got to sleep

sábado, meia-noite, casa da Larissa, morrendo de sono. mas dormir agora é o que menos posso. até posso, in fact, mas não devo. já dizia Zeca Pagodinho, “camarão que dorme a onda leva”.

pode crer

nenhuma inspiração e uma coluna pra ZERO #5 que era pra ter entregue ontem. que droga… ei, me ajudem, mandem notícias sobre o rrrrróque. preciso completar isso até segunda na hora do almoço, o quanto antes :P

refrão do dia

só o refrão, pra não ficar longo demais:

“you’ve got to tooooooleraaaate

all those people that you hate

I’m not in love wiiith you

but I wont hold that against you,

and let’s get juxtaposed, juxtaposed,

just suppose I’m juxtaposed with uuuuuuuuuuuu…”

Super Furry Animals – “Juxtaposed with U”. e ouçam o “Arepa 3000” dos Amigos Invisibles também.

esqueci

com tanta tensão cercando a prova, nem falei do meu Adidas novo, que é a coisa mais linda. quando Marcio Porto for o primeiro brasileiro de passado indie a assumir a presidência e eu for nomeado governador-geral do território da Grã-Venezuela (capital: Caracas), vou solicitar à Adidas fazer uma série especial de lançamentos de calçados destinados aos filhos da geração indie 1993-2002. só com sobrenomes de indies famosos. Adidas Takeda, Adidas Petillo, Adidas Ribeiro, Adidas Gasperin, Adidas Zappia, Adidas Donato, Adidas Palandi e por aí vai. pras meninas, Adidas Piccolotto, Adidas Faller, Adidas Trevisan, Adidas Valle, et cetera. genial, hein?

new skin for the old ceremony

é o nome de mais um disco do gênio Leonard Cohen. de 1974 ou 1975, creio. fazer provas é uma velha cerimônia. comprei roupas novas durante a semana e fui lá fazer a prova com elas. tudo novo, do tênis à camiseta. talvez pra me dar alguma confiança ou coisa do tipo. quem lê esse blógue sabe do quão nervoso eu fiquei com essa prova. ontem fui dormir sem ter decorado nada. fui dormir no quarto da minha irmã, como faço às vezes enquanto ela está em São Paulo, e a cama dela é encostada na parede. hoje, à uma e quinze… eu bati a cabeça na parede. quando acordei, durante o banho, comecei a lembrar de toda a matéria (ou pelo menos da parte que estudei). ÓTIMO.

comecei a atribuir o fato à cabeçada noturna. mas… quando entrei no carro, dei outra cabeçada (e pensei: “pronto, uma anulou a outra e cá estou burro de novo”). entretando, não foi bem isso o que aconteceu: cheguei lá tremendo, quando o Irapuan perguntou como eu estava, respondi algo do tipo “tirando a angústia, a tensão e o temor reverencial (adoro essa expressão), tudo certo”. ele riu e se revelou o negativo da imagem que me haviam revelado antes: as pessoas que fizeram a prova antes de mim me disseram que ele estava grosso e sardônico, como bem o conhecemos durante o ano.

enfim: ele me tranqüilizou, me ajudou e me lembrei de praticamente tudo, fui muito bem na prova. de quebra, descobri que o professor curte um Hendrix e um Led (até disse pra ele que ia chegar em casa e ouvir o Electric Ladyland em homenagem a ele, mas eu não tive – e nem tinha cogitado até hoje – ter um disco sequer do negão). em todo caso, acho que foi o Hendrix que me salvou, involuntariamente, e mesmo que eu fique pra exame final com o Irapuan, já estou feliz da vida pela prova de hoje e principalmente aliviado.

pensando bem, o mérito pode não ser das roupas, da cabeçada, dos oito dias que passei estudando pra prova ou do Hendrix. sei lá. provas orais como a de hoje são apenas polaróides, como qualquer outra prova. eu saí bonito hoje? saí, “com certeza”. mas o fato é que com isso eu não fecho a semana no vermelho: passei todos os dias, de domingo a quinta, mandando mal, tirando coisas isoladas. e hoje, mesmo que minha nota tenha sido cinco (e não foi: duvido que tirei menos de oito), eu estou azul de felicidade, ouvindo só hits. quem vier me falar de Sigur Rós e Joy Division toma tapão. a vida é bela, se liga.