quimono

estou em um daqueles momentos em que, a exemplo do que rola nas Unidades de Terapia Intensiva de hospitais, o que resolve é a espera. quanto mais tempo o quadro do paciente permanecer estável e nada acontecer, melhor.

mas pera aí: se esse quadro estável permanecer por muito tempo ele morre de velho.

bocha

sim, este blógue virou um compêndio de links para textos mais interessantes. mas a vida tem andado tensa demais para ser relatada, na maioria dos tempos. agora vai aqui o de uma resenha de um VW Golf R em que o autor compara o carro a escolas católicas – e, nos comentários, os leitores relembram de seus tempos em instituições desse naipe.

marfim

What’s the official age where it’s no longer acceptable for a male to wear something from this US retailer [Abercrombie & Fitch]? Eighteen? Twenty-two? Surely once you hit 30 it’s time to trade up to another brand?

no Financial Times, Tyler Brûlé faz a pergunta que se impõe, horrorizado com o que viu em Ibiza.

(atualização: ele está falando da Abercrombie & Fitch, esqueci de mencionar isso)

zura

coluna antológica do Flávio Gomes, sobre o Bruno Senna…

Faça o Galvão berrar

Meu caro Bruno Senna.

É sua grande chance na F1, e não é qualquer um que ganha uma chance dessas quase aos 28 anos. A Renault não é uma equipe ruim, faz pontos em quase todas as corridas, você vai ter oito GPs para mostrar serviço, e pode ter certeza que essa oportunidade não chegou só porque você é sobrinho do Ayrton.

Ajuda, claro. Mas esse parentesco lhe é perverso, na maioria das vezes. Foi por causa dele que você começou tarde e foi obrigado a queimar etapas. E olha que queimar etapas no automobilismo de ponta é difícil. Mesmo assim, pode-se dizer que você não decepcionou. Se não foi muito melhor do que ninguém na F3 e na GP2, esteve longe de ser pior do que a média. Bem longe. Ganhou corridas e brigou por títulos. Não, você não decepcionou como decepcionaram, por exemplo, os filhos do Lauda e do Prost. Você é do ramo, sem dúvida.

Mas ser do ramo não basta, você já percebeu isso. E mesmo seu parentesco não lhe garantiu nada. Afinal, só agora pintou um carro e uma chance, então aproveite.

E quer saber o que é mais importante neste fim de semana? Mais do que ganhar a confiança dos mecânicos e dos engenheiros, agradar o chefe, chegar nos pontos? É importante fazer o Galvão berrar.

Sim, isso mesmo. Sei que parece um tanto estranho reduzir seu GP de estreia, porque é praticamente uma estreia, a um objetivo aparentemente frívolo, mas vai por mim. Faça o Galvão berrar.

E não é muito difícil. Não se preocupe com o resultado final, com o discurso fácil de que o importante é chegar ao fim, tentar marcar alguns pontos. Pense nisso depois. Domingo, preocupe-se apenas em fazer o Galvão berrar.

Comece queimando a largada. Na hora, ninguém vai ver. Os comissários levam algumas voltas para mandar fazer um drive-through, e até lá o Galvão já terá berrado bastante por sua largada extraordinária. Você vai aparecer no pelotão da frente no começo da corrida, se der sorte disputa uma freada com o Hamilton, ou com o Vettel, que anda meio lerdo, aparece entre os primeiros no computador, isso pega bem.

Quando pagar a punição, não perca muito tempo com estratégias e cálculos e vá imediatamente atrás da Hispania, da Virgin e da Lotus. São seis ultrapassagens garantidas. E não faça ultrapassagens banais. Escolha alguns pontos da pista onde dê para fritar pneu, ou mesmo subir numa zebra com alguma violência. O Galvão vai berrar como louco, vai dizer que você está com a faca nos dentes, que lembra o tio e coisa e tal. As pessoas acreditam nessas coisas, e pode ter certeza que cada ultrapassagem dessas será repetida em todos os telejornais.

Combine com seu engenheiro para voltar dos pit stops com pneus novos sempre atrás de alguém que esteja com pneus bem velhos, um segundo e meio mais lentos, mesmo se o cabra em questão estiver uma volta na sua frente. Passe, também. E não esqueça do lance das freadas fortes, ultrapassagens assim são muito mais vistosas.

