saiu uma matéria legal no Estadão sobre alimentos britânicos encontráveis no Brasil. o gancho, claro, é o jubileu da rainha, e me deu vontade de ir atrás dos biscoitos.
Archives mensuelles: mai 2012
toma lá
depois de começar a beber café para rebater meu lado Peppermint Patty e não ficar com sono quando não posso, achei que as coisas estivessem melhorando. estão, mas aí hoje me veio um sono pesado, que raramente sinto durante o dia.
desci pelas escadas até a portaria da Telerj (trabalho no terceiro andar) e dei uma volta ao redor do prédio, tentando me sentir mais acordado e concentrado. nada. respirei fundo, desci até o subsolo, e nada.
daí resolvi subir a escadaria de emergência do subsolo até o décimo-primeiro andar. sem correr. mesmo assim, e mesmo com algum preparo físico, cheguei lá em cima moído, a ponto de não aguentar descer pelas escadas e recorrer ao elevador logo ao lado. voltei à minha baia ofegando e com o coração disparado, mas foi uma boa descarga hormonal no meu corpo. tomei um copo de água, o segundo café do dia e então as coisas melhoraram.
apresentação
(achado pela patroa)
nananina
sem chance, molambada: o nome Itaquerão já é realidade.
percussão
pedir para ter uma quarta-feira tranquila é perder a cabeça. mesmo assim, é o que vou tentar hoje.
pazuzu
hoje teve depoimento do senador Torres, e eu estava no Senado bem na hora em que todos se acotovelavam para ouvir o que o ilustre goiano, de quem eu era fã, tinha a dizer. fiquei na sala do lado, onde seria a reunião do meu interesse, e que provavelmente não aconteceria. ela demorou tanto que o pessoal responsável pela sala botou num telão o depoimento do Torres, ainda que nem todos quisessem ver – eu, por exemplo. quero que ele seja cassado e processado pelo que fez, claro, mas é curioso sentir um pouco de remorso pela pessoa dele. nenhum pelo senador, evidentemente. do pouco que vi no meio do monte de gente que se espremia na sala, o goiano parecia morto.
não deve ser fácil ser o inimigo público número um.
média
não gosto de tomar café no trabalho. alguns dos meus colegas mal trabalham e passam o dia esperando as horas em que um garçom passa servindo café, e ficam numa punhetação de saudar o cara, ou seja: eles só largam o Facebook para tomar café. mas ultimamente as minhas horas de sono não têm sido suficientes para aguentar o tranco, então vi-me obrigado a buscar auxílio para ficar acordado. e o café tem dado certo: não evita que eu sinta sono em algumas horas do dia, mas sem ele eu provavelmente teria desabado ontem e hoje.
conclusão imediata, que aliás eu já sabia: o inferno não é o café, o inferno são os outros (como dizia o cretino do Sartre).
morada
Sem ninguém perceber, jovem mora por dois meses em sede de empresa
Um jovem de 19 anos morou por dois meses dentro da sede da AOL, na cidade de Palo Alto, na Califórnia, para economizar dinheiro e fundar sua própria empresa, segundo reportagem do site “Mashable”.
O detalhe é que ele não era funcionário da companhia e estava usando computadores, área de alimentação, banheiros e até a academia para economizar dinheiro. Ele dormia em sofás e em salas de reunião.
A reportagem afirma que Eric Simons, usando todos os recursos da AOL, gastava cerca de US$ 30 por mês, algo em torno de R$ 60, de acordo com a cotação do dólar nesta segunda-feira (28). Durante todo este tempo, ninguém teria percebido a presença de Simons no ambiente da empresa.
Simons, embora não fosse funcionário da AOL, foi parte de um projeto de incubação de empresas chamado “Imagine K12″ e, por conta disso, ganhou acesso ao prédio da companhia. Após 2 meses, um superior descobriu o que o jovem estava fazendo e o expulsou da sede da AOL, afirma o “Mashable”.
delírio puro
acabei de voltar do melhor show do ano.
Criolo? não. Galinha Preta. isso é que é banda. e o saco plástico é a nova bomba nuclear.
on fire
eu já sabia que para ser grande é preciso trabalhar para caramba, e se preparar para isso.
chegou a hora de arregaçar as mangas e arriscar. fazer da melhor forma possível, ir atrás, tentar.
trolalá
ainda estamos em maio, mas o Bruno mandou para mim uma possível ganhadora do prêmio “música brasileira do ano”: Indiretas já, do Marcelo Adnet. vejam o vídeo e tentem lembrar de todas as referências (muitas delas já mencionadas nos comentários). é muito boa. e esse humor fino, então… Chico Anysio deve estar sorrindo em algum lugar.
vasilhame
garrafa PET deixa moradores de Deprelândia na pior. as notícias de lá ficam tão pitorescas quando analisadas à distância…
boas novas
- a BBC vai lançar um canal no Brasil com alta definição e conteúdo de entretenimento, incluindo séries e… Top Gear;
- a Mazda vai construir para a Alfa Romeo um roadster em cima da plataforma do MX-5, mas com desenho e motores próprios. vai ser o melhor de dois mundos: qualidade japonesa, desenho e acabamento italianos;
- surgiu mais um boato de que a H&M vem para o Brasil, o que vai facilitar bastante minhas compras de roupa de baixo, hahaha…
galináceo
Vivemos numa geração meio mariquinha, todo mundo diz: “Vamos lidar psicologicamente com isso?” Naquela época, você simplesmente sentava o pau e resolvia na porrada. Mesmo que o cara fosse mais velho e fortão, pelo menos você era respeitado por encarar a briga, e te deixavam em paz.
