Le Mans

essa semana, um dos meus pilotos favoritos, o Dan Gurney, faleceu aos 86 anos. é legal quando um piloto sobrevive a toda a carreira e vive uma vida longa: histórias dos perigos e das loucuras pelas quais passou é que não faltam. Gurney nunca foi campeão de Fórmula 1, acho que nem de Indy, mas ganhou corridas em ambas (e na Nascar, e no Mundial de Endurance), inventou o banho de champanhe no pódio e várias peças aerodinâmicas – que foram, inclusive, parar nos aviões.

o FlatOut fez um grande texto sobre tudo isso, que vale a pena ser lido. e que trouxe, dentre outras coisas, uma informação que me deixou com os olhos vermelhos: Gurney foi ao funeral do Jim Clark, outro grande herói do automobilismo, e soube do pai deste que ele, Gurney, era o único piloto que seu filho temia.

mas o Dan Gurney fica, para mim, como ícone de uma geração de pilotos americanos (como Phil Hill e Mario Andretti, entre outros) que foi correr na Europa, cujo automobilismo é muito mais desafiador. um lance romântico, de encarar desafios novos (como fez o Fernando Alonso, no ano passado, mas ao contrário). de sair da zona de conforto, se é que existe zona de conforto para quem dirige a mais de 300 km/h. gosto de gente que teoricamente não precisaria fazer isso, mas o faz mesmo assim.

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Feldkirch

foi um ano complicado e com duas derrotas gigantescas: só uma delas, contudo, pôde ser prevista.

mas foi um ano com muitas vitórias e, culturalmente, inesquecível: três meses fora do país, minha primeira visita a um país fora do Ocidente e um dia em uma cidade que parece ter saído de um conto do Hans Christian Andersen.

no mais um pouco mais de conhecimento para meus projetos de longo prazo (põe longo nisso), avanços na restauração da Astrid e, em novembro, a Revolução do Pijama. fantástico.

mais uma vez, espero evolução e não revolução para o ano que se aproxima. sem medo do tempo e sem devaneios impossíveis. vamos nessa!

iceberg

poucas ideias novas congeladas na minha cabeça por um tempo. nenhuma delas é digna de nota por aqui. mas estou vivo, ainda que a menos 15 graus negativos.

dois meses depois de voltar de lá, a Rússia continua a me influenciar. talvez eu volte lá, e mais rápido do que poderia imaginar. não por ter gostado tanto assim, mas porque há coisas a descobrir. nesse caso, os 15 graus negativos poderiam chegar a 40, quem sabe.

Croix d’Irval

como um post do dia 5 antecipara, de duas semanas para cá, estou fazendo, com o devido respaldo, home office: acesso remotamente um sistema, puxo o trabalho, faço o que tenho de fazer e devolvo tudo resolvido. minha vida melhorou aproximadamente 180% com isso: levo menos tempo que minha carga horária presencial para cumprir uma meta 15% superior (faço até mais um pouco que isso), não tenho contato com a galera que me dá vergonha, tenho flexibilidade para trabalhar e não trabalhar quando quiser.

é a tal Revolução do Pijama, e é uma delícia. mas aquela meta não foi abandonada.

tendo mais tempo para o que interessa, resolvi que, nos dias em que não faço ioga, vou caminhar. hoje, acordei às 7h, apenas para constatar que estava chovendo – e, portanto, minha ida ao Parque Multiuso estava inviabilizada. voltei a dormir, acordei às 8h30 e vi que o tempo se abrira: me arrumei e fui lá dar umas voltas. a meta da semana já fora batida e eu fiz o que queria.

precisa-se de um pouco de disciplina para o trabalho em casa, mas não é nada de outro mundo. e, no meu caso, dá para trabalhar assistindo ao futebol, ao tênis ou ouvindo música clássica – no trabalho presencial, mesmo o acesso a rádios online era bloqueado. enfim, tá ótimo, mas espero sair logo – para aquela meta, bien sûr.