Macondo

- “It’s nice to be given a slap on the back, but… I’m more interested in tomorrow really.” – Paul Simonon, do Clash, um cara que pensa como eu;
- ouvi de uma fonte confiável que em 2012 teremos uma Topshop em Brasília, mais precisamente no shopping Iguatemi. interessante, não?
- as coisas com o transplante cardíaco da Kim estão bem avançadas, mas as do novo apartamento não – nem o achei, até o momento. vou avisando conforme as novidades surgirem;
- nos EUA, os pré-candidatos republicanos mais arraigados já começam a atacar meu preferido, Ron Paul – que é o cara;
- fim de ano é época de relembrar “A vida de Brian”, filmaço;
- ando com muita, mas muita vontade de voltar em Barcelona… quem sabe até de morar lá. enquanto isso não acontece, vou a Natal me juntar à patroa e volto domingo. então bom ano novo pra gente e até lá.

épico

hoje tem tudo para ser um dia épico, dentro da minha vida de desperate househusband, playboy e outras atribuições:

- a Kim está precisando de um transplante de coração, e consegui um doador sem me quebrar todo;
- meus locatários querem aumentar o aluguel em apenas 42%, então já fui em busca de apartamentos: visitei um, estou negociando outro… e a procura segue;
- achei tempo para levar roupas à lavanderia, fazer uma série pesada de musculação e ainda fazer uma prova de um curso de capacitação da Telerj, tendo obtido 99 pontos nela (de um máximo de 100);
- e ainda vou resolver um presente não comprado pelo Papai Noel. é épico demais, valeu.

veneno

vai aí um clássico da Band Vale, ouvido ontem, na própria 102,9, na via Dutra, altura de Taubaté.

esse vídeo é dedicado a outros ouvintes da rádio (Bruno, Fábio, Pedro, minhas irmãs… e a lista segue)

inóspito

como católico e conservador que sou, não gosto da revista Vice, mas não posso deixar de recomendar um documentário, em três partes, produzido por eles: na verdade, é o guia de viagens à Coreia do Norte. produzido em 2008, o programa dá novos ares ao que se entende por bizarro, e vale a pena ser assistido até o final. até porque a parte 3 é a melhor: bêbado, o narrador canta no caraoquê nada mais nada menos que “Anarchy in the UK”, dos Sex Pistols, e em outro momento ele assiste, na tribuna de honra, a um show feito por 120 mil pessoas, contando a história da “revolução coreana”.

sério: bizarro e surreal é pouco.

espetinho

já que estou em Deprelândia, curtindo os 53 graus à sombra (e sem vento) que faz por aqui, resolvi que era hora de combater essa tal depressão que me foi diagnosticada. acordei cedo para uma consulta médica, com uma doutora chegada em decorações indianas. apesar disso, o diploma dela não é da Universidade Federal de Bombaim ou coisa do tipo, mas enfim… ela escreveu uma folha inteira do que eu ia contando (nada de mais) e me colocou numa maca; acupunturista, aplicou-me 50 agulhas de sua terapia e me deixou lá, curtindo os furos. na volta, prescreveu-me dois fitoterápicos para ansiedade, ambos da Weleda, e me disse para voltar amanhã cedo, para nova sessão de acupuntura e a prescrição de exames.

na saída, Otto me mandou a notícia de que o infame concurso do Senado acontecerá em março, contra o prognóstico inicial que dava a prova para agosto. não quero isso da minha vida, mas se é para fazer algo que me deixa mal (como o trabalho atual), que seja com o maior salário possível, então é preciso tentar. a patroa gostou do fato de a prova ser tão antes, já que considera dois meses e meio o tempo necessário para decorar tudo e não ficar se perdendo nos estudos.

de volta em casa, tomei os fitoterápicos, almocei… e desmaiei na cama, mesmo com os 55 graus à sombra (e sem vento) do quarto onde estou. só emergi de lá três horas depois, mole e me sentindo bem descansado, e espero que isso ajude a recuperar minha concentração, minha memória e meu ânimo – e que me ajude a pensar num desfecho melhor para as coisas que andam me deixando mal.

