batida

em um comentário no Auto Entusiastas, falando sobre um acidente de trânsito, um leitor chamado Diógenes manda o momento de sabedoria da semana:

na visão da imprensa, independente dos fatos reais, é assim que funciona:

acidente entre carro e caminhão: a culpa é do caminhão.
acidente entre carro e ônibus: a culpa é do ônibus.
acidente entre Celta e Cayenne: a culpa é do Cayenne.
acidente entre Celta e Corcel I: a culpa é do Corcel, que estava com os pneus carecas.
acidente entre Cayenne e Cayenne: ambos estavam embriagados.
acidente entre Cayenne e árvore: Cayenne vinha a mais de 200 km/h.
acidente entre Celta e Celta: havia muita neblina e pistas molhadas.
acidente entre carro e moto: o carro mudou de faixa sem dar seta.

contra-ataque

via Jonas, um pouco de resistência…

Esquerda? Soy contra
Em vez de Marx, Adam Smith; estudantes contam como é desafiar o pensamento predominante nas universidades brasileiras

“Não! Não! Não nos representa!”, repetem estudantes em coro. Registrado em vídeo no Youtube, o grito de guerra começou segundos após a vitória da chapa Aliança pela Liberdade nas eleições para o DCE da UnB, em outubro. A recusa de radicais em aceitar o resultado de eleições definidas pelos estudantes que eles dizem representar ilustra um desafio do universitário brasileiro: enfrentar a esquerda mais estridente.

Irina Cezar, de 22 anos e prestes a concluir o curso de Ciências Sociais na USP, conta que não fala mais nas assembleias estudantis. “Uma vez peguei o microfone e defendi o fim da greve na frente de umas 1.500 pessoas. Os militantes ficaram loucos, vaiaram. Eles se dizem a favor da liberdade de expressão, mas se você pensar diferente eles são os primeiros a jogar pedra”, reclama ela, que também se considera de esquerda.

Certo dia, Irina deixou no saguão um cartaz anunciando um evento da empresa júnior. À noite, flagrou uma menina do grupo radical LER-QI tentando tirar o cartaz. “Eu não deixei, aí ela me xingou e chamou mais dois rapazes. Disseram que eu era reacionária”, conta. “É engraçado, porque vim para a USP por ser bolsista numa escola particular. Eles me xingam mas são filhos de empresários, desembargadores.”

Camila Silvestre, de 22 anos, estuda na Letras, onde no semestre passado manifestantes a favor da greve de alunos impediram aulas com cadeiraços. Em uma das assembleias, Camila votou contra a greve e foi alvo de deboche: “É tão opressivo, você chega lá e alguém vai te chamar de reaça. Não é para debater – eles vão com uma ideia formada.”

Mariana Sinício, de 19 anos, conta que já teve sua época de querer salvar o mundo. “Na escola tive um professor de esquerda, que dizia ‘isso é ruim’, ‘isso é bom’. Aí você cresce e vê que as coisas não são bem assim.” Hoje integrante do DCE da UnB, ela acredita que os termos esquerda e direita não se aplicam mais. Gosta de Adam Smith e Keynes: “Todos têm algo a acrescentar.”

Fábio Ostermann, de 27 anos, é diretor do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), que organiza em Porto Alegre o Fórum da Liberdade. Mas, segundo ele próprio, fazia a linha “esquerdista ingênuo” no começo do curso de Direito na UFRGS. “Tive a sorte de fazer amigos que começaram a ler Milton Friedman, Frédéric Bastiat (economistas). Aos poucos fui me convencendo que eles faziam mais sentido do que (o linguista Noam) Chomsky, Boaventura (de Sousa Santos, autor português), esses cânones do Fórum Social Mundial”, relata. Foi o evento de 2005, aliás, o divisor de águas para Fábio. “Percebi que não era para mim. Sempre fui cético em relação a ditaduras, e lá havia gente louvando Cuba e a URSS.”

