foulard

a situação de agora é a seguinte:

- estou morrendo de dores nas pernas, culpa da malhação de terça-feira (ontem foi no peitoral e provavelmente só sentirei a ressaca muscular amanhã);
- ando com uns pensamentos consumistas do passado voltando à mente;
- uma chuva forte vai se armando no horizonte;
- quero jantar em um lugar legal, mas onde nunca estive. alguma sugestão?

insistente

olhando em retrospecto para os dias em que fiquei gripado, a sensação é a de que nunca tomei tanto remédio na vida, até quando estive mais doente.

espero que isso não acelere o meu juízo final.

*

descobri hoje o motivo pelo qual o Chus Tapiscos estava fechado no sábado, quando pretendíamos ir lá: o restaurante já era. na página dele, apenas a logo, mais nada, nem um “hasta la vista”. uma pena: o Chus tinha suplantado o Taypá no meu top 3 de restaurantes brasilienses (Tanoor e Tratoria da Rosário completam), tinha a melhor sangria do Distrito Federal, umas tapas fantásticas – e eu não tive tempo de encarar o menu degustação deles.

nhé.

*

a nova bateria do notebook funcionou ontem por quase três horas e ainda tinha pouco menos de 50% da carga, então ela é um sucesso. se precisar de uma para o seu, recomendo que compre no eBay, dessa loja: preço razoável, produto de qualidade, tudo perfeito.

Butão

chegou hoje a nova bateria para o meu velho notebook, que há dois anos não sabia o que era funcionar fora da tomada (ele está comigo há quatro). carreguei a novata e, em 32 minutos desplugados, a bateria permanece com 90% de carga, o que projeta pouco mais de cinco horas de autonomia.

gostei, viu? é bem capaz que compre outra (também no eBay). antes disso, um disco rígido externo, uma bela limpeza… e o conserto do alto-falante estourado.

*

levei um presente para o meu orientador da monografia, como agradecimento pela supervisão e também pelo esforço dispendido comigo durante o curso. conversamos rapidamente, e parece que em menos de dois meses o diploma está pronto.

nunca pensei nisso durante o curso, mas agora que ele acabou eu descobri qual a melhor coisa de tê-lo feito, além dos contatos: o diploma de cientista político. nunca mais vou precisar falar “bacharel em Direito” (que sou) ou “advogado” (que não sou e, espero, nunca serei).

ainda posso encurtar as coisas e falar apenas que sou “cientista”. podem dizer o que quiser, mas começo a achar cool essa coisa de ciência política – ainda que no fundo seja só um cool relativo, dentro do que o mundo dos burocratas permite. mas é um começo.

*

presente entregue, bateria trocada, academia a 105% (aumentei uns pesos), jantar feito, louça já lavada. falta alguma coisa? falta. graças à falta de rede na Telerj, não pude trabalhar direito lá nem atualizar o Geólogo. são dez da noite e ainda há muito o que fazer…

suco

com a morte do José Alencar, a minha agenda de trabalho na Telerj foi toda adiada para a semana que vem. ou seja, passarei a semana sem ter o que fazer.

aí chego aqui e a rede caiu. ou seja: além de não ter o que fazer, a internet funciona quando quer – e hoje mal tá rolando.

êêê…

odontoprev

continuo sem ter muito assunto, então vamos lá:

- uma tempestade se aproximando;
- todo mundo é uma decepção total;
- “cada criança com seu próprio canivete, cada líder com seu próprio trinta-e-oito“, já cantava Renato Russo;
- continuam os sinais do apocalipse: Facebook nos elevadores, ou quase isso. que chatice.

mudando de assunto, maquiagem é tudo. estou assistindo “Maria Antonieta”, e a produção do filme conseguiu um prodígio: deixaram a Kirsten Dunst gata. tudo bem, ela é charmosa, mas não é gata. só que, naquela cena em que ela entra na igreja para se casar com o Luís XIV… ela é a mulher mais bonita do mundo. inacreditável.

base

dia de xarope expectorante, de modo automático nas coisas, de visitar professores, de ler o email que o Gabriel me escreve desde a meia-noite, quando parou de comemorar o gol do Rogério Ceni.

também é dia de suspirar com a parte platônica da vida, de ouvir o Ryan Adams perguntando se alguém quer levá-lo para casa, de pensar em como uma noite faz o mês valer, de pagar o condomínio. de tossir.

e de, no final das contas, pensar que essas coisas não poderiam acontecer em nenhum outro lugar do mundo. só em Brasília. e de, quando alguém me perguntar o motivo disso, não saber responder e abrir aquele sorriso que pinta sempre que você sabe de algo que os outros não sabem.

