Tessalônica

a Nana Mouskouri gravou muita coisa, e muita coisa brega, mas canta bem. em 1962, ela gravou um disco com orquestra e produção do Quincy Jones, que só foi sair quase quarenta anos depois – um crime.

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repique

de dieta mais uma vez, saí pelas duas primeiras vezes (em vinte dias) ontem à noite, para um jantar italiano (brega, mas gostoso) e hoje, para um almoço de aniversário cheio de cerveja. ainda não tenho muito a declarar, o que explica as traças aqui.

mas é preciso escrever, então vou forçar a barra progressivamente.

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na próxima quarta-feira, vou a uma aula experimental de russo. ainda penso recorrentemente no país, passados onze meses da minha ida a Sochi: imagina quando conhecer o resto? vou forçar a barra para uma segunda viagem. enquanto isso, aproveitarei uma passagem barata para, entre o fim de outubro e o meio de novembro, voltar a alguns países que já conheço e acrescentar mais um, o Marrocos, ainda que de forma fugaz.

viajar é preciso, e é bom que assim o seja.

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sábado à noite e eu já fiz a social, já caminhei no parque, já bebi cerveja, já transportei uma turbina automotiva. estou em casa, ouvindo Nina Simone e pensando no que fazer da vida.

nada de concreto, mas, pela primeira vez em oito anos, leve otimismo com algumas ideias que equilibram emoção e racionalidade. será possível, afinal? diabo de paradoxo. mas, mais uma vez, pode ser.

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sobre o fragmento acima: sempre achei que tivesse alma de velho. ainda acho. mas é hora de pensar jovem.

mosteiro

comecei a seguir o doutor Ítalo Marsili no Instagram. não sei como cheguei até ele, mas gosto das coisas que ele diz. ontem, escreveu que “conviver confortavelmente com a dúvida e com a ignorância é pré-requisito para uma vocação à vida de estudos”. é algo tão simples que preciso me lembrar todos os dias.

engarrafado

em 2016, graças ao Ivens, consegui, a preço de banana (uns 70 reais), uma garrafa de champagne Baron-Fuenté feita apenas com uvas pinot meunier, a menos famosa das três principais uvas com que um champagne pode ser feito (as outras duas, pinot noir e chardonnay, são bem populares). em fevereiro desse ano, por conta de uma ocasião especial, quis beber essa garrafa; procurei, procurei e não a achei.

fiquei inconformado, já que não sou de perder coisas e meu apartamento tem, se muito, 55 metros quadrados. não tem muito onde uma garrafa dessas se esconder. hoje, procurando uma outra garrafa de champagne, que veio em uma lata, vi que ela estava em cima de uma caixa… e era a da Baron-Fuenté. por não me lembrar que ela tinha vindo numa caixa, não a consegui achar antes: que vacilo!

o lado bom da história é que, semana que vem, tem champagne & caviar para alegrar a vida. depois conto como foi.

mood

não sou grande conhecedor de música clássica: sem tempo para me dedicar ao assunto como ele merece, prefiro sintonizar uma boa rádio especializada e anotar as obras que me chamam a atenção. caminhando no parque hoje cedo, ao som da rádio Accent 4, de Estrasburgo, descobri uma peça para piano do Schumann, “Humoreske”. linda, maravilhosa. não prestei atenção quando o locutor falou o nome do(a) intérprete, mas vale a ouvida, qualquer que seja a versão.

como este blógue está em uma fase russa desde meados do ano passado, eis aqui uma com o Grigory Sokolov:

a versão com o Jacob Greenberg, disponível no Spotify, também é ótima. e, no mais, a Accent 4 é uma rádio excelente, tão boa quanto os melhores vinhos brancos de sua Alsácia natal.