eu não tenho o que escrever aqui.
não tenho…
eu não tenho o que escrever aqui.
não tenho…
parece ser a mesma coisa a ter-me atingido. é cíclico. é sonâmbulo. é a solução perfeita para um problema imaginário. mas então como ele foi parar no plano da realidade?
*
caiu-me no colo. tenho que levantar a cabeça e visualizar o jogo antes de continuar, sem que me demore, ou a cinza das horas vai consumir (mais) essa possibilidade. eu tenho sono, eu tenho uma aspirina, eu tenho uma supremacia.
eu tenho o mundo em minhas mãos.
*
você envelheceu e ganhou rugas
eu continuei com dezessete.
você sentiu luxúria depois de vários
eu deitei-me aqui com uma.
você confiou em sua solidão
eu sobrevivi sozinho.
você disse que nunca poderia me amar
eu te despi do seu vestido.
Leonard Cohen, “Is this what you wanted”, 1974. não faz muito sentido agora, mas é bem-vindo.
*
cadê aquele cabeça de prego do Gabriel?
ainda não é o caso, nem mesmo o dia. ainda bem.
pera aí: “ainda bem”?
obrigado, YouTube, por me permitir rever a abertura de “A usurpadora”, a melhor novela – mexicana ou brasileira – da história!
kevlarsjäl says: (13:19:33)
comprei uns cookies de canela
kevlarsjäl says: (13:19:45)
acabei de abrir o pacote e comer dois
kevlarsjäl says: (13:19:49)
tenho que te dizer: O COOKIE É BOM
Desde que concluí o curso, assisti talvez a três provas públicas em Direito. Tinham todas um elevado grau de exigência e de hostilidade. Mas o que me impressionou foi a latitude com que os arguentes fazem considerações estranhas ao mérito académico. Ouvi mesmo um deles em inaceitáveis graçolas politiqueiras, em vez de discutir questões jurídicas.
É por isso que acredito piamente que um candidato (a qualquer grau ou estatuto) possa ser chumbado ou prejudicado por razões políticas. Os académicos são geralmente uma cáfila da pior espécie, e quando se juntam egos desmedidos e mesquinhices ideológicas, vaidades e vinganças, então a universidade é simplesmente um tribunal arbitrário e injusto.
Pedro Mexia, mais uma vez tirando as palavras da minha boca.
não morri nem me converti ao cristianismo, mas hoje à noite estarei no paraíso, vendo o time da casa enfrentar o Botafogo. Goiânia, minha amada Goiânia: me aguarde.
camila says: (16:09:32)
minha faculdade so tem gente feia.. e sem classe e gosto
kevlarsjäl says: (16:09:35)
:/
camila says: (16:09:42)
eu fiquei com vergonha na minha colacao
camila says: (16:09:44)
juro
kevlarsjäl says: (16:09:50)
gente feia não rola. sou alérgico
camila says: (16:10:04)
pois eh passei 6 anos com minha rinite atacada hahaha
acabei de rever “Match point”, e vibrei (!!!) de novo (!!!) a cada vez em que o Chris não era pego pelo que fez. eis aqui umas rápidas divagações sobre o filme:
- a Emily Mortimer é uma “feia que é gata”, a exemplo da Kirsten Dunst, dentre outras. você até pensa em se envolver com alguém como ela no começo do filme;
- só no começo porque… bem, assim que aparece a Scarlett Johansson, match point para ela. você perdeu, está apaixonado. eu mesmo perdi;
- não é um filme muito Woody Allen? não é nada Woody Allen. é inglês, é psicótico de outro jeito que não o dele, tem algo que o Marcio depois colocou, creio eu que de forma inconsciente, em “Colorama”, a melhor canção do Sestine, ainda não gravada;
- é um filme onde se quer viver: conhecer aquelas pessoas, trabalhar e passear naqueles lugares, usar aquelas roupas, comer naqueles restaurantes, tirar aquelas férias. alguém?
fora isso, desliguei o reprodutor de DVD e coloquei na MTV. deparei-me, então, com a seguinte seqüência de clipes: “Lady Marmelade”, com as quatro assanhadas da trilha do “Moulin Rouge” (nota 7); “How soon is now”, dos Smiths (nota 1), “Starlight”, do Muse (9 pro clipe, 2 pra música, que é linda mas é cópia deles mesmos, então média 6), “Walkin’ in my shoes”, do Depeche Mode (fase ruim deles, nota 5) e…
e…
e…
aí a MTV passou o “To kill a dead man”, curta-metragem que o Portishead fez em 1993. lindo. doce. fatal. um beijo macio com gosto de cigarro. fiquei apaixonado. que oito minutos mais perfeitos, mon dieu. aí rolou Nine Inch Nails,, She Wants Revenge, Amy Winehouse… mas agora eu só quero saber de música eletrônica estilo Jovem Pan e de sertanejo, parei de mexer com essas porcarias todas – menos o Portishead, É CLARO. agora com licença, vou fazer minha seqüência Portishead – Babado Novo – Edson & Hudson – uma aspirina – minha cama. e boa segunda pra todos nós.