Se acontecer de quebrar um bico, ou furar um pneu, torça para que seja longe da entrada dos boxes. Não se incomode em dar uma volta inteira com o carro todo arrebentado. Seu tio fez isso uma vez na Austrália e passa na TV até hoje.

São medidas simples, que podem não trazer nenhum resultado prático em termos de pontos e classificação, mas serão utilíssimas para seu futuro. A cada berro do Galvão, alguém no Brasil vai suspirar, saudoso. Ainda mais que o carro é preto e dourado, não faz mal que não tem nada da Lotus que seu tio guiou, isso só os entendidos sabem, e entre esses nostálgicos brasileiros sempre tem um presidente de empresa, um diretor de marketing, um dono de agência de publicidade.

Depois, em Monza, trate de fazer o que você sabe. Boa sorte.

lapada

você não vai acreditar, ou vai achar muito pouco erudito da minha parte (oi, Jonas), mas é o seguinte: passear com a Kim no médio Lago Sul, com o ar-condicionado ligado forte para rebater os 31 graus, ouvindo Black Flag, é fantástico. durante vinte minutos achei que estivesse na Califórnia.

*

falando em Black Flag, parece que começou uma fase hardcore californiano por aqui: além do primeiro da banda do Henry Rollins, baixei as obras do Misfits com o Glenn Danzig liderando, o “Fresh fruit for rotting vegetables” dos Dead Kennedys e, mesmo sendo de Washington, o “Repeater”, do Fugazi.

ouvir no carro me faz lembrar de um cara que conheci num fórum americano de BMW: ex-dono de Porsches dos anos 80, punk rocker daquela época (embaixo do nickname dele lia-se “old-school punk”), aparentemente constituiu família e decidiu migrar para carros que comportassem todo mundo.

não é o perfil de alguém muito colarinho branco, mas é legal e estiloso.

*

batatas Pringles, Toblerone amargo, Doritos sem sabor, um pote de Dippas para mergulhá-los, biscoitos alemães comprados na promoção e biscoitos portugueses de chocolate branco. uma garrafa de manzanilla La Gitana na geladeira, um pedaço de queijo Maasdam também por lá.

vou engordar com atitude esse final de semana… :)

fluvial

a notícia mais maneira do ano?

Rio de 6.000 km é descoberto embaixo do rio Amazonas

Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6.000 quilômetros de extensão que corre embaixo do rio Amazonas, a uma profundidade de 4.000 metros. Os dois cursos d’água têm o mesmo sentido de fluxo – de oeste para leste -, mas se comportam de forma diferente. A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo.

Fluidos que se movimentam por meios porosos – como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica – costumam produzir sutis variações de temperatura. Com a informação térmica fornecida pela Petrobras, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.

O dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio. Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de rio Hamza.

Características

A vazão média do rio Amazonas é estimada em 133 mil metros cúbicos de água por segundo. O fluxo subterrâneo contém apenas 2% desse volume com uma vazão de 3.000 metros cúbicos por segundo – maior que a do rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de pessoas, de 2,7 mil metros cúbicos por segundo. Para se ter uma ideia da força do Hamza, quando a calha do rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança pouco mais de 1 mil metros cúbicos por segundo.

As diferenças entre o Amazonas e o Hamza também são significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso d’água dos dois rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro lado, as águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano.

Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície, a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre sobre a superfície. Nas profundezas, não há um túnel por onde a água possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

parasita II

depois de deixar a Telerj para quem gosta de masoquismo (passar a tarde sem internet, cercado de funcionários públicos é uma espécie de purgatório com status de inferno), vim para casa dormir. e dormi. três horas, em meio ao calor desértico que faz aqui nessa roça modernista que tanto amo.

acordei, fui para a academia e, embora descansado, não rendi nada: não levantei nem sombra dos pesos da série para peitoral da semana passada. não sei do que é a culpa, mas não me senti nada bem com isso.

e o trabalho está só começando: são nove e vinte da noite e só vou dormir hoje depois que concluir o Geólogo e terminar de adiantar trabalho da Telerj que poderia muito bem fazer amanhã – mas quero resolver isso antes de botar a cabeça no travesseiro, ah se quero.

parasita

noite passada eu dormi pouco, já que depois de sair do churrasquinho na sede asanortina da Mancha Verde (faaaaala, André!) ainda passei no La Ursa para ver como estavam as coisas.