(e ainda imaginar que um dia a parte platônica deixa de ser platônica e aparece alguém que sabe de algo que você sabe e ri com você nessa hora)

elefante

eu ia escrever aqui sobre a noite de ontem, mas como contei tudo para a Heloísa no MSN, agora há pouco. mais fácil colar o diálogo…

*

palandi says: (11:30:36)
bem…
palandi says: (11:30:50)
ontem havia mil coisas rolando por aqui
palandi says: (11:31:11)
saí de casa 6:30, pra assistir ao show do Club Silencio na livraria cultura
palandi says: (11:32:15)
chegando no shopping onde fica a livraria, chego perto da escada rolante e tem uma menina bonita me encarando
palandi says: (11:32:38)
olhei para ela de volta, mas normalmente eu fico encabulado e ontem não foi diferente. olhei dois segundos e me dirigi à escada
palandi says: (11:32:52)
uns olhos azuis lindos, branquinha. parecia uns anos mais velha, mas e daí?
palandi says: (11:33:15)
subi na escada, olhei para baixo para dar uma última olhada na menina… e vejo que ela tá me SECANDO
Heloisa says: (11:33:23)
(estou aqui “ouvindo”)
palandi says: (11:33:41)
olhei de volta, ela pra mim. nós dois sorrimos, ela piscou pra mim, aí saí do campo de vista, sem ter tempo de fazer nada
palandi says: (11:34:26)
quis descer e agarrá-la ali, mas fazer isso seria muito estranho
palandi says: (11:34:51)
fiquei com aquilo na cabeça o tempo todo, inclusive agora. até desci depois, para ver se ela não estava por lá… mas não estava
palandi says: (11:34:53)
enfim
palandi says: (11:35:07)
JP me ligou, apareceu na porta da livraria (fica perto da casa dele)
palandi says: (11:35:36)
ele achando um desrespeito com o Charles Mingus, me mandou uns 30 SMS (sem exagero) ao longo do show
palandi says: (11:35:55)
e eu achando legal, melhor que no disco
palandi says: (11:36:23)
fim do show, uma gatinha cumprimentou o JP, e ele não sabia quem era
palandi says: (11:36:54)
daí meus amigos casados me ligaram, a gente tinha marcado de jantar num restaurante espanhol, o Chus, que tá no meu top 3
palandi says: (11:37:08)
chegaram lá e deram com a porta na cara, esquisito demais. sábado à noite fechado?
palandi says: (11:37:26)
aí me despedi do JP, que não quis ir comer hambúrguer conosco num outro lugar
palandi says: (11:37:38)
nisso ele disse “aí Palandi, tu não tá cheirando bem”
palandi says: (11:37:46)
eu tô gripado, então não sinto cheiro. era das roupas
palandi says: (11:38:06)
fui pra casa e cheguei em 13 minutos, numa rota que normalmente dura meia hora
palandi says: (11:38:19)
troquei de roupa, dei reload no desodorante, fui pro tal do Respeitável Búrguer
palandi says: (11:38:30)
comi um sanduíche em tempo recorde
palandi says: (11:38:54)
e os casados falaram que tinha festinha da Amanda, uma amiga nossa que vai casar em junho. era só levar bebida e ir à casa da amiga dela
palandi says: (11:39:06)
liguei pro JP e falei pra ele da festa
palandi says: (11:39:17)
paramos no pão de açúcar, compramos bebida, fomos pra lá
palandi says: (11:39:34)
quando cheguei, tava tocando “kiss me” do sixpence none the richer e depois uma balada melosa da colbie caillat
palandi says: (11:39:43)
pensei “AI MEU DEUS, FESTA DE JOVENS CASAIS NÃO”
Heloisa says: (11:39:57)
hahahaha
palandi says: (11:39:59)
isso era pouco depois das 11
palandi says: (11:40:29)
e enquanto isso um colega de trabalho do JP comemorava o aniversário numa festinha de rock na boate dele
palandi says: (11:40:45)
liguei pro JP e disse “cara, f****. festinha de jovens casais”
palandi says: (11:41:08)
ele mandou um “AI NÃO” e combinamos que eu passaria na casa dele quinze pra uma
palandi says: (11:41:18)
fiquei até lá suportando tudo
palandi says: (11:41:30)
mas uma hora trocaram o DJ, chegou gente, a festa melhorou
palandi says: (11:41:40)
e as pessoas começaram a beber
palandi says: (11:42:23)
quando era 0:30 eu pensei “bom, certamente tá melhor que a festinha de rock do Abelardo”. liguei pro JP, contei isso pra ele e disse que passaria na casa dele
palandi says: (11:42:53)
passei, combinamos que iríamos cumprimentar o Abelardo, depois talvez voltássemos pra ex-festa dos jovens casais (HAHAHAHAHAHA)
palandi says: (11:43:10)
e assim fomos
palandi says: (11:43:49)
bem… chegando lá, a festa do rock na boate do abelardo tava uma derrota que só
palandi says: (11:44:00)
a chefe do JP estava lá (a culpa da derrota não é dela, veja bem)
palandi says: (11:44:18)
ficamos por ali até um pouco antes das duas, e quando estávamos saindo encontramos o Barrinha
palandi says: (11:44:49)
Barrinha, um cara que eu conheci há pouco tempo, é apresentado pelo JP como:
palandi says: (11:45:08)
“ator de teatro, professor da comedia dell’arte, diretor, roteirista, cenógrafo e alfaiate. mas ele não é alfaiate”
palandi says: (11:45:52)
ele se interessou pela ex-festa de jovens casais e fomos os 3 pra lá. barrinha no carro dele mesmo
palandi says: (11:45:59)
entramos, gostaram de ver que eu tinha voltado
palandi says: (11:46:05)
mulheres na pista de dança
palandi says: (11:46:33)
