Silent-Bob, um macho alfa? olha as benesses da fama…
Archives mensuelles: juin 2012
delírio
rapa
meu despertador está programado para tocar às 6h45 de segunda à quinta. nessa época do ano, em que dá mais vontade de ficar na cama mesmo depois do horário estourado, é difícil acordar de vez assim que o despertador toca. descobri, então, que tenho uma tecla snooze natural: o sino da igreja, que toca às 7h.
não preciso nem apertar botões, é só permanecer mais um pouco, ainda chapado de sono, e a paróquia se encarrega de me acordar. e o barulho é até mais simpático que a marimba do celular.
e mais
inspirado pela notícia divulgada no post abaixo e pelo prelúdio da crise por aqui, pensei em colocar um adesivo na Kim. já pensei em “É VELHA MAS TÁ QUITADA”, “É VELHA MAS TÁ COM A MANUTENÇÃO EM DIA” e também em “É VELHA MAS TEM ESTRELA”. será? hahahahahaha…
coitados…
funcionários públicos chineses tendo de vender seus Porsches por causa da crise. se isso não é um sinal de recessão (e o aumento da inadimplência de financiamentos por aqui, que chegou a um nível recorde), não sei o que pode ser.
coitados desses chineses, só que não.
só uma foto
encaixe
Rogério me mandou uma mensagem dizendo que o celular do estagiário da área dele toca “Sunday Bloody Sunday” em versão pagode. sugeri que da próxima vez que tocar ele chegue com um pandeiro e cantando “New Year’s Day”.
líquido
na sexta-feira, bebendo no Nations Bar antes de ir à Play com a patroae o Márcio, o barman dinamarquês colocou uma pequena quantidade de Aquavit, a cachaça de seu país, em um copo de shot, e me ofereceu.
tomei. provavelmente é o que acontece quando você engole um lança-chamas, tamanho o estrondo que te dá já na boca. é gostoso, mas não sei se é pra mim. tinha duas garrafas lá, e ele me disse, em inglês, que me escolheu uma das duas para servir uma dose porque é a que a avó dele mais gosta. e disse que seus conterrâneos bebem aquavit logo pela manhã, nos dias mais frios, para animar a sair da cama. povo maluco, hein?
gregário
hoje saiu no iG uma entrevista legal com o Léo Jaime, um cara legal. gostei bastante.
wtf
- Tomás me mandou um vídeo do brimo Maluf se arriscando no caraoquê: que interpretação. deixo para os distintos leitores me dizerem qual é o ponto mais baixo da trajetória do nosso turco octogenário preferido, se essa bela versão de Roberto e Erasmo ou se a aliança com o mal feita nesta semana, devidamente registrada;
- um grupo de extremistas egípcios alerta: comer tomates é cristão. por causa disso (e das baixas calorias), vou triplicar o consumo de tomates na minha dieta. ou então seguir o conselho do pessoal do Gotta Get Drunk First: bombardeá-los com sopa de tomates e bacon.
- meu time perdeu. jogou pior, parabéns ao adversário. da parte santista, deviam aprender a tocar a bola sem rifá-la na presença de uma marcação mais eficiente, como a de ontem: dando chutão daquele jeito, foi até milagroso chegar onde chegou na Libertadores;
- você é hipster e acha que o Moleskine ficou muito mainstream? tenta esse alemão aqui, menos gente tem e é mais difícil de achar.
novidade
umas fotos lindas da Armênia. será que tem algo para fazer lá? fiquei interessado…
bagagem
passagens para as férias compradas, o pacote será fechado amanhã (já está reservado). agora só falta as benditas férias chegarem.
cheguem logo, vai.
mesotenista
essa música está na minha cabeça há horas. e não dá mostras de que vá sair.
o quarto
esse é um post atrasado, que já devia ter ido ao ar há duas semanas, mas não deu. não consigo colocar fotos quando atualizo o blógue a partir da Telerj, como faço na maioria das vezes.
três semanas atrás fiz minha primeira viagem a trabalho desde 2008. não gosto disso, especialmente porque o valor das diárias acaba fazendo com que se pague para trabalhar, não compensando do ponto de vista financeiro. mas eu devia um favor ao Victor, que estava escalado para ir a São Paulo cobrir um evento, então me ofereci para substituí-lo. de quebra, isso colocaria meu nome de volta ao fim da fila da viagens, e eu poderia escapar de lugares que não quero conhecer – o que dá algo em torno de 95% do Brasil.
é, eu não tenho o menor interesse em conhecer o país, e não tenho problema com isso.
enfim, como iria à capital de SP, indo e voltando no mesmo dia, resolvi que pelo menos comeria bem. com uma certa antecedência, chequei se o chefe estaria lá e o chamei para comermos no D.O.M., aquele restaurante bacana que recentemente entrou na lista dos melhores do mundo (em quarto lugar, daí o nome do post). a página do D.O.M. não mostra de forma objetiva o cardápio, mas eu já sabia queo não teria tanto tempo para encarar com calma o menu degustação.
daí o Lúcio me falou que a casa também serve almoço executivo, a um preço bem razoável. no dia, então, decidimos optar por ele, e escolher uma sobremesa do menu “tradicional” do restaurante. o que encontramos foi isso aqui:
pães, de azeitona e de queijo, no couvert

