dois roubos (na verdade furtos, art. 155, CP), dois caminhos

primeira trajetória:

1. o Muse roubou o barulho da introdução de “Bliss” de um jogo chamado Top Gear.

2. o Top Gear roubou boa parte do meu tempo durante a pré-adolescência.

3. depois que saí da pré-adolescência, roubei muita coisa do Chachacha pra colocar aqui no blógue.

4. o Chachacha rouba idéias como o email que o editor do NME teria mandado internamente para acabarem com essa história de “o novo rock”.

5. o “novo rock” de Vines, Hives e outras porcarias roubou espaço de bandas que não estavam aí nem há muito tempo, como o Muse. e fecha-se o círculo.

segunda trajetória:

1. o Muse roubou o baixo e a bateria de “Bliss” de “Parallel universe”, do Red Hot Chili Peppers.

2. o Red Hot Chili Peppers roubou o guitarrista Dave Navarro do Jane’s Addiction.

3. o Jane’s Addiction era uma roubada que se dizia rock and roll.

4. o rock and roll roubou muitos adolescentes da carreira eclesiástica e da igreja em geral.

5. a igreja literalmente roubou seus fiéis durante a inquisição.

6. a inquisição roubou a cultura e o progresso da humanidade.

7. a humanidade rouba da natureza os recursos, sejam eles renováveis ou não.

8. os recursos limitados do meu computador me roubam tempo (a partir daqui, use a primeira, ok?)

spiderland

programa para o final de semana / feriado prolongado: mofar. quer dizer, vamos ver se rola algo como uma pool party, uma viagenzinha pra São José, uma reunião qualquer perante uma tela, um reprodutor de películas e/ou uma garrafa de álcool.

até 2000, via o Carnaval como algo chato. quer dizer, se você se ater ao que a televisão mostra, aquilo realmente é chato. essa história de desfile das escolas de samba pra mim é o cúmulo da decadência e já não faz muito sentido. o Carnaval bahiano parece bem mais agitado e interessante, especialmente se você não estiver naquela história de pular usando abadás ridículos e não estiver em áreas delimitadas por cordolas bestas. porque, se o que vale é a farra, não existe motivo pra que você tenha uma cidade toda parada e só possa farrear numa área determinada. lembra um ringue de boxe, coisas assim.

em 2001, passei o Carnaval em Brasília, num misto de festas electrónicas (Underground Movement?), visitas guiadas e contorno de tesourinhas por L2, W3 e outras siglas melindrosas. foi ali que eu percebi que o que menos importa no Carnaval é o samba e a história foi contada de outro jeito, desde então. afinal eu havia percebido: o lance é a farra, mermão.

ou melhor, nem a farra: boto uma fé em quem simplesmente tira o período para recarregar as baterias ou vai pra algum lugar calmo, por exemplo. então a moral seria essa: Carnaval é pra sair da rotina. ótimo, perfeito: dali em diante virei entusiasta do feriado. me faz perder três dias de aula (que eu sempre emendo até o final da semana, rá rá rá) e pronto.

e vamos ver o que é que aparece para os próximos: pode ser uma temporada de descanso naquele mosteiro ultracool que mostraram numa VIP do ano passado (oi Jardel!), nova temporada na estação Brasília, um vôo pra Okinawa ou apenas a minha cama e um travesseiro macio. não tem problema: me tragam um sorvete que eu tô feliz. esquindô, esquindô!

auto-exílio

de tempos em tempos, blógues nascem, blógues morrem. eu já tive dois (sendo que o segundo nasceu com duração determinada) antes desse aqui, e precisei matar o primeiro por alguns motivos… um pouco porque o Diaryland, onde ele era hospedado, era bem limitado com essa história de templates, o outro porque, por se tratar de um servidor público, não oferecia a possibilidade de ocultar conteúdo de sites de metabusca como o Google (apesar de ter um providencial serviço de senha).

matar um blógue, ao contrário de matar uma pessoa (art. 121, CP) não traz conseqüências jurídicas. só traz um pouco de tristeza pra quem lia e gostava das coisas publicadas. sendo assim, tomei dois tiros no mesmo dia: Flora e Isabela resolveram acabar com os seus, duas penas. mas eu confio nessas meninas e sei que, cedo ou tarde, elas voltam (embora a Isabela continue escrevendo com um pessoal do Camboja).

então tá decidido

eu preciso, eu PRECISO do “Murmur”, disco de estréia do REM (1983). quem o tiver e me puder fazer uma cópia (especialmente se for do relançamento europeu, com faixas-bônus), agradeço desde já.

momento Popbitch

derrame uma lágrima pelos sofridos executivos do grupo Vivendi Universal: eles terão de vender seus jatinhos particulares Gulfstream IV, Gulfstream V e Bombardier Global Express Jet, por contenção de despesas ordenada pela empresa.