problema

sempre que quero ouvir o segundo disco da Fiona Apple, encontro problemas pra sair da faixa dois, “To your love”. linda demais. alguém me ajuda com isso? ah, eu não sei quando sai disco novo dela (lá se vão quatro anos). alguém me ajuda com isso também?

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bravata

mudando de assunto, meu “Heathen chemistry” chegou. desconfie de quem disse que o disco é ruim; ele é bom demais. as únicas que não passaram no teste foram “Force of nature” e “She is love”. de resto, são dez músicas matadoras (constam dez no encarte mas são doze e eu quero saber o nome da instrumental que fica no fim), incluindo várias pérolas do Liam que parecem ter sido compostas pra compensar “Little James”. tá perdoado, cara.

no mais, é como dizia Andrew Innes, guitarrista do Primal Scream: “adoro o Liam Gallagher. ele é o maioral!”. e o Oasis continua sendo uma banda na qual se pode confiar.

a equação na qual eu ainda confio

governo concentrado no social + abertura econômica + exportação. bem o modelo seguido por França, Espanha, Suécia e outros países europeus em meados dos anos 80, bem o que fez o Japão antes da crise. sem essa de estado mínimo, sem essa de socialismo. morram, bolcheviques :)

pode ser mesmo

repassado a mim pelo prestativo e bem-informado Guilherme Schneider (atualmente, sem website, pena):

Para general russo, guerra mudará ordem mundial

O presidente do comitê de Defesa do Parlamento russo, o general Andrei Nikolayev, advertiu, hoje, que um ataque dos Estados Unidos ao Iraque, que ele considera inevitável, “mudará todo a ordem mundial”.

“Está em jogo toda a ordem mundial depois da Segunda Guerra Mundial, pois o mundo mudará se começarem as ações militares contra o Iraque”, disse o militar e deputado. Ele acrescentou que “o mundo não mudou depois de 11 de setembro do 2001 (com os atentados em EUA), como afirmam os americanos, mas isso acontecerá se for permitido aos EUA levar a cabo esta guerra” contra o Iraque.

O deputado disse que “90 por cento dos Estados do mundo, inclusive alguns influentes como Rússia, França, Alemanha, China e Índia, não apóiam a postura de Washington, mas não poderão fazer nada contra a política dos EUA”. Para ele, ao atacar o Iraque, os Estados Unidos estarão impondo “uma nova ordem mundial”. Nikolayev se mostrou convencido de que os EUA “serão obrigados a lançar sua operação militar contra o Iraque no prazo de três ou quatro semanas”.

“Digo que será ‘obrigado’ a fazê-lo pois o presidente americano, George W. Bush, está hoje em uma situação na qual, por razões políticas, militares e outras, dificilmente poderá revogar a decisão de empreender esta ação contra o Iraque”, disse. Mas alertou que a guerra tornará totalmente desacreditado o sistema de segurança existente no âmbito da ONU, que os EUA pretendem driblar para lançar o ataque e estabelecer sua hegemonia mundial política, econômica e militar.

já tinha lido na “Folha de São Paulo”, ano passado, um sociólogo francês falando que os atentados de 11 de setembro mudaram a história dos EUA, mas não do mundo todo. concordo em parte com isso; só não concordo plenamente porque ainda é muito cedo pra avaliar se essa não é só, digamos, “a ponta do iceberg”, já que de repente depois de amanhã estoura a terceira guerra mundial por conta de coisas relacionadas aos atentados. à parte isso, o crescente sentimento anti-americano observado em alguns países da Europa, América Latina e na quase totalidade dos países muçulmanos, aliado à postura dos países que o general Nikolayev citou e alguns outros, pode levar a movimentos que de alguma forma tentem tirar dos EUA o status de única potência desse começo de século. posso não estar vivo pra ver, mas aposto que a China, em cem anos, se não for freada por um fechamento ao mundo exterior, por exemplo, tem chances de virar um país que concorra de igual pra igual com Washington. a União Européia poderia ser uma forma mais urgente de bipolarizar o poderio e as ideologias, mas esbarra em Tony Blair e seu Reino unido aos EUA na “luta contra o terror”. à Inglaterra caberia o papel de ponta-de-lança nessa bipolarização, coisa que é impensável enquanto a dobradinha Bush/Blair prevalecer. com o Japão numa crise que parece um grande sono e a Alemanha ainda distante de ultrapassar Tóquio e ter a segunda maior economia do mundo (coisa que também aposto que vai acontecer num prazo muito longo), quem não gosta dos EUA ainda vai ter de engoli-los por pelo menos mais duas décadas.

voltando ao problema do Iraque, só três coisinhas:

1. mesmo dentro dos EUA, a resistência à guerra é grande.

2. se Washington tem provas concretas da existência de armas nucleares e de destruição em massa no Iraque, por que é que o governo não colabora com os inspetores das Nações Unidas e dizem logo onde estão essas armas? por enquanto isso parece uma mistura ridícula de esconde-esconde com mad max e roleta-russa. seria bom que o Bush dissesse logo onde estão as coisas (até porque, se é mesmo verdade, aí sim a gente começa a discutir os bombardeios, certo?)

3. como é que ninguém perguntou pra Britney Spears o que ela acha da guerra? eu quero ouvir barbaridades proferidas por civis famosos!