de repente passa uma colega de mestrado da Amanda, BÊBADA, perguntando onde fica o banheiro
palandi says: (11:46:51)
todo mundo casado olha pra mim e pensa “o Palandi podia se beneficiar dessa”
palandi says: (11:47:05)
e eles já dizem pra ela que eu a levaria até o banheiro
palandi says: (11:47:14)
fiz isso, a menina tava doidaça
palandi says: (11:47:28)
fiquei com ela esperando desocupar
palandi says: (11:47:44)
uma galera sem noção por perto, pra empatar a foda (desculpe pelo termo)
palandi says: (11:47:56)
desocuparam, ela entrou, fez o que tinha que fazer
palandi says: (11:48:15)
voltamos pra pista de dança (antes estávamos na varanda, atrás da pista)
palandi says: (11:48:32)
ela começa a dançar de lado, eu penso “ih, nem quer nada”
palandi says: (11:48:52)
de repente ela me olha fixo, me puxa… e cai o tabu de oito meses
palandi says: (11:49:16)
depois de um minuto ela me deixa e eu penso “ok, eu não tive esforço nenhum mesmo”
palandi says: (11:49:18)
:|
palandi says: (11:49:30)
e dali cinco minutos a doidona tá pegando o Barrinha
palandi says: (11:49:51)
enquanto isso eu fui pra varanda fazer high five pra todo mundo, rindo
palandi says: (11:50:02)
e ela lá com o Barrinha
palandi says: (11:50:35)
daí começou a tocar PUMP UP THE JAM, todo mundo levantou e foi dançar
palandi says: (11:50:41)
ela já tinha dispensado o barra
palandi says: (11:51:04)
ficamos esperando o dj emendar ALL THAT SHE WANTS, mas ele perdeu essa oportunidade histórica
palandi says: (11:51:24)
daí já eram quase três da manhã, eu queria ver fórmula 1, fui pra sala e tirei do canal de UFC
palandi says: (11:51:46)
mas voltei pra varanda… e a doida que eu peguei já estava no terceiro cara
palandi says: (11:52:06)
fiquei ali uns 15 minutos, antes de a corrida começar
palandi says: (11:52:24)
quando voltei pra sala, pra ver a F1, a mulher tava com o barrinha de novo
palandi says: (11:52:33)
dei risada, sentei e comecei a ver a corrida
palandi says: (11:52:57)
meus amigos casados sentiram o peso da aliança e foram embora depois da largada. e enquanto isso tudo ocorria, o JP vertia toda sorte de destilados e fermentados
palandi says: (11:53:01)
pra dentro dele
Heloisa says: (11:53:19)
qdo vc disse que a noite foi surreal achei que vc estivesse exagerando
palandi says: (11:53:21)
lá pela metade da corrida, ouço uns gritos de AU-A-CA-OU vindo da pista. é o grito de guerra do JP
palandi says: (11:53:38)
que ele grita no ritmo da música assim que tá bêbado
palandi says: (11:53:48)
aí fiquei preocupado
palandi says: (11:54:10)
fui até a cozinha uns minutos depois e ele tava lá, junto com o Ivan e a dona da casa
palandi says: (11:54:24)
a dona da casa descongelou um prato de feijoada pra dar pro JP. que eu nunca tinha visto tão bêbado na vida
palandi says: (11:54:36)
inclusive ressuscitou o alter ego dele, o NORMAN (sim, o Bates)
palandi says: (11:54:59)
jogou taça de vinho, exigiu tomar “suco de uva orgânico”
palandi says: (11:55:09)
Ivan e eu tivemos meia hora de pesadelo tentando contê-lo
palandi says: (11:55:25)
ele chegou a sentar no tanque de lavar roupa
palandi says: (11:55:46)
pensei “cara, se ele quebra isso, vai rolar: prejuízo pra dona da casa, machucado pra ele… e o bicho ainda pode devolver o que bebeu em cima de quem tentar levantá-lo”
palandi says: (11:56:13)
enquanto isso, a dona doida tava abraçando o aparelho sanitário e se trancou no banheiro pra isso
palandi says: (11:56:28)
quando conseguiram abrir a porta, 20 minutos depois, ela se lavou e foi colocada para dormir
palandi says: (11:56:33)
aparentemente, sem o barrinha junto
palandi says: (11:56:46)
aí a festa já estava de final, fiquei de levar o JP em casa
palandi says: (11:57:06)
mas ficamos 15 minutos no carro, ele passando mal na rua
palandi says: (11:57:22)
mais de quinze minutos
palandi says: (11:57:33)
no caminho, mais um pouco
palandi says: (11:58:10)
peguei o celular dele, achei o número da mãe
palandi says: (11:58:22)
e liguei pra ela na porta da casa dele, pedindo pra abrir o portão
palandi says: (11:58:42)
quando saí do carro para abrir  a porta pra ele, vi o tamanho do estrago. felizmente eu estou gripado e não sinto cheiro (olhaí, tudo tem seu ponto positivo)
palandi says: (11:58:59)
fiz o caminho de volta pra casa, peguei um sanduíche pra mim
palandi says: (11:59:43)
deixei a chave do carro e uma nota de vinte com o porteiro da madrugada e falei “o cara da manhã chega às sete e ele costuma lavar meu carro. pede pra ele fazer esse favor pra mim, mas não me acorde. depois eu desço e pego a chave”
palandi says: (11:59:46)
subi e dormi
palandi says: (11:59:47)
fim
palandi says: (11:59:50)
e desculpe pelo testamento
palandi says: (12:00:13)
acabei de olhar, levei meia hora pra contar
palandi says: (12:00:15)
:O
Heloisa says: (12:00:29)
é, foi isso mesmo
Heloisa says: (12:00:33)
mas tudo bem
palandi says: (12:00:51)
tô até pensando em simplesmente colar esse log no meu blog
Heloisa says: (12:01:36)
vai te poupar bastante trabalho

