toma lá

depois de começar a beber café para rebater meu lado Peppermint Patty e não ficar com sono quando não posso, achei que as coisas estivessem melhorando. estão, mas aí hoje me veio um sono pesado, que raramente sinto durante o dia.

desci pelas escadas até a portaria da Telerj (trabalho no terceiro andar) e dei uma volta ao redor do prédio, tentando me sentir mais acordado e concentrado. nada. respirei fundo, desci até o subsolo, e nada.

daí resolvi subir a escadaria de emergência do subsolo até o décimo-primeiro andar. sem correr. mesmo assim, e mesmo com algum preparo físico, cheguei lá em cima moído, a ponto de não aguentar descer pelas escadas e recorrer ao elevador logo ao lado. voltei à minha baia ofegando e com o coração disparado, mas foi uma boa descarga hormonal no meu corpo. tomei um copo de água, o segundo café do dia e então as coisas melhoraram.

pazuzu

hoje teve depoimento do senador Torres, e eu estava no Senado bem na hora em que todos se acotovelavam para ouvir o que o ilustre goiano, de quem eu era fã, tinha a dizer. fiquei na sala do lado, onde seria a reunião do meu interesse, e que provavelmente não aconteceria. ela demorou tanto que o pessoal responsável pela sala botou num telão o depoimento do Torres, ainda que nem todos quisessem ver – eu, por exemplo. quero que ele seja cassado e processado pelo que fez, claro, mas é curioso sentir um pouco de remorso pela pessoa dele. nenhum pelo senador, evidentemente. do pouco que vi no meio do monte de gente que se espremia na sala, o goiano parecia morto.

não deve ser fácil ser o inimigo público número um.

média

não gosto de tomar café no trabalho. alguns dos meus colegas mal trabalham e passam o dia esperando as horas em que um garçom passa servindo café, e ficam numa punhetação de saudar o cara, ou seja: eles só largam o Facebook para tomar café. mas ultimamente as minhas horas de sono não têm sido suficientes para aguentar o tranco, então vi-me obrigado a buscar auxílio para ficar acordado. e o café tem dado certo: não evita que eu sinta sono em algumas horas do dia, mas sem ele eu provavelmente teria desabado ontem e hoje.

conclusão imediata, que aliás eu já sabia: o inferno não é o café, o inferno são os outros (como dizia o cretino do Sartre).

morada

Sem ninguém perceber, jovem mora por dois meses em sede de empresa

Um jovem de 19 anos morou por dois meses dentro da sede da AOL, na cidade de Palo Alto, na Califórnia, para economizar dinheiro e fundar sua própria empresa, segundo reportagem do site “Mashable”.

O detalhe é que ele não era funcionário da companhia e estava usando computadores, área de alimentação, banheiros e até a academia para economizar dinheiro. Ele dormia em sofás e em salas de reunião.

A reportagem afirma que Eric Simons, usando todos os recursos da AOL, gastava cerca de US$ 30 por mês, algo em torno de R$ 60, de acordo com a cotação do dólar nesta segunda-feira (28). Durante todo este tempo, ninguém teria percebido a presença de Simons no ambiente da empresa.

Simons, embora não fosse funcionário da AOL, foi parte de um projeto de incubação de empresas chamado “Imagine K12″ e, por conta disso, ganhou acesso ao prédio da companhia. Após 2 meses, um superior descobriu o que o jovem estava fazendo e o expulsou da sede da AOL, afirma o “Mashable”.

boas novas

- a BBC vai lançar um canal no Brasil com alta definição e conteúdo de entretenimento, incluindo séries e… Top Gear;
- a Mazda vai construir para a Alfa Romeo um roadster em cima da plataforma do MX-5, mas com desenho e motores próprios. vai ser o melhor de dois mundos: qualidade japonesa, desenho e acabamento italianos;
- surgiu mais um boato de que a H&M vem para o Brasil, o que vai facilitar bastante minhas compras de roupa de baixo, hahaha…

galináceo

Vivemos numa geração meio mariquinha, todo mundo diz: “Vamos lidar psicologicamente com isso?” Naquela época, você simplesmente sentava o pau e resolvia na porrada. Mesmo que o cara fosse mais velho e fortão, pelo menos você era respeitado por encarar a briga, e te deixavam em paz.

Não sei se dá para dizer exatamente quando começou essa geração mariquinha. Talvez tenha sido quando as pessoas começaram a se perguntar sobre o sentido da vida.

Clint Eastwood, denunciando os coxinhas. (via Yuri)

curaprox

tenho um problema ortodôntico: sofro de oclusão, o que força a lateral de minha arcada dentária para dentro. o melhor jeito de resolver isso seria usando aparelho, mas me recuso a passar pelo menos dois anos (previsão da dra. Jacira) com isso na boca, acho que não faria bem à minha honra.

diante da recusa, o jeito é monitorar isso a cada seis meses, e agora a dra. Jacira me apresentou à melhor escova de dentes que já usei na vida: chama-se Curaprox, modelo 5460. ela é macia mas não entorta, por ter as cerdas mais baixas, e a sensação de limpeza é muito maior. melhor ainda, ela não força minha oclusão.

não custa barato, mas também não custa caro… e, para quem gosta de coisas importadas, é feita na Suíça. sério. não tem uma escova que chegue aos pés dessa Curaprox.

(atualização: até loja fashion tá vendendo essa escova, pqp)

heavy metal

estou assistindo no Discovery Science um campeonato de lançamento de bigornas.

sim, é isso mesmo: enchem as bigornas de pólvora e detonam, disparando-as para o alto. é o esporte mais legal que descobri desde o curling. é lindo. esse tio aqui mandou a bigorna a mais de 60 metros de altura, e ela caiu pertinho de onde foi lançada (você ganha 1 ponto para cada pé que a bigorna subiu e perde 3 para cada pé de distância da queda em relação ao lançamento). é fabuloso.

os ingleses acharam bizarro, mas o mais provável é que, se eu visse um disparo de bigorna ao vivo, caísse na gargalhada, já que adoro explosões. para que se tenha uma ideia da precisão da coisa, tem gente que fez em CAD a base para as bigornas, e que usa um macaco hidráulico para enchê-las de pólvora. magnífico é pouco.

nomes

“One Day”, aquele livro (nota 7) do David Nicholls que virou um filme que dizem que é nota zero, também é o nome de uma música do Verve, de 1997. ela é linda e é a música que mais me faz chorar, mas ela também é a música certa para o momento:

pitanga

comprei umas polpas de fruta congelada para misturar meu suplemento (não, ainda não desisti de ser um playboyzinho bombadão) e, no meio delas, peguei uma de acerola. quando fui tomá-la, agora há pouco, lembrei do boom da fruta no país, lá por 1996: naquela época, o país funcionava à base de frango, acerola, É o Tchan e o novo VW Gol. todas as lanchonetes de Deprelândia portavam avisos de “temos acerola”, a Maguary colocou no mercado um concentrado de suco nesse sabor e a tevê lembrava que acerolas possuíam “80 vezes mais vitamina C que a laranja”.

lembro que foi o suficiente para que eu tivesse uma overdose de acerola. fiquei muito tempo sem tomar suco disso, até que hoje, meramente para variar os sucos que tomo, peguei um de acerola. não foi ruim, mas não foi fantástico. uns anos depois veio o boom do açaí, só que foi mais restrito: com o valor calórico lá em cima e a forma preferencial de ingestão sendo aquele creme espesso batido com guaraná e servido com banana e granola, não tinha como se proliferar como a acerola naquele primeiro governo FHC, sem contar que é mais caro.

cuma?

daí acho um texto sobre um concurso de baguetes em Paris e me deparo com isso:

Além de ganhar um prêmio de quatro mil euros, Maugieux ainda tem a honra de fornecer por um ano baguettes para o Élysée Palace, a residência oficial do presidente francês, no caso, o socialista François Hollande, que esmagou Nicolas Sarkozy em uma das eleições mais disputadas que o Grande Hexágono, como é chamada la France, já viu em sua história.

pera aí, o Hollande “esmagou Sarkozy em uma das eleições mais disputadas”? que esquizofrenia é essa? gente, uma coisa ou outra. não dá para comer a baguete e admirá-la ao mesmo tempo.

boiola

daí, durante o jogo da molambada, o narrador e o comentarista da Fox Sports começaram a discutir a moda de uniformes coloridos para goleiros. e o comentarista soltou uma frase que, fora do contexto, seria bem suspeita: “se o cara agarrar bem, não importa a cor da camisa”.

como diria Ronnie Von, “significa”.