O advogado Leonardo Bruno de Oliveira, de 35 anos, mais conhecido como Conde por causa de seu blog, provoca esquerdistas desde o tempo em que estudava Direito na Federal do Pará. Produziu cerca de 30 edições de um jornalzinho no qual criticava o posicionamento predominante na universidade. “Pelo menos em Ciências Humanas, é um pensamento totalitário, querem cubanizar o Brasil”, afirma. “É devastador para a educação, porque intelectuais e professores se vendem por política e subsídios e adotam uma ideologia radical.”

Marina Gladstone, de 22, apoia a chapa Reação para as eleições do DCE da USP, que serão realizadas de 27 a 29 de março. “Quando entrei na faculdade, não tinha a menor motivação para participar do movimento estudantil”, conta ela, que estuda Ciências Atuariais. Até que perdeu um colega de sala – Felipe Paiva, morto com um tiro no câmpus em 2011. “Era uma tragédia anunciada, havia muitos sequestros e roubos na época. Eu fazia o mesmo curso, usava o mesmo estacionamento. Pensei: se não fizer nada, posso ser a próxima.”

A Reação é a única chapa a favor da presença da PM na universidade. “Quando você é de direita e vai a uma assembleia, é uma grande vaia, não há respeito pela opinião diferente”, diz. Mesmo assim, Marina persiste. “Se você não cuida do que é seu, quem vai cuidar?”

kiwi

a Nova Zelândia pagou parte da dívida que tem com a cultura mundial com a vitória de um nativo do país sobre o Carlinhos Brown no Oscar de ontem. mas ainda falta muito para zerar tudo de ruim que o país fez ao permitir que a trilogia “O Senhor dos Anéis” fosse filmada lá…

hjärta & smärta

vi muita gente comemorando o final do horário de verão. não sou um deles: acordar com tudo ainda escuro me dá a sensação de um dia de inverno do hemisfério norte, e ver o sol se pondo por volta das 20 me lembra do verão por lá. e ainda é um bom pretexto para fazer algo legal no final da tarde.

*

a medicina bem que podia me dar umas respostas: sinto dores nas costas, sono acumulado, tenho ataques de rinite alérgica. tudo ao mesmo tempo. preciso de outra massagem, preciso de uma semana olhando apenas montanhas. férias, cadê vocês?

*

mas e aí, será que agora as coisas começam a andar?

malandro

a genialidade de um cientista nem sempre se restringe ao laboratório…

Stephen Hawking é frequentador assíduo de clube de suíngue, diz site

O físico Stephen Hawking, 70, é frequentador assíduo de um clube de suíngue na Califórnia. É o que garante o site “Radar Online”, que diz ter ouvido a história de uma fonte que está sempre no local.

Segundo essa pessoa, o cientista costuma chegar com uma equipe de enfermeiras e assistentes. Ele também teria a companhia constante de uma moça que dança pelada para ele.

“A última vez que o vi ele estava deitado em uma cama, todo vestido, com duas moças peladas ao redor dele”, contou. “Eu já falei com ele várias vezes”, afirmou. “Uma vez ele tomou drinques com todo mundo.”

Hawking anda em uma cadeira de rodas devido a sua longa batalha contra a esclerose lateral amiotrófica, que provoca a degeneração dos neurônios motores.

zebrado

depois de o Apoel ter perdido apenas de 1×0 do Lyon na França, outra boa notícia vem da Liga dos Campeões europeia: o Basileia, campeão do suição 2011, suportou 80 minutos de ataques do Bayern para atacar no final da partida e, a cinco minutos do final dela, fazer um gol e poder jogar pelo empate na Alemanha, no meio de março.

imagina uma final da Champions com um time suíço e um cipriota? seria um delírio, e dos bons.

