três pontos

boto fé de me atirar de cabeça nas obras do Chet Baker agora.

suspirando

não deu pra ver o show do Marcelo com uma de suas 451781654761735700 bandas, então eu fiquei em casa e assisti “Carga Pesada”. em palavras da minha irmã, “show de bola”.

barateiro

ter singles do Blur por enquanto não é minha prioridade absoluta. mas eu quero ter todos os do “The great escape”, aquela obra-prima deles. acabei de começar minha coleção: arrematei no eBay a parte 1 do single de “Country house” (aquele mesmo, que ganhou a disputa contra “Roll with it”, do Oasis). o preço? assustadores £ 0,10 (aproximadamente 0,45 BRD). com o frete, saiu a 9,70 BRD (brazilian dollars). maravilha…

a marcha inexorável do tempo

se um dia apontarem o Radiohead como a banda que definiu minha geração, eu vou ficar muito feliz. dizem que cada década teve a banda que mereceu. sendo assim, os anos 1960 foram um inferno com os Beatles, por exemplo. quando vi a notícia no NME sobre o conceito do projeto gráfico do “Hail to the thief”, fiquei orgulhoso. acho que já posso considerá-los a maior banda da história.

infelizmente, a caça às bruxas com o Radiohead continua implacável. tudo porque a banda continua querendo evoluir. se consegue, ok, é uma outra história, mas o simples fato de querer ir mais longe já os deixa com um grande crédito comigo. em cinco discos de estúdio mais um ao vivo, tomei quatro sustos com a banda – de ficar impressionado, de ver meu queixo cair ao chão. a primeira vez que ouvi “High and dry” foi um choque; a primeira audição do “OK Computer”, outro; “Idioteque” me deixou transtornado, e a versão ao vivo de “Like spinning plates” fez o mesmo. eu acho o “Amnesiac” o disco menos forte deles, mas quem me dera fazer um disco assim.

e pelo amor de dEUS, não faz sentido fazer outro “The bends”. eu entendo que as pessoas o considerem o melhor disco do Radiohead (eu só acho ele melhor que o “Amnesiac”), mas eu não entendo porque fazer outro. sinceramente.

bem, voltando lá ao tema inicial, o fato é que o Radiohead parece despertar coisas dentro de mim que nem eu sabia da existência. coisa que, vejam só, nem os Smiths e o Suede conseguem (essas duas falam – e muito bem – de coisas já existentes).