0800

sendo bem objetivo, que é como consigo fazer por ora:

- continuo gripado, com febre, tossindo e espirrando enquanto meus olhos permanecem vermelhos como os de um maconheiro;
- vendi opções de OGXP3 na série D, além dos papéis de BRTO3 e IDVL3… e isso me rendeu um pouco;
- demoro o dia todo para fazer aquilo que faria em uma manhã, mas não faltei ao trabalho. afinal de contas, vocês não pagam seus impostos para eu ficar em casa;
- descobri que os seguros-viagem dos cartões de crédito valem para sua esposa e filhos, mas não para sua mãe, ainda que você tenha comprado a passagem dela no seu cartão. será que quem fez esta regra tem mãe?

cocaína

se nove gramas de pó resultaram no “Be here now” do Oasis, como o Liam Gallagher disse uma vez, olha só o que vinte gramas de Brizola não fazem…

*

Chávez: capitalismo pode ter destruído vida em Marte

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é conhecido por atribuir ao capitalismo a responsabilidade por grande parte dos problemas da Terra. Hoje, ele apontou para outra parte do sistema solar para enfatizar sua opinião. Segundo Chávez, é possível que o capitalismo tenha destruído a vida em Marte.

Na televisão estatal venezuelana, o presidente da nação sul-americana declarou: “Eu sempre disse, e já ouvi dizer, que ninguém estranharia se uma civilização tivesse habitado Marte”. Depois de uma pausa, ele prosseguiu: “Mas talvez o capitalismo tenha chegado lá, o imperialismo tenha chegado lá, e acabado com o planeta”. Chávez fez o comentário durante um debate sobre conservação da água. Ele falou sobre Marte depois de abordar a descoberta de vestígios de água no planeta vermelho.

