mas hoje…

… é dia de lembrar do Álvaro de Campos, pseudônimo do Fernando Pessoa, e seu “Poema em linha reta”. em dois trechos específicos:

eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas

(…)

eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas

só. não vou nem falar do “estou farto de semideuses”. não estou. até porque os poucos semideuses com quem convivo não me dizem nada. deles estou farto, mas tenho consciência de que não são semideuses.

furacão

oi, tudo bem? estou de volta… e não fui nem capaz de dizer que estava indo a algum lugar.

desculpe. viajei com a patroa, fomos ao Peru no sábado retrasado e voltamos na madrugada de ontem. nove dias, bastante coisa pra contar, claro. vou retomar isso aqui e dar detalhes, vou falar de outras coisas também. do futuro e sei lá do que mais.

mas bem, lá vêm 45 dias de destruir qualquer um.

refrigerador

fiz uma pequena faxina no Google Reader, tirei algumas coisas que raramente lia – a maior parte delas, por ter se provado irrelevante. assinei achando que poderia ter alguma coisa legal ou que eu fosse precisar, o que raramente ocorreu, mas não foi o que vi.

foi a primeira vez que tirei coisas de lá, e foi bom. foi como arrumar a casa e jogar fora coisas físicas que não se usa mais.

*

jogar fora o que não se usa mais abre espaço para outras coisas: semana que vem tem projeto novo. estou com frio na barriga, o que é um pouco estranho – eu não tenho nada a perder, não deveria ser assim. mas tem coisas que a gente não controla. não sei o que isso vai me trazer no final, mas acredito em coisas boas a caminho.

*

acordei agora há pouco e liguei a tevê. passando pelos canais, deparei-me com o final de “Gatinhas e Gatões”, um daqueles filmes que, se não é arte, é obra-prima do entretenimento. infelizmente foi bem a cena final, aquela que toca essa música… quando estou à toa e me deparo com alguma reprise de filme do John Hughes, não consigo fazer outra coisa senão assistir até o final. vou atrás dos DVDs…

flor de sal

incrível como coisas aparentemente tão inocentes, vindas de lugares que às vezes você nem imagina que existem, podem te botar para baixo. incrível.

mas bem, o próximo post vai falar de coisa boa. vai falar da iogurteira Top Therm.

tabla

a melhor música do Tricky explica um pouco da minha relação com as provas que fiz ontem. é só trocar “record deal” por “concurso público”, o “I chill and I smoke herb” por “eu estudo e decoro coisas” e o “and when a record company drops me, that’s when I learn” por “e quando eu faço merda, a estabilidade me mantém no cargo”.

fácil. mas sabemos que essa realidade é irreal, num sentido mais amplo.

sumiu?

oi, ainda estou aqui. sinto falta de escrever aqui, mas outros fatores me puxam para longe do blógue – vocês sabem o que são. e talvez saibam que isso está perto de acabar: falta pouco, bem pouco. então torçam para que tudo dê certo e que na volta eu já esteja onde quero chegar.

busca

“no quinto set eu perdia por 4-2, [a parcial do sétimo game era] 30-15 com o [Rafael] Nadal sacando. o jogo estava quase perdido, eu já estava no limite das minhas forças… mas aí lembrei que o Nadal também estava na mesma situação… procurei mais um pouco de forças e achei… e deu para virar o jogo.”

isso aí quem disse foi o Novak Djokovic, depois da final do Aberto da Austrália desse ano. coloquei aí porque é uma situação pela qual estou passando, talvez mais alguém por aí também esteja. então força, galera. força.

balança

eu tinha nove metas a cumprir em 2011, e agora estou vendo como fui: quatro foram cumpridas integralmente, duas parcialmente e uma foi radicalmente descumprida até agosto; a partir de setembro, pelos problemas que isso me causou, cumpri-a radicalmente. e duas ficaram para trás – ou para frente, nesse caso. uma delas virou a meta número um, dois e três para o ano, e a outra não tem chances de acontecer em 2012.

mas só vou me detalhar nisso hoje à noite, ainda estou com muito sono.

parente

quatro anos atrás, como alguns aí podem se lembrar, conheci meu avô paterno, João. forte como um touro, e arredio ao convívio social como sempre foi ao longo da vida. é estranho lembrar que venho dele, já que nosso contato ao longo da vida foi tão pouco. essa semana voltei lá e o vi mais uma vez: ele viu meu tio entrando, olhou para mim e logo perguntou “quem é você?”.

e olha, ele não tem Alzheimer. estranho ouvir isso de um avô que não tem isso, mas é a vida. conversamos sobre o reboco do telhado, o papelão do Santos perante o Barcelona (ele também é santista), sobre Brasília, sobre o dedo quebrado dele – em um acidente durante a reforma da casa, e o dedo, inchado que só, não foi sequer imobilizado com aquelas tipoias metálicas. na saída, disse a ele que quero chegar à idade dele (86 anos completados em 1º de setembro último) com a mesma saúde, e ele assim desejou e me deu a bênção.

é, vô… o senhor é o tipo da pessoa sobre a qual não sei o que pensar.