fracas, diga-se de passagem. cheguei na minha cama à uma e quinze, saí de lá cinco horas e meia depois.

frito por esse mero embrião de noitada – olha a velhice chegando -, arrastei-me até a Telerj e consegui fazer parte do que tinha de fazer até que às 11:51 a rede caiu. sorte que antes de cair eu tinha entrado em duas páginas que relatavam as experiências que procurava (ver post passado). almocei um marmitex irado e, às 13:32, acabou a energia.

nesse momento eu estava na minha baia e gritei “NINGUÉM É DE NINGUÉM”, embora eu mesmo não fosse fazer nada – funcionalismo público é um grande turn off. e a Telerj ficou mais de 1h assim, computadores desligados e apenas parte das luzes funcionando com o gerador a óleo diesel que ocupa boa parte do porão. e subia o fumacê.

tive para mim mesmo que 2012 havia chegado mais cedo para um grupo de burocratas, desci até a porta da Telerj e fiquei sentado na escadaria mandando mensagens pelo WhatsApp. quando me enchi, voltei à minha baia – a luz ainda não havia voltado – e falei para a chefe que se a energia e a rede não voltassem até as três da tarde eu iria para casa.

dez minutos antes desse prazo, apenas a luz havia sido reestabelecida. levantei-me, dando risada de tudo (ninguém estava entendendo nada) e fui embora. só parei de rir dentro do carro, e não voltei mais.

tempo

as coisas vão aparecendo. devagar elas se fazem notar, e quando menos se espera já estarão por aqui. ou melhor, já nos terão levado daqui.

só é preciso trabalhar para que isso aconteça, não é que exista esse tal de acaso: não existe.

díspar

tem dias em que tudo que você precisa, quando eles acabam, é de um banho morno e algo fresco para comer. hoje, por exemplo: um dia que por algum motivo, seja o clima, os ruídos ou outro fator qualquer, foi um acúmulo de pressões, no corpo e na alma.

cheguei em casa, liguei na Rádio Suíça Clássica e entrei no banho. quando saí, senti um alívio do tamanho da dívida europeia.

*

já que falei em Suíça, descobri uma banda que canta em romanche, a quarta língua oficial do país: chama-se Dario & Spinfire. vale o registro, ainda que musicalmente não seja muito meu estilo.

*

e por falar em música: finalmente consegui baixar “Dez portugueses sem jeito e um bacalhau na sacola”, hit (????) do Roberto Leal de 1975. bem aqui. logo agora que o cara andou tomando cogús por aí, ao som de um Prodigy…

aquário

vontade de escrever aqui: nenhuma. mas é preciso. escrever é preciso, viver só se der tempo. e tanto faz quem disse algo assim primeiro, já que não vou me lembrar agora.

*

era meio-dia e vinte e eu já tinha liquidado todo o trabalho para hoje – inclusive o frila. frustrante. consegui umas sugestões interessantes, embora de difícil operacionalização, e vou segui-las – ou morrer tentando, ao menos. tudo, qualquer coisa, o mundo todo, para não virar bolor.

*

lendo uma notícia sobre um incêndio em Brasília, vejo um comentário de leitor sobre o acontecido: Solventes tintas inflamáveis cigarro = buuuum

o cara não percebeu, mas fez um poema concretista.

*

ahn, alguém aí tem uma máquina de diagnóstico?

repetente

esse texto do Ricardo Semler saiu na “Folha de S. Paulo” de segunda. achei bem legal, embora não concorde exatamente com as mudanças propostas – só com a constatação de que o currículo precisa mudar.

Aulas de Amy

“Rezei um terço para achar um meio para te levar para um quarto.” Essa frase, de para-choques de caminhão, demonstra como frações matemáticas podem ser vistas por outro ângulo. O mesmo vale para o currículo das escolas. Desenhei um curso de forma que se pudesse entender como jogar fora o currículo que se usa hoje: o projeto “Aulas de Amy”.

A ideia é fazer alunos (digamos, do ensino médio) darem conta de todos os parâmetros curriculares de uma forma moderna. O curso Amy duraria um bimestre e seria formado por 16 aulas. Para várias delas, seriam convidados, de fora da escola, mestres em algum ofício. Seja um músico, um cabeleireiro ou um médico.