Não sei se dá para dizer exatamente quando começou essa geração mariquinha. Talvez tenha sido quando as pessoas começaram a se perguntar sobre o sentido da vida.
Clint Eastwood, denunciando os coxinhas. (via Yuri)
curaprox
tenho um problema ortodôntico: sofro de oclusão, o que força a lateral de minha arcada dentária para dentro. o melhor jeito de resolver isso seria usando aparelho, mas me recuso a passar pelo menos dois anos (previsão da dra. Jacira) com isso na boca, acho que não faria bem à minha honra.
diante da recusa, o jeito é monitorar isso a cada seis meses, e agora a dra. Jacira me apresentou à melhor escova de dentes que já usei na vida: chama-se Curaprox, modelo 5460. ela é macia mas não entorta, por ter as cerdas mais baixas, e a sensação de limpeza é muito maior. melhor ainda, ela não força minha oclusão.
não custa barato, mas também não custa caro… e, para quem gosta de coisas importadas, é feita na Suíça. sério. não tem uma escova que chegue aos pés dessa Curaprox.
(atualização: até loja fashion tá vendendo essa escova, pqp)
heavy metal
estou assistindo no Discovery Science um campeonato de lançamento de bigornas.
sim, é isso mesmo: enchem as bigornas de pólvora e detonam, disparando-as para o alto. é o esporte mais legal que descobri desde o curling. é lindo. esse tio aqui mandou a bigorna a mais de 60 metros de altura, e ela caiu pertinho de onde foi lançada (você ganha 1 ponto para cada pé que a bigorna subiu e perde 3 para cada pé de distância da queda em relação ao lançamento). é fabuloso.
os ingleses acharam bizarro, mas o mais provável é que, se eu visse um disparo de bigorna ao vivo, caísse na gargalhada, já que adoro explosões. para que se tenha uma ideia da precisão da coisa, tem gente que fez em CAD a base para as bigornas, e que usa um macaco hidráulico para enchê-las de pólvora. magnífico é pouco.
nomes
“One Day”, aquele livro (nota 7) do David Nicholls que virou um filme que dizem que é nota zero, também é o nome de uma música do Verve, de 1997. ela é linda e é a música que mais me faz chorar, mas ela também é a música certa para o momento:
pitanga
comprei umas polpas de fruta congelada para misturar meu suplemento (não, ainda não desisti de ser um playboyzinho bombadão) e, no meio delas, peguei uma de acerola. quando fui tomá-la, agora há pouco, lembrei do boom da fruta no país, lá por 1996: naquela época, o país funcionava à base de frango, acerola, É o Tchan e o novo VW Gol. todas as lanchonetes de Deprelândia portavam avisos de “temos acerola”, a Maguary colocou no mercado um concentrado de suco nesse sabor e a tevê lembrava que acerolas possuíam “80 vezes mais vitamina C que a laranja”.
lembro que foi o suficiente para que eu tivesse uma overdose de acerola. fiquei muito tempo sem tomar suco disso, até que hoje, meramente para variar os sucos que tomo, peguei um de acerola. não foi ruim, mas não foi fantástico. uns anos depois veio o boom do açaí, só que foi mais restrito: com o valor calórico lá em cima e a forma preferencial de ingestão sendo aquele creme espesso batido com guaraná e servido com banana e granola, não tinha como se proliferar como a acerola naquele primeiro governo FHC, sem contar que é mais caro.
casaco
umas fotos bonitas da Primeira Guerra Mundial. guerra nunca é bonita ou romântica (apesar de muitas vezes necessária), mas tem alguma coisa nessa época, talvez a estética, que me atrai.
sublime
“quem não tem dinheiro é primo primeiro de um cachorro”. essa frase, que ouvi hoje, é fantástica. e está em uma música do cantor neosertanejo Israel Novaes, “Vem ni mim Dodge Ram”.
cuma?
daí acho um texto sobre um concurso de baguetes em Paris e me deparo com isso:
Além de ganhar um prêmio de quatro mil euros, Maugieux ainda tem a honra de fornecer por um ano baguettes para o Élysée Palace, a residência oficial do presidente francês, no caso, o socialista François Hollande, que esmagou Nicolas Sarkozy em uma das eleições mais disputadas que o Grande Hexágono, como é chamada la France, já viu em sua história.
pera aí, o Hollande “esmagou Sarkozy em uma das eleições mais disputadas”? que esquizofrenia é essa? gente, uma coisa ou outra. não dá para comer a baguete e admirá-la ao mesmo tempo.
aposto
eu vejo o aposto “blogueiro” definindo alguém com 41 anos no jornal e me bate vergonha alheia. mais alguém aí sente isso?
centro-oeste
mais uma razão para amar Goiás. sem mais.
esplêndido
uma senhora de 101 anos que ainda dirige e tem um mesmo carro, um Packard 740, há 63 anos – dentre outras belezas. caraca, que fera.
boiola
daí, durante o jogo da molambada, o narrador e o comentarista da Fox Sports começaram a discutir a moda de uniformes coloridos para goleiros. e o comentarista soltou uma frase que, fora do contexto, seria bem suspeita: “se o cara agarrar bem, não importa a cor da camisa”.
como diria Ronnie Von, “significa”.
