inflação

boa notícia do mês: o seguro (contra terceiros) do meu carro caiu bastante. tinha pago R$ 1,4 mil no ano passado, agora passou para R$ 600.

dá até vontade de gastar a diferença em uísque e moças.

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Policarpo Quaresma resurrection

“qualé, cara, você precisa ser mais brasileiro”
“hein? como assim?”
“tem de acreditar em mais furadas. isso é um traço marcante da brasilidade.”
“hahahahahaha”
“florais, Tele-Sena, pais de santo, relacionamentos com mães solteiras, divindades aleatórias, planos econômicos do governo, Herbalife, carros chineses, mapa astral, ayahuasca… tantas possibilidades!”

(a partir de um solilóquio direcionado ao Eugênio)

как?

é estranho quando uma música em russo, língua que você não fala, exceto por sete palavras, faz mais sentido do que qualquer coisa do que você escute ao seu redor nos últimos dias. mas prefiro ver isso como uma pista sobre aquilo que o futuro me reserva.

Pantanal

recebi, uns dias atrás, a notícia de que a editora Abril anunciou que não vai mais publicar os quadrinhos da Disney, o que fazia desde 1950. tendo sido alfabetizado pelo meu pai e pelo meu avô materno, entre 1984 e 1985, com a ajuda dessas revistinhas, como costumava chamá-las na infância, só posso lamentar, e muito: gostaria de repetir a dose com meus filhos, quando eu os tiver, por mais ultrapassada que a ideia possa ser.

no mais, um casal de amigos queridos já me advertiu com frequência, ao longo dos anos, sobre a longa marcha da Abril rumo ao brejo. essa do fim dos quadrinhos da Disney é só mais uma em um monte de decisões equivocadas.

mudança

Uma das coisas que define a sensibilidade conservadora é a melancolia perante o fim das coisas e a mudança. Quando vamos a um sítio muitos anos depois, ele não está igual. Houve ali coisas que, mesmo que tenham mudado para melhor, sentimos como uma ofensa pessoal. Um prédio que já não existe, por exemplo.

mais uma vez, o Pedro Mexia consegue sintetizar, em poucas palavras, algo que sinto e que eu levaria seis volumes da Barsa para dizer.