cautela

de olho em fazer turismo na terra dos jutos, o recém-bacalhoado Rogério enviou um email ao Partido Popular Dinamarquês se eles têm algo contra o turismo de brasileiros por lá. obteve como resposta um “The Danish People’s Party have nothing against foreigners going to Denmark on tourist visas”.

tá aí, galera. joguem-se nas planícies do país.

chabu

com apenas um ano e meio de uso, minha tevê deu problema. a garantia era de um ano, então vou ter de pagar do meu bolso. fico apenas um pouco mais aliviado porque a assistência técnica autorizada fica na minha quadra e não terei de levá-la a um lugar distante como o mundo de Marlboro.

aleatório

a cada vez que alguém se refere ao Vinícius de Moraes como “poetinha”, Deus mata um gatinho. da minha parte, sinto um nojo físico por algo aparentemente tão banal.

existem outros casos que me deixam assim, tipo a palavra “folião” em qualquer contexto. ainda vou fazer uma lista e publicar aqui.

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cadê o Ivens? faz séculos que não falo com ele ou tenho notícias, salvo da vez em que o Craudio disse que ele está magro e mandando bem na dieta. será que vou ter de publicar um post falando bem do Renato Russo para que o Ivens, indignado, apareça? espero não ser preciso apelar a tanto.

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percorrendo os canais da TV, parei por acidente no Viva, que pouco assisto, e estava passando “TV Pirata”, um clássico da minha infância (junto com ouvir rock brasileiro no meu radinho Broksonic antes de dormir, queijo quente com manteiga por fora, Super Mario etc). fez-me um bem ouvir o tema de abertura do programa no final, e eu ainda o sabia quase todo! só não lembrava da parte do “se você não quer dar, empresta!”

aliás, quem canta é o Marcelo Madureira, não? lembro que ele canta “Mobral”, melhor música do primeiro disco do Casseta & Planeta (quem declama o poema da abertura é o Hubert).

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falando em TV: estou querendo pegar o pacote Europa para assistir à RAI, na esperança de melhorar um pouco meu italiano. pergunto: vale a pena morrer com R$ 10 para tê-la? a TV5 francesa, a Deutsche Welle e a SIC lusa vêm junto, mas provavelmente eu ficaria só vendo a RAI, dessas todas…

fora

cancelei meu pacote de canais Telecine dentro da Net. ultimamente só tenho ligado a tevê para ver esportes e “South Park”, e sempre que passo por esses canais de filmes da Globosat eles estão passando uma película ruim. quer dizer, do ruim ao pavoroso, com boas doses de ausência de graça no meio. e me cobravam R$ 40 para serem sem graça. melhor ir duas vezes ao cinema com essa grana, todo mês – exceto, claro, no ParkShopping.

what else?

But the most important thing that happened to me at that age was meeting the girl who I wanted to be with, and who is still with me to this day, Angie. When we met in ’79, I was just 15, she was 14. My hormones were not so much of a distraction because Angie and I went full-time straight away. She wanted me to be who I wanted to be and she wanted to be with me to do that. And she was like, “Hey, I like Johnny Thunders and Iggy Pop and the good bits of the Rolling Stones a lot.” Of course we’re still together! I’m not an idiot.

Johnny Marr, mostrando quem é, hoje, o único lado inteligente da parceria mágica dos Smiths. (via Gabriel)

sinusite

parece que é isso o que tenho. a nuca dói forte quando espirro, sinto-me todo entupido, a baixa imunidade me cansa por qualquer besteira. duro é ver a despensa vazia e não conseguir sair de casa para fazer compras e, de quebra, passar o dia ouvindo o martelo da reforma no apartamento de cima.

ligeiro

o Neymar passou um tempão me enchendo o saco porque queria um carro novo. decidi fazer uma aposta, achando que ele não iria cumprir. se Neymar fosse artilheiro, campeão sul-americano sub-20 e fizesse dois gols na final, ele, que já guiava um Volvo XC60, ganharia um Porsche Panamera turbo. depois que ele fez o primeiro gol contra o Uruguai, torci para que parasse por aí. não teve jeito, o moleque fez o segundo gol e ainda tirou um sarro na comemoração.

Neymar da Silva Santos, o pai, falando do filho.

Gatorade

você sabe que a malhação foi pesada quando chega em casa, depois de uma hora apanhando, e só tem energia para tomar um banho e comer duas bananas. fazer a barba, coisa tão simples, torna-se complexo demais e você deixa para depois do almoço.

suburbano

esperando para passar as compras no caixa do Super Maia, deparo-me com a seguinte capa de revista:

é tendência

uma suruba que é hype: em que sentido? no inglês, que diz que é muito falatório por nada, ou no brasileiro, que diz que é tendência? em qualquer um dos dois é assustador.

daí, embaixo, uma outra chamada: “você nunca está feliz? entenda o porquê”. não comprei a revista, mas não me surpreenderia se lá dentro houver um texto que atribui a infelicidade suburbana de quem leu à falta de uma suruba hype na vida. cruz-credo…

hula-hula

outra excelente higiene mental, que até pessoas que não dirigem reconhecem, é exatamente essa: pegar o carro e dar umas voltas.

duas semanas atrás, a Kim começou a apresentar problema na partida. a ignição só completava quando a bandida queria, e fiquei duas vezes na mão por causa disso. a explicação do moço do auto-socorro enviado pela seguradora foi confirmada pela Clínica do Carro: era hora de trocar o sensor de rotação.

sensor trocado, precisei fazer uns testes assim que o carro saiu da oficina, na manhã do sábado. ligou todas as vezes, tanto com o motor frio quanto quente, em todos os intervalos de tempo em que requeri. perfeito. com o tanque cheio de gasolina Pódium (eu boicoto a Petrobras, mas resolvi fazer um teste com ela por querer saber seus efeitos práticos), dei a volta do Lago Norte para o Lago Sul. no final de uma reta, cravei a maior velocidade que já atingi com a Kim: 105,6 milhas por hora. ainda abaixo das 125 mph que atingi com o Civic do meu pai na Dutra, dois anos atrás, mas uma marca respeitável – ainda mais porque a reta com a Kim era consideravelmente menor e mais estreita.

podia ter ido até umas 110 milhas, na real: o carro estava impassível, sem tremer (ao contrário do Honda, que a partir das 105 milhas samba na sua mão). mas aí a prudência e uma leve paúra ao me aproximar do fim da reta falaram mais alto.

tosco

uma das coisas mais gostosas da vida é, depois de um dia cheio, chegar em casa, tomar um banho e encontrar um jogo de futebol tosco para assistir.

já devo ter comentado isso por aqui, e vale qualquer coisa: série B do Campeonato Brasileiro, jogo entre times menores do Campeonato Carioca (isso inclui o Botafogo), partidas da Libertadores entre gringos (como o Vélez Sarsfield vs Defensor que estou vendo agora) etc.

é uma excelente higiene mental.

palmeira

essa música aqui tem um ritmo fantástico, inacreditável:

sentiram a tropicalidade? eu tô de queixo caído. para quem quiser um áudio melhor, mas sem as boas vibrações de uma transmissão antiga da RFO (não tão antiga… circa 1995) com as havaianas do Taiti dançando, tem aqui.

caramba, alguém traga esses caras para cantar no “Viola, minha viola”.

ali

de uns tempos pra cá começaram a proliferar na internet aqueles blogs de gastronomia. aqui em Brasília, por exemplo, rolam deles a balde. todos vão a lugares finos, poucos se arriscam a falar mal e, quando falam, costuma ser do serviço. hoje eu estava em casa e precisava almoçar, então calcei meus chinelos e fui para a comercial da 111/2 Sul ver o que achava.

tem um restaurante por quilo no alto da comercial da 12 que eu já fui uma vez, mas achei a comida extremamente sem graça. como carne de sol, que tem na 111, está fora da minha dieta, decidi percorrer a comercial toda até achar algum outro lugar para comer, e achei: é um restaurante por quilo chamado A Caseira, na 112. comida caseira, tempero gostoso, sem exageros. poucas opções de salada, mas pelo menos os tomates não precisam receber intervenção para ter gosto. completei a salada com couve-flor (que pedia a pimenta ali de cima), alface e vagem. de carne, peguei uma fatia de lagarto e umas iscas de frango aceboladas que estavam deliciosas. uma colherinha de farofa e o prato estava pronto.

não tirei fotos, porque esteticamente o prato era bem feinho. quem vê cara não vê coração, então é preciso reconhecer que a comida do A Caseira é, diante da falta de opções da quadra, a melhor de lá. e ainda é a mais barata: o quilo sai por R$ 29 durante a semana e R$ 30 aos sábados e domingos. o ambiente é deprê demais, as cadeiras foram compradas numa liquidação das Casas Bahia em 1980 e o salão é bem escuro. mas tem aquele restaurante japonês na 406 Sul, caro pra dedéu, em que você enxerga ainda menos e o povo acha moderno, então, em nome da coerência, nada de falarmos do clima lá dentro de A Caseira.

só o fato de que tem comidinha gostosa, se nada especial, e Coca Zero em garrafa de vidro. e o fato de que escrevi isso aqui porque, em meio a tanto blog afrescalhado escrevendo sobre comida, NENHUM (NINGUÉM!) falou desse restaurante até hoje. sendo assim, sinto-me um pioneiro.

cotação: 6/10