uva

aproveitei o horário de almoço hoje para fazer supermercado, sem comprar as coisas facilmente perecíveis porque não estaria em casa antes das 17h30. já tinha terminado de pegar tudo, quando passei pela seção de vinhos do Carrefour da 402 Sul. os supermercados brasileiros não costumam ter vinhos de primeira, mas há exceções e umas coisas de custo x benefício interessante: e isso me levou a um Barbera da Fontanafredda, 2009, em promoção.

o preço dele normal, segundo a etiqueta, é de R$ 61,12. mas estava por R$ 29,90 – o que imagino que é o preço justo, já com a carga tributária, para um bom Barbera no Brasil. só havia uma garrafa na gôndola, e ela veio comigo. quando cheguei na Telerj, fui ver o preço em outros lugares… e na página do Pão de Açúcar pediam nada menos que R$ 106,89 por um Barbera Fontanafredda!

uns dois meses atrás eu tinha pego um Pinot Noir da Borgonha, da Pasquier Desvignes, pelos mesmos 29,90 – e ele hoje estava à venda por mais de R$ 60. comprar vinho a preço legal é difícil, mas não impossível.

tempos modernos

quando visitei a Grimey’s, loja de discos bem famosa em Nashville, saí de lá com quatro CDs, três deles para mim. dois eram de artistas locais, indicados por um dos vendedores, o Rodrigo (filho de bolivianos), mas não lembro dos nomes porque os discos ficaram na mala do Alexandre e não vieram comigo para o DF. o terceiro era o “Scott 4″, do gênio Scott Walker.

na loja vi diversos anúncios com dois favoritos do público atualmente: Jake Bugg e James Blake. ando mais interessado em ouvir música clássica do que qualquer outra coisa, mas um pouco (um pouco, um pouco) de pop nunca fez mal a ninguém, e pensei em levar os dois discos para casa. não levei, e estavam até baratos. fiquei uns dias pensando nisso, depois esqueci.

hoje lembrei disso e fui ao Youtube ouvir os dois artistas em questão. e me veio um alívio do tamanho de um bonde: são duas porcarias. economizei uns US$ 25, ou quase o que me custou uma garrafa de champanhe Nicolas Feuillatte em Nova Iorque.

Fairbanks

voltando ao Brasil no último domingo, a 1200km da família, não pude passar o Dia das Mães com a minha. na verdade, minha mãe tem uma floricultura, então o feriado é motivo de muito trabalho para ela. mas, evidentemente, sempre ligo e a felicito.

mas o que vai ficar da data em 2013 foi saber, pela minha irmã, que meu pai disse no almoço “esse é o primeiro dia das mães em que eu não ligo para a minha, nem passo com ela” (minha avó paterna morreu em 28/8 do ano passado). é claro que sei que a vida da gente é finita, mas é sempre horrível a sensação de não poder fazer nada, além de ouvir, por alguém que você ama quando fala alguma coisa dessas.

batente

uma foto dos bastidores do documentário que fui rodar na América com o Erick e o Alexandre, tirada do Instagram deste. à esquerda, entrevisto Royce Taylor, tenor que integrou os Imperials, banda de apoio de Elvis, o rei, na década de 1970.

bastidor

e o cara é fera demais. pensando bem, nós também somos :)

flattered

uma das maiores inseguranças que tenho na minha vida diz respeito ao meu inglês: acho que não falo nada, tenho pavor do meu sotaque e meu vocabulário é pífio. já contei aqui que uma vez um canadense elogiou meu inglês enquanto estávamos numa festa na Asa Norte e eu fiquei sentindo como se tivesse ganho o Nobel de Química.

nessa viagem para os EUA, que acabou ontem, recebi três elogios: o primeiro foi de um bêbado de Kansas City, na porta do bar do Morgan Freeman em Clarksdale; o segundo foi de uma dona de Washington D.C., na área externa do Howlin’ Wolf, pub dos mais famosos de Nova Orleães – ela estava sóbria e disse que havia passado anos no Chile, e que gostava de ouvir línguas estrangeiras e de saber de onde são as pessoas. o terceiro, também na Louisiana, foi no Kermit’s Treme Speakeasy, casa de jazz do grande Kermit Ruffins: uma tia de Cincinnati me deixou flattered pelo mesmo motivo.

mas eu continuo achando meu inglês um horror.

lição de hoje

sempre que uma BMW série 7 estacionar, cheque quem sai dela. às vezes pode ser um cara legal. tipo o que aconteceu comigo anteontem: estava em Clarksdale e o Morgan Freeman estacionou a dele na porta do bar. trocamos uma ideia, ele nos deu um depoimento… até foto rolou.

então estamos combinados: sempre que você vir BMW série 7, Mercedes-Benz classe S, Audi A8, Jaguar XJ, Range Rover Vogue e qualquer Bentley ou Rolls-Royce, veja quem é. pode rolar um papo legal.

atualidades

descobri, aqui na roça, a expressão “deita na BR”. é uma atualização sardônica do “se mata”, tradicional praga de desdém utilizada por todo o país. parece que dá nome a uma música dos Aviões do Forró, o que só dá mais graça ao termo. aliás, gostaria de dedicar “Deita na BR” ao Pedro, cujo twitter está cada vez pior.

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falando em graça, a justiça de Jersey condenou as empresas do brimo Maluf a devolver uns milhões para a prefeitura de SP. corri para o Youtube para procurar a performance do turco libanês anunciando o sapato 752, da Vulcabrás, um reclame clássico. e não tem: só tem a do Brizola anunciando o mesmo pisante.

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continuo levando a vida no esquema Suflair, descrito ontem. e tá bom demais.

mundano

agora há pouco lembrei de uma coisa bem banal e que me faz feliz: Suflair. adoro esse chocolate. minha mãe disse que a dieta dela durante minha gestação foi baseada nele, e talvez isso explique minha obsessão por chocolate. ultimamente, em meio a tantos amargos e ao leite importados que compro a preço bom, não tenho dado muita atenção ao Crunch e ao Suflair, os dois chocolates comuns que mais gosto. enfim, comi um Suflair inteiro e o dia pareceu bem mais gostoso.