coalhada e purê de batata batido com alho (mais um alho confitado por cima), também no couvert

salada verde e tomates, a entrada

as opções do almoço executivo são três: filé, frango e peixe. optamos pelo primeiro, que veio sob a forma dos três escalopes da foto abaixo. ao lado dele, uma banana (sim, isso à esquerda é uma banana)

qualquer que seja sua opção de carne, os acompanhamentos são os mesmos, servidos em panelinhas. aqui temos os feijões:

aqui, arroz, farofa, couve e uma batatinha (não sei dizer de que tipo, apenas que bem pequenininha e que, apesar de gostosinha, não estava à altura dos demais acompanhamentos)

montado, o prato do almoço executivo ficou assim:

e o que dizer? é muito gostoso. o filé veio num ponto perfeito, a couve e o arroz estavam deliciosos. dos feijões (sempre os dois são trazidos), o preto estava bom, mas o carioquinha estava MARAVILHOSO. com certa margem, o feijão mais gostoso que já comi na minha vida. na mesa à minha frente, uma família de japoneses (japas mesmo) comia alegremente o mesmo prato executivo, o que me deu a certeza de que trata-se de uma refeição perfeita para estrangeiros: mostra o prato típico do país, extremamente bem executado, e a um preço razoável (creio eu que ele, acompanhado da saladinha de entrada, sai a R$ 67).
na sobremesa, apelei ao menu convencional e pedi ravióli de banana com maracujá e sorbet de tangerina:

o ravióli não estava bom, mas o sorbet… meu Deus, que delírio. Lúcio foi de pirâmide de chocolate com calda de tamarindo, que tinha uma cara ótima (e que não fotografei). no final, conta de R$ 117, incluindo águas, serviço e tudo mais, bem abaixo do valor por um prato do menu convencional. que eu logo pretendo conhecer. essa primeira impressão foi bem interessante…
investimento
o valor de tabela da Kim subiu esse mês, e não foi pouco: R$ 3 mil. isso a despeito de o preço dos outros usados ter desmoronado com a mais recente queda do IPI.
hoje ela custa R$ 9 mil a mais do que paguei. como precisei de um motor novo, ficou elas por elas. no mesmo período, minhas ações despencaram, então a Kim se tornou meu melhor investimento ao longo do último ano – a despeito de carros, assim como imóveis, não serem investimento.
parece que é mais um sinal para eu desistir da venda dela, mas não vou me convencer tão fácil – nem de um lado nem de outro.
oxomemazina
vi alguns filmes nos últimos dias, nenhum que eu já tivesse visto. não sou cinéfilo, mas tem muita coisa que não vi e que quero conhecer. começou na quinta-feir, quando eu e a patroa assistimos “Deus da Carnificina”, esse filme do Roman Polanski que estreou recentemente. é bem legal, e pode ser descrito como “comédia tensa”: você não ri, mas é engraçado, e ao mesmo tempo aquilo não te deixa desconcentrar ou te dá algum alívio.
na saída, um jornalista do Correio Braziliense nos abordou e quis saber das nossas impressões do filme. falamos, e ao que parece isso será publicado na edição de hoje do jornal. enquanto a Lu dizia o que achou, ela lembrou de “O anjo exterminador”, filme surrealista de 1962 no qual o Luís Buñuel se vale de um mesmo ambiente para desenvolver sua história. ela já o tinha visto mas eu não, então no sábado passamos na Cult Vídeo da 204 Sul e o alugamos. junto com ele vieram “Um conto chinês”, filme argentino que perdemos quando passou por aqui, “Mamute”, um francês que fora recomendado por uma amiga da Lu, e “Viver a vida”, o clássico do Godard que ainda não vi (vergonha).
sobre os alugados: “O anjo exterminador” é delicioso, também uma comédia tensa que não te deixa respirar. bom demais; “Um conto chinês” é leve, despretensioso, transforma uns absurdos numa história gostosa e fala de sentimentos como nunca vai rolar num filme brasileiro; e “Mamute” é uma chatice que não vale a locação nem uma eventual assistida na TV paga. esquece, tem coisa muito melhor nos antigos domínios de Luís XIV.
pesadelo
está chegando ao fim aquela que parece ser a pior semana da minha vida. ela teve uma parte boa, mas todo o resto conseguiu me derrubar.
o duro é que a semana que vem, ao menos até agora, não parece que vai ser melhor.
lá longe
alguém lá fora me entende: obrigado, Economist.
vagaroso
trinta minutos para ir da Telerj até em casa, num percurso de seis quilômetros?
não, Brasília, assim não dá.
não dá…
tartan
aproveitei o feriado para botar em dia uma de minhas obrigações: visitar a família em Deprelândia, Alabama. não levei o computador, por isso não atualizei isso aqui.
visitar Deprelândia torna-se bem mais tolerável no frio, já que no calor o relevo do vale não deixa dissipar o calor. vou escrever mais sobre esses dias. e ainda estou devendo posts sobre antes disso…
luxo
Mônaco: o único lugar em que o BMW série 7 é o carro mais vendido, há dois Porsches no top 10 e o top 20 ainda conta com Range Rover e… Bentley Continental.
coisas que eu nunca te disse #98
to be nobody but yourself in a world which is doing its best, night and day, to make you everybody else means to fight the hardest battle which any human being can fight, and never stop fighting.
(e.e. cummings, 1955. visto na capa de um caderno)
overdose de canjica
como disse ontem, esse foi um final de semana de festas juninas. coisa que só fui dar valor aqui em Brasília, já que a vida em Deprelândia é uma festa junina sem a festa. portanto, sem a canjica, que é a melhor parte da história.
dispostos a enchermos as panças com todo aquele rango servido nessas comemorações, a patroa e eu fomos, já na sexta-feira, atrás da festa junina da minha paróquia, a de Nossa Senhora de Guadalupe. infelizmente, na sexta-feira eu cheguei tarde de São Paulo (já conto isso melhor), coisa de 23:30, hora em que a festinha já estava no final. sem chance de canjica, fomos comer naquele trailer de lanches da 409 Norte, que não estava grande coisa. pena.
no dia seguinte, além de voltarmos na paróquia de N.S. de Guadalupe, ainda havia a festinha da paróquia de S. Pedro de Alcântara, na QI 9 do Lago Sul. depois de almoçar dentro dos ditames da dieta, à noite a coisa mudou: pastel de queijo, cachorro-quente e a primeira canjica do ano, de amendoim, na festa asasulina. tudo bem gostoso, comfort food típica e sazonal. também estava com vontade de comer galinhada, mas como teríamos outro compromisso mais à noite não me arrisquei a traçar o arroz galináceo.
antes de sair para essa reunião, passamos na festa junina da igreja de S. Pedro de Alcântara. a patroa queria um espetinho de salsichão, mas cruelmente ele já tinha acabado. contentamo-nos com um de filé, e depois tomamos um chocolate quente na medida: suave, quentinho, espesso ma non troppo.
no dia seguinte, fomos à festa junina do Nosso Lar, orfanato que fica atrás da Brasília Motors, concessionária Mercedes-Benz no DF. deu para ver uns usados, como uma W211 e uma W220, mas o que interessava mesmo era comer bem, e foi o que fizemos: pastel, cachorro quente, galinhada (finalmente!), esfihas (!!!), brigadeiro de colher (!!!) e… mais canjica. desta vez, de côco. e desta vez, a melhor canjica da minha vida.
sério, que canjica. uma pena que só tomei uma xícara, deveria ter pego pelo menos mais uma. festa junina é essencialmente legal por isso: você participa de algo beneficente, come bem e paga barato. quando tem uma canjica dessas, então, não precisa nem do resto. e o mês de junho só está começando…
ingresso
a patroa e eu vimos dois filmes na semana passada. quarta-feira foi “O Exótico Hotel Marigold”, uma historinha leve sobre aposentados ingleses buscando alguma juventude num hotel caindo aos pedaços na Índia. não provoca risadas, mas te faz bem por ser um daqueles filmes-entretenimento, e ao mesmo tempo você se lembra que um dia vai ser assim, lembra do Pulp e sua “Help the aged”, essas coisas. se o ingresso estiver barato ou se não tiver mais nada pra fazer, vale a pena. como conseguimos os ingressos pelo cartão fidelidade do Marietta que ela tem, ótimo.
no sábado assistimos no cinema do Liberty Mall “À espera de turistas”, filme alemão de 2007 sobre um rapaz que vai prestar serviço civil no campo de Auschwitz, e lá encara a dura realidade de ser teutônico num lugar cheio de más lembranças de seus conterrâneos. é legal, embora eu na hora tenha achado o filme meio incompleto e agora já vejo que não é bem assim. mas, assim como o “Marigold” acima, é um filme nota 6, nada que vá mudar sua vida.
mas era um fim de semana cheio de festinhas juninas, sabe? pois é, já conto… :)