segundo o Rodrigo, corre na Bahia o boato de que o ACM morreu faz uns cinco dias, mas que estão segurando o anúncio oficial para esta segunda, que é feriado de indepedência da Bahia. tipo um Tancredo 2, sabem? é a prova de que, em vinte e dois anos de redemocratização o Brasil não aprendeu porra nenhuma…
(se o boato procede eu não sei. hoje veremos…)
desisti desse post. sei lá. pra que escrever mesmo? :)
final de semana improdutivo, acordando tarde, sem a resposta que eu queria e que só deve sair amanhã. medo? bastante. tenho bastante medo daquilo que não tenho motivo, e nenhum medo do que deveria ao menos tomar cuidado. aparentemente, há uma solução aparente.
tão aparente que não consigo ver.
tô indo dar um rolê com o Rollo e sua senhora. aquele abraço.
“o mundo é injusto. enquanto o CSS tá tocando na Europa, a gente tá aqui fazendo show pra uma galera que nem o segundo grau tem.”
João Paulo Gomes, durante apresentação de sua banda, a Nancy, ontem na Asa Sul.
Bernardo Carvalho nos apresenta uma ótima idéia sobre a região Nordeste. apoiado. começo sugerindo a incorporação de Sergipe pela Bahia e a aclamação de Rodrigo Lobo como governador da província, que será rebatizada como ele bem entender.
acabei de assistir “Match point”, depois de ver uma porcaria aí no Telecine Light. odeio admitir isso, mas é um belo filme. maldito Woody Allen.
*
e para agora, o que temos? os primeiros raios de sol
três revistas ainda por ler
o treino da Fórmula 1 às nove
mas acho que vou dormir. bom dia a todos.
não será preciso chegar aos quarenta anos para que me lembre de como é bom ter vinte e cinco.
estou feliz da vida
nunca fui assim
é o melhor momento que já vivi, disparado
e tomara que nunca acabe.
ela foi viajar. embarcou hoje. vai ficar duas semanas fora, pelo que sei. tentei ligar pra ela pra desejar boa viagem, mas não consegui: e ela vai viajar noite adentro e só chegar ao lugar das férias amanhã.
e eu já estou com saudades dela.
troquei o gesso hoje. dessa vez me deram um pós-moderno, menor, mal acabado e mais leve, que deixa meus dedos à mostra. penso em pintá-lo de lilás, com detalhes nas cores da bandeira de Gana (verde, vermelho e amarelo, burro) e em laranja. ainda não sei como vai ser, mas queria mesmo transformá-la em uma obra de arte. fico com ela por duas semanas, depois minha mão será imobilizada de outro jeito, como mencionei.
pode ser que tenha gente pensando que minha rotina é enfadonha. acordo meio-dia, penso no que vou comer e como. me arrumo para sair e fico no MSN tentando descobrir qual é a boa. daí dedico um tempo à juntada de documentos do caso e de umas outras coisas que preciso resolver. de vez em quando passo na XP Investimentos, para ver como estão meus papéis de ITSA4 e outros que andei comprando. bebo litros de Aquarius Fresh e refrigerante dietético. volto pra casa e espero pra fazer a boa da noite. estive em dois concertos e um jogo de futebol essa semana, e adorei. e cortei meu cabelo, voltando a ser gato.
paralelamente à recuperação da minha mão, estou um pouco preocupado com meu novo carro, que ainda não sei qual será mas, como disse, precisa ser doce como um beijo, espaçoso para caber meu ego e ainda não ser feio como o Corolla. mas tudo se resolve. e hoje, bora ver a Nancy no Gate’s e depois assistir a um filme água-com-açúcar de madrugada?
eu queria acreditar, do alto do meu ceticismo, que certas coisas são apenas coincidências, casos fortuitos, coisas inexpressivas. mas algo no meu coração quer negar isso, com todas as forças.
aí fode tudo.
é como derreter um iceberg.
mas deve valer a pena.
terça-feira, na abertura da Copa América, jogaram Venezuela versus Bolívia.
eu torci pra que os dois perdessem.
hoje estão jogando Argentina e Estados Unidos, no exato momento em que escrevo isso o juiz pôs termo ao primeiro tempo.
queria que os dois ganhassem.
(e sim, eu adorei o cupim mexicano ontem, vocês sabem da minha política patriótica: quando o futebol ganha, o Brasil perde)
nervos à flor da pele, que muda de cor. a respiração corre noutro ritmo, e em segundos sou sufocado… pelo excesso de ar. a pressão aumenta, o coração dispara: é tanto sangue nas veias que o gesso vai esourar – mas só depois do coração e da cabeça, nesta ordem. não é uma situação qualquer, é um banho de adrenalina. e daqui a pouco tem mais.
que esteja pra sair o documento papal permitindo a Missa Tridentina sem ressalvas não é surpresa. surpreendente mesmo é a notícia estar arquivada na parte “diversão”.
um minuto de silêncio pela morte do Bruno Tolentino. que, para além de um grande poeta e dono de opiniões sensatíssimas sobre política e cultura, faz(ia) anos no mesmo dia que eu.