parente

quatro anos atrás, como alguns aí podem se lembrar, conheci meu avô paterno, João. forte como um touro, e arredio ao convívio social como sempre foi ao longo da vida. é estranho lembrar que venho dele, já que nosso contato ao longo da vida foi tão pouco. essa semana voltei lá e o vi mais uma vez: ele viu meu tio entrando, olhou para mim e logo perguntou “quem é você?”.

e olha, ele não tem Alzheimer. estranho ouvir isso de um avô que não tem isso, mas é a vida. conversamos sobre o reboco do telhado, o papelão do Santos perante o Barcelona (ele também é santista), sobre Brasília, sobre o dedo quebrado dele – em um acidente durante a reforma da casa, e o dedo, inchado que só, não foi sequer imobilizado com aquelas tipoias metálicas. na saída, disse a ele que quero chegar à idade dele (86 anos completados em 1º de setembro último) com a mesma saúde, e ele assim desejou e me deu a bênção.

é, vô… o senhor é o tipo da pessoa sobre a qual não sei o que pensar.

fator X

depois de uns dias de discussão, uma ida infrutífera ao pronto-socorro, uma caixa de comprimidos de gingko biloba, uma série de esquecimentos mnemônicos e a sensação de desespero, vem o diagnóstico, de vários lugares: eu estou com depressão.

pela terceira vez na vida, diga-se: já passei por isso em 1999 e em 2007, por motivos diferentes – mas a de agora é conexa com a de quatro anos atrás. as perspectivas não são das melhores, mas eu não sou de me dobrar. e há, ao contrário daquela vez, uma série de boas notícias do meu lado.

e eu vou superar isso de novo.

roxo

no “Wall Street Journal” de hoje, duas pérolas. uma pequena, na resenha do Fiat 500 conversível, quando o Dan Neil, melhor crítico de carros dos EUA, diz que “só o nome da Catrinel Menghia [a modelo que faz o comercial do Abarth 500] já é impróprio para esse horário”. essa foi uma tradução literal, já que NSFW não tem similar em português.

a outra pérola, maior, é um texto que me foi enviado pelo Jonas: “O que a Dama de Ferro faria?”, em alusão à grande Margaret Thatcher. leitura imperdível.

marchinha

na terça-feira um deputado da região de Deprelândia foi à Telerj, tratar de assuntos que lhe interessavam. fui até a recepção e o levei até a reunião. na chegada, disse ser da “capital” de Deprelândia, e eu me apressei em dizer que era da cidade logo ao lado (a cidade do meu pai, na verdade). na mesma hora o clima virou de camaradagem, e durante a reunião o parlamentar disse que, se aprovado o projeto de lei que transformaria Deprelândia em região metropolitana, ele se esforçaria para transformar a cidade do meu pai na capital do aglomerado – em minha homenagem.

bonito, não? isso é que é jogar para a torcida.

do seu interesse

- o Tipos de Pomba pode ter acabado, mas dois outros Tumblrs trazem motivos para sorrir: o Fotos de Executivos (dica do Bruno) e o Awesome People Hanging Out with Pregos, que tem o príncipe Ricardo Henrique entre os palpiteiros de quem entra;
- cidade mágica, Brasília foi construída por… lagartos. ao menos é o que o Terra diz (via Lu);
- Carey Mulligan, gatinha com cara de velha, em fotos “menos velhas”. tem 25, cara de 40, mas nessas fotos fica por 35;
- diner, coisa de americano mas que a gente gosta horrores;
- finalmente, o vídeo do grande momento do dia:

come to daddy

hoje à tarde, antes de ir ao Senado, passei na lanchonete da Telerj para comprar um chocolate. quando fui pagar, a moça do caixa me interpelou:

“- você é pai?”
“- hein?”
“- você tem filho?”
“- não. por quê?”
“- ah, por nada, é que você tem cara de quem tem filho.”
“- ainda não tenho. daqui a uns cinco anos, talvez.”
“- ai, nossa, tudo isso?”
“- não sou tão velho assim. você acha que sou?”

ela se esquivou de responder.

away

ligaram agora há pouco perguntando da Vânia.

que Vânia? também não sei, e disse que aqui não tinha nenhuma. ligaram logo depois e eu já atendi dizendo “oi, aqui não tem Vânia”. aí a mulher do outro lado se convenceu.