restauro

uma das coisas que a vida moderna mais te desacostuma é com a possibilidade de desfazer ou restaurar coisas que não estão ligadas à informática. estou sentindo dores nas costas e gostaria muito de poder utilizar um backup da minha coluna como estava na semana passada e, em poucos minutos, tê-la sem dores novamente. enquanto isso, tome oxicodona (e seus efeitos colaterais)…

boa notícia

consegui cumprir minha meta para o Carnaval: passar o período todo sem ouvir a palavra “folião”, que reputo a mais feia de toda a língua portuguesa. péssima sonoridade, péssima origem, sensação de nojo físico (cf. Coisas de Idiota), tudo de ruim.

e olha, tá legal que eu não gosto de Carnaval. mas não odeio não: meu ódio é restrito a essa palavra. e evitá-la nem foi tão difícil assim… bastou não assistir TV aberta (nem noticiários da TV paga nacional), não entrar no twitter e, principalmente, não acessar nenhum portal nacional na internet. vivi de Google Reader, atividades da família da patroa, idas a restaurantes e ao cinema. e deu tudo certo.

volta

no espaço de uma semana, a patroa e eu fomos três vezes ao Parrilla Madrid, ali na 408 Sul, que recentemente mudou seu cardápio. na terça-feira passada, almoçamos para comemorar o dia dos namorados. de entrada pedimos o camembert à Balcony, um queijo com molho pesto e amêndoas que é servido com pão, uma delícia. e de prato principal peguei um filé de frango que deve ser o prato com melhor custo x benefício de Brasília no momento.

explico: são 300 gramas de frango e quatro acompanhamentos de cor amarela: arroz parrillero (com linguiça e batata palha), purê de mandioquinha, farofa de ovos e batatas bravas. se o André diz que o verde é a cor da esperança, só pode ser por desconhecimento dessa linha amarela. o preço do prato é R$ 30, e dá uma sova em muita coisa que custa o dobro e não entrega nem a metade. como o cardápio é novo, o atendimento ainda bate um pouco de cabeça, o que se acentuou em nossos retornos à casa.

na sexta-feira fomos conferir o rodízio de tapas, pelo qual a preço fixo (R$ 36,90) você come petiscos até dizer chega. e tome pastel de queijo reino, porções de calabresa apimentada, montaditos de filé à Oswaldo Aranha (o clássico com alho e batatas em cima de rodelas de pão), panelinhas de filé ao gorgonzola… coisa pra caramba, com sangria (25 cruzeiros a jarra) do lado. a Lu e eu comemos muito, talvez até mais do que devíamos ter comido, mas quem mandou estar tão bom? uma pena que algumas porções tenham demorado a chegar e que até tenham trazido algumas coisas erradas.

mas ruim mesmo foi hoje, quando fomos lá com Bruno, Renata e os pais desta. pedimos o camembert à Balcony e, depois de mais de meia hora, trouxeram o queijo de outra forma, também no cardápio. dissemos que queríamos o outro, eles tiraram da mesa contrariados e, depois de mais dez minutos, disseram que o nosso pedido não estava disponível naquele dia. quarenta minutos para nos comunicar algo tão simples e, enquanto isso, os demais convidados sofrendo para conseguir uma porção de petiscos – e as que vinham, ainda vinham todas erradas. a patroa acredita que não havia na casa ninguém que soubesse fazer o camembert à Balcony, o que concordo, e que essa história de dar folga no Carnaval deixou o atendimento uma porcaria.

uma pena: o cardápio é gostoso e o preço de alguns pratos é justo. se o atendimento estivesse à altura, seria bom demais.

momento

o suplemento de final de semana do “Financial Times” trouxe uma pergunta sobre a qual eu penso algumas vezes: “o que significa ser adulto?”. já disse aqui que a primeira vez que me senti adulto foi no quarto ano da faculdade, mas mesmo assim a impressão que se tem é de que a passagem é tão sutil que não se percebe. e gostei de ver isso aqui no texto:

it is no wonder that many who divert from this straightforward path don’t feel like “proper” grown-ups. We also seem to be getting less willing to put away childish things. Despite proper jobs, we relax by reading Harry Potter or firing paint balls or playing computer games.