A primeira aula seria como o “CSI” -o seriado da TV. Seria feito com os alunos um roteiro que mostrasse como se trata um cadáver antes da autópsia. Que cuidados precisam ser tomados no local, o que é rigor mortis e como se estima a hora da morte. O aluno aprenderia o que é o formol e por que a impressão digital é singular. Haveria muita química nesse módulo.

Aula dois: “No, No, No”. Ouvindo “Rehab”, todos batem palmas juntos até descobrirem o que é um compasso de 4/4 ou 12/8. Olham notas musicais e entendem por que nenhum músico é bom se não for matemático. Percebem que colcheias e semínimas são frações ideais. Investigam por que a música-padrão tem três minutos, como se calculam direitos autorais, a função do suborno na rádio e os efeitos da pirataria. Fazem-se cálculos de quanto ganha um astro. Muita matemática, enfim.

Aula três: “Tóchico”. Que componentes estão na cocaína, o que ocorre na ressaca, por que a maconha é proibida, como a cirrose altera o fígado, quanto ganha uma mula de drogas e se é vital corromper a polícia para conseguir distribuir drogas.

Um monte de biologia, um pouco de matemática, um quê de civismo. Assim vai -acho que ficou evidente. Hoje, o conteúdo é esquizofrênico: de uma aula de história medieval passa-se a uma de trigonometria 2, seguida de uma sobre a tabela periódica e depois a divisão da ameba. E acha-se que alguém no mundo é capaz de juntar isso tudo.

Não é por acaso que o índice de retenção de conteúdo é de 6,7%, tornando o currículo que usamos uma das ferramentas mais burras da humanidade.

A Amy, sozinha, ainda permite falar de penteados na história, entender por que certas religiões não aceitam a cremação ou se o blues é reino de músicos negros. Cabe rever as letras e cotejá-las com literatura de cordel, poesia concreta e hip-hop.

Não tem limites, enfim. Deve haver um meio de mandarmos o currículo atual, do tempo do “nonno”, para o cesto da história, para os quintos dos infernos!

irracional

faltou mencionar um outro texto fantástico: o do Carlos Cristófalo, no Argentina Autoblog, sobre os fãs da Alfa Romeo. antológico. por exemplo, o autor fala de um diálogo com um amigo que queria comprar um Alfa:

-¡Me compré el auto!
-¿En serio? ¡Te felicito!
-Pero no me compré el Alfa.
-¿Cómo que no?
-No, me compré un Audi A3 del 2003.
-¿Un Audi?
-¿Te sorprende?
-Agustín, tenés 43 años, sos abogado y vivís en Pilar. Que manejes un Audi nunca podría llegar a ser una sorpresa.
-¿Ya estás tirando mala onda?
-Tenés razón. ¿Estás contento con el A3?
-No. Lo odio.
-¿Por qué?
-Yo quería un Alfa.

de acordo

How much quality news time has been lost over the past five years to endless requests for viewer comment and feedback? I get the sense that years of proper broadcast journalism have been lost by appeals to “send in your views” and “tell us what you think”. I don’t really care what other viewers think, I just want to hear what the correspondent on the ground has to say.

Tyler Brûlé, editor da Monocle, falando no “Financial Times” sobre manter as coisas simples.

citação

Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.

Ayn Rand, sobre a Telerj. ou sobre vários outros lugares. (peguei aqui)

links, ora essa

- no Público, a coroação do Pulp como a grande banda que sempre foi e poucos reconheceram na devida época (via Jonas)
- na GQ brasileira, um guia sobre gravatas: pense nele como um Globo Repórter em que o Sérgio Chapelin começa dizendo “gravatas: o que são? qual seu papel na sociedade contemporânea? onde vivem? como atar? combinações: por que tanta gente erra?” (via Bruno)
- na BBC, Chris Williamson e as mudanças fundamentais nesses dias tão tensos;
- no Estadão, Luiz Américo Camargo e o Mercado de la Boquería, casa dos melhores sucos que já tomei na vida;
- e, no Auto Entusiastas, Jackie Stewart mostra tudo aquilo que o instrutor da auto-escola (e os seus pais) nunca ensinaram sobre dirigir. e que é só o que importa.

zica

comentei no twitter que comprei um queijo cottage da Palma para ajudar o ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que não se elegeu e é dono do laticínio. pouco depois, perdi um seguidor.

imagina se eu tivesse contado que votei na dona Weslian no segundo turno?