Depois de especular que o capitalismo pode ter sido o responsável pela destruição de alguma antiga civilização marciana, Chávez advertiu que as reservas de água doce do planeta Terra estão diminuindo. “Aqui, em lugares onde havia grandiosas florestas centenas de anos atrás ou menos que isso, hoje há desertos; onde passavam rios, hoje há desertos”, lamentou o presidente venezuelano.

Guy Webster, porta-voz do Laboratório de Propulsão a Jato da agência aeroespacial norte-americana (Nasa, por suas iniciais em inglês), confirmou a descoberta de água em Marte pela expedição Phoenix Mars Lander em 2008, mas preferiu não comentar a declaração da Chávez. As informações são da Dow Jones.

debilidade

oi, tudo bem? por aqui as coisas já foram melhores. estou gripado, minha garganta está arranhada, sinto muito sono mas paradoxalmente não consigo dormir. são no máximo cinco horas de sono por noite, e isso está me deixando doido.

minha dieta ganhou o reforço de antitérmicos e pastilhas Amidalin sabor laranja. são as melhores pastilhas do mercado, o gosto é bom e a ponta da língua fica levemente anestesiada. aproveito essa dormência para xingar e rogar pragas nos outros, e depois culpar, na maior cara de pau, a anestesia pelas coisas que disse.

*

ontem teve show da Berry aqui em Brasília. como fiquei alienado, só soube no final da manhã, e os ingressos estavam esgotados desde sexta-feira. de todo modo, eu ficaria tossindo e espirrando durante toda a apresentação da moça, prejudicando pessoas com saúde perfeita que queriam ouvir boa música. mas fiquei triste por não ter ido. já perdi a Ariane Moffatt, em 2007, agora a Berry. ai, francofonia. ai.

*

graças à insônia de hoje pude rever “Admiradora secreta”, no Telecine Cult. engraçado é que eu estava pensando nesse filme durante o final de semana, sem motivo aparente. espero que a programação para a madrugada de hoje esteja boa, ou vou ter de inventar o que fazer enquanto o sono não chega.

retrospecto

essa semana que se encerrou ontem foi pesada. consegui colocar a vida em dia, depois do carnaval, e agora a pilha de coisas a fazer diminuiu bastante. aprendi que esse primeiro semestre não será nada fácil, mas é bom: se eu quisesse vida fácil, não estaria aqui agora.

*

peguei o carro depois do almoço e fui dirigir no Lago Sul. a monção de hoje deixou altas poças de água por lá, especialmente em frente à administração regional e perto da residência dos Bicudo. passei por todas as poças acelerando pesado e torcendo para aquaplanar, para ter um pouco de emoção na vida. deu tudo certo, e eu subi até a QI 19 para tirar umas fotos da parte rural do bairro.

qualquer hora coloco alguma foto aqui, embora não tenham ficado tão boas – culpa de não ter uma câmara fotográfica propriamente dita, mas um celular que tira fotos.

*

de ontem para hoje li mais coisas sobre o Fiat 500 do que qualquer pessoa normal vai ler em toda a vida, mas estou achando engraçado. mesmo que não tenha graça…

+2

mais dois discos para o acervo, mas que só chegam no final do mês que vem ou começo de maio – meu correio para a França precisa trazê-los. são eles:

mentiroso

“Je vais changer”, do Albin de la Simone. saiu em 2005, é o segundo do cara, um dos mais legais da cena francesa. o título é de um cinismo sensacional: “eu vou mudar”, como se respondendo a um esporro tomado. um sujeito de 35 anos de idade dizendo que vai mudar? aham, Cláudia senta lá…

o disco tem uma versão em francês de “Something stupid”, em que a Jeanne Cherhal faz dueto com ele, e tem a minha declaração de princípios, “Tu ne peux rien faire” (“você não pode fazer nada”), na qual ele joga a real para a mulher que ama, quando ela reclama de seu comportamento.

duas gatas e um boboca

esse aqui é o “Ultra Orange & Emmanuelle”, associação da dupla Ultra Orange com a atriz Emmanuelle Seigner, mulher do pedófilo Roman Polanski. ela também canta, e resolveu fazer um disco em inglês ao lado da dupla, talvez para responder ao “Isn’t anything”, do My Bloody Valentine. mas talvez não. adoro o sotaque dela misturado com a microfonia e as reverberações, é um charme que só. o disco é de 2007.

uma informação importante: pela primeira vez desde 2006, a Zara brasileira está com uma