa: o atendimento do 0800 (provavelmente feito em São Paulo) é atenciosíssimo, e os operadores não te dão chá de cadeira transferindo para ramais, feito esta empresa aqui. expus minha indignação, expliquei toda a situação (aqui só existem dois caixas, sendo que um deles é obrigado a dar atendimento preferencial a idosos, gestantes e deficientes, o que está mais que certo. só que, de uns tempos pra cá, a fila do Bradesco virou point da galerinha que era viva quando da 2ª guerra mundial. assim, na prática só se tem um caixa). a atendente me passou um número de protocolo e eu fiquei a esperar uma resposta, que poderia levar dias.

duas horas depois, me liga, esbaforido, o gereco do Bradesco (bons gerentes são chamados “gerentes”; maus gerentes eu chamo de “gerecos”). no começo puto, porque alguém foi cutucá-lo. milagrosamente eu me impus, e expliquei de novo a situação. ele concordou comigo que a situação do atendimento em sua agência está ruim. aí eu falei: “mas se o senhor está vendo tudo isso, por quê não solicitou à direção do banco aparelhagem e um projeto para ter mais um guichê na agência?”

senti um check and mate. ele ficou perdido, coitado. aí parti pro stalemate: disse a ele que o Bradesco registrou lucro líquido superior a 2 bilhões de BRD no ano passado. então, por quê não investir três mil reais (estou chutando alto) numa melhoria na agência 1976. aí ele quis saber o que eu fui fazer no banco. disse a ele que, independente do que fui fazer, fiquei mais de 30 minutos na fila, tempo considerado insatisfatório por portaria do Banco Central. certamente, meu caro gereco, não foi pra vender maria-mole aos insatisfeitos da fila. eu poderia ter dito isso, mas apenas expliquei que fui fazer um depósito de quantia alta, que não poderia ter sido feito nas máquinas de auto-atendimento.

qual a lição de moral dessa história? a de que, se você foi mal atendido, não encha o saco de ninguém na fila, nem que seja seu amigo. vá logo reclamar no 0800, porque aquela gente toda ao seu redor não resolve nada, só complica.

relações internacionais

essa é para os internacionalistas de plantão (exceto o Marcio, que diria: “meu falo capitalista jamais adentraria a cochinchina de uma comuna!”):

Orgia gigante provoca atritos entre China e Japão

por Cindy Sui, da “France Presse”

Três dias de orgia entre centenas de turistas japoneses e prostitutas locais em um hotel do sul da China provocaram esta segunda-feira novos atritos entre Pequim e Tóquio, ao mesmo tempo em que evidenciaram uma certa hipocrisia sobre uma indústria do sexo em plena expansão no país de Mao.

O Governo chinês pediu ao Japão que ensine seus súditos a comportar-se melhor e condenou como “extremamente odiosa” a maratona sexual realizada entre os dias 16 e 18 de setembro em um hotel de luxo em Zuhai, na província meridional de Guangdong.

Como circunstância agravante, a orgia acabou no dia do 72º aniversário da invasão japonesa à China, em 1931, um passado que continua presente nos dois grandes países do Extremo Oriente mais de meio século depois do final da guerra. O incidente desencadeou a indignação dos meios de comunicação oficiais chineses e dos internautas em um país onde a prostituição é ilegal.

O hotel foi fechado temporariamente e se iniciou uma investigação. Várias pessoas já foram detidas e a polícia lançou uma operação “cidade limpa” nos locais de prazer que até então atraíam turistas de várias regiões.

“O que ocorreu foi odioso”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Kong Quan. “Os estrangeiros devem respeitar as leis chinesas. Esperamos que o Governo japonês procure melhorar a educação de seus cidadãos a esse respeito”, acrescentou.

Na imprensa, são muitos os relatos onde aparecem os sentimentos antijaponeses por parte de chineses que se declaram convencidos de que a data da orgia foi escolhida especialmente para humilhar a China. Segundo depoimentos citados pelos jornais, os turistas, quase 400 japoneses de idades entre os 16 e os 37 anos, não esconderam o fato de terem ido a Zhuhai com uma finalidade bem precisa.

O Zuhai International Convention Center Hotel estava cheio de homens agarrando as prostitutas nos elevadores e corredores. As portas aparentemente foram deixadas abertas e se podia ver e escutar até três ou quatro mulheres por quarto ocupadas com os clientes.

Os meios de comunicação explicaram que o serviço comercial do hotel organizou a festa e que a responsável pelo salão de festas do estabelecimento recrutou as prostitutas nos numerosos clubes, bares de karaokê e outros locais quentes de Zuhai, onde a polícia fez batidas durante o final de semana. O incidente também lembrou que as relações entre China e Japão continuam sendo sensíveis devido ao passado.

Mais de 65.000 mensagens foram enviadas a uma página chinesa na internet para denunciar o atentado contra a honra nacional. Alguns internautas pediram o boicote aos produtos japoneses. Entretanto, entrevistas com fontes ligadas ao hotel indicam que a data da orgia foi pura coincidência, pois não foi a primeira vez que japoneses organizaram uma excursão de turismo sexual.

Embora o Japão seja hoje o maior sócio comercial da China, a lembrança das atrocidades cometidas por seu exército imperial no território chinês nos anos 30, incluindo as violações e a escravidão sexual, continuam presentes. Porém, a reação chinesa não está isenta de hipocrisia. O tom escandalizado das autoridades não apagará o fato de que as cidades do sul da China têm uma sólida reputação entre os adeptos das orgias provenientes do resto do país, de Taiwan e de Hong Kong.