preguiça e choque

tive algumas ideias para textos, mas esqueci todas antes que pudesse aparecer por aqui. apareço, agora, por um pequeno grande choque que tive, mais cedo.

soube, por volta do meio-dia, que o Bruno Carneiro Leão, que foi meu professor, faleceu. nunca fui próximo dele e nunca tive contato com ele fora de sala de aula. mas, como com todos os meus professores, tenho uma dívida de gratidão com o Bruno, porque ele dedicou parte de sua breve vida a ensinar – a me ensinar, entre outros. e porque é sempre chocante perder alguém com menos de quarenta anos, ainda mais do jeito como foi a perda dele.

à família e aos amigos do Bruno Carneiro Leão, diplomata falecido ontem, minhas condolências.

tétrico?

Donald Trump pode sair à história como Herbert Hoover: um outsider republicano, protecionista, responsável por algumas das maiores obras dos EUA, como a represa que leva seu nome. só que Hoover assumiu a presidência no início de 1929, nove meses antes de arrebentar a crise que há anos já estava em gestação. achei interessante o texto que traça um paralelo entre os dois, e espero que não seja verdade – uma nova recessão desse tamanho seria uma porrada e tanto em toda e qualquer economia, como a desse Congo sul-americano.

arriba, abajo

não eram nem oito da manhã e eu já tinha passado por uns pedreiros fazendo roda de capoeira na laje do prédio vizinho e por um genérico do Toddynho por R$ 0,39 na promoção, preço de início do Plano Real. pensei: “esse dia promete”.

coisa nenhuma: onze da manhã e não veio para cá aquela chuva que, em São Paulo, levou até frequentadora do Paris 6 para outros lados (os da comida decente, quem sabe?). também não veio nenhuma prisão de gente relevante – ressalto, aqui, o “relevante”. nada.

é, falhou.

assim falou

(notícia dedicada ao meu amigo João Ratão)

The end is nigh! Prophecy by ‘Italian Nostradamus’ made 500 years ago is at risk of coming true after Italian town is hit by two days of snow

Over 500 years ago an Italian philosopher made the apocalyptic prediction that two consecutive days of snow in the sunny, southern Italian town of Salento would mean ‘the end of the world’.
Now Matteo Tafuri’s prophecy is at risk of coming true after freezing temperatures hit Italy’s Peninsula, blanketing Salento’s beaches in snow. ‘Italian Nostradamus’ Tafuri, who lived from 1492-1582, was one of the most eminent personalities of Apulia region of Italy in the 16th century.

Warning that two days of Salento would lead to the end of the world, he wrote: ‘Salento of palm trees and mild south wind, snowy Salento but never after the touch. Two days of snow, two flashes in the sky, I know the world ends, but I do not yearn.’

According to the Encyclopedia of Renaissance Philosophy, Tafuri was a lover of Greek and Latin literature, a physician and skilled astrologer. After travelling to England, he was jailed after being suspected of Lutheranism. He also ‘indulged in some misguided prophecies, predicting the imminent death of Charles V,’ the encyclopedia says. After his release he is said to have travelled to Ireland, where he was accused of practising magic. But papal intervention led to the charges being dropped and he returned to Italy.

The snow in Salento fell over the weekend as schools were closed in a handful of Italy’s southern cities not accustomed to such heavy snowfall. Individual schools also closed in Rome and Bologna because heaters weren’t working, news reports said. The sub-freezing temperatures have been blamed for the deaths of at least eight people and have disrupted road, rail, air and ferry travel.