Even those who tick all the conventional boxes often have the nagging feeling that they’re not as mature as they should be. Perhaps it’s because as we age, we find that the gap between how many years have actually passed and how few seem to have done so grows. When the person inside you seems to be younger than the face in the mirror, we inevitably feel our minds are lagging behind our bodies in maturity.

tratamento

a patroa e eu fomos hoje ao Nuwa Spa, um desses estabelecimentos de day spa de Brasília, para uma massagem ayurvédica. nunca tinha ido a um lugar desses, mas ela já, e me recomendava vivamente – ainda que esse tratamento ela ainda não tivesse experimentado. não é a coisa mais barata do mundo, mas o relaxamento que essa massagem dá, ao final de seus 50 minutos, faz valer o investimento. já avisei a ela que, tendo condições (tempo e dinheiro), voltaremos e pegaremos uns tratamentos mais completos, de preferência nessas épocas em que todo mundo só pensa em aprontar e um lugar tranquilo desses fica vazio…

familiar

a boa notícia de hoje vem da Folha. no caso, a parte em negrito que vai abaixo:

Há apenas 45 dias de volta da França para o Brasil, Paulo Solti, o novo presidente da Volvo Cars Brasil e América Latina, diz que a matriz sueca estuda a possibilidade de produzir no Brasil, mas que, por ora, não há nada de concreto no horizonte.

(…)

A partir de junho, a empresa passará a oferecer no Brasil o modelo V 60, cujo diferencial é a traseira.

ótimo, já tenho uma perua para comprar usada daqui a uns anos e levar as crianças para a escola. na versão T6 e com interior claro, de preferência.

peraí

uns dias atrasado, mas vale o registro: senti asco ao ver o Abílio Diniz na capa da GQ brasileira. depois de uma picaretagem (felizmente mal-sucedida) para usar dinheiro público e passar a rasteira no Casino e jogar no lixo um acordo que ele assinou por livre e espontânea vontade, embolsando grana por isso, a revista vai e mete o cara na capa? ah não, é demais para a minha cabeça. imagina se a GQ Portugal, cuja qualidade editorial humilha a brasileira, põe um cretino local na capa? tsc…

não

esqueci de trazer de casa uma banana para comer agora à tarde, seguindo a dieta. ao sair do restaurante, passei numa quitanda da 203 Sul e comprei uma. como só tinha uma nota de R$ 20 e a fruta custava uns 50 centavos, resolvi comprar alguma outra coisa para não ficar um clima estilo babaca no caixa. passando os olhos pelo setor de biscoitos, achei um da Piraquê que eu não conhecia: leite com côco. com o mesmo desenho do biscoito de leite, e com embalagem retrô. mesmo sem nunca tê-lo comido, aquilo me deu uma sensação de infância e de gosto conhecido, então decidi levá-lo.

quando estava pagando pelas compras, um mendigo que estava ali parado há um bom tempo interpelando quem saía da quitanda olhou para mim e disse “me dá um real”, duas vezes. ofereci-lhe biscoitos e estendi-lhe o pacote; ele me olhou de cima a baixo, examinou as bolachas à distância e falou “não quero”. como todos, inclusive nos outros caixas, testemunharam a recusa, ele saiu de perto e foi pedir dinheiro em outro lugar – provavelmente na porta da agência do Banco do Brasil ali do lado. quer cachaça? arrume um trouxa que lhe dê dinheiro ou espere que o aguardente integre a cesta-básica ou o Bolsa Família…

busca

“no quinto set eu perdia por 4-2, [a parcial do sétimo game era] 30-15 com o [Rafael] Nadal sacando. o jogo estava quase perdido, eu já estava no limite das minhas forças… mas aí lembrei que o Nadal também estava na mesma situação… procurei mais um pouco de forças e achei… e deu para virar o jogo.”

isso aí quem disse foi o Novak Djokovic, depois da final do Aberto da Austrália desse ano. coloquei aí porque é uma situação pela qual estou passando, talvez mais alguém por aí também esteja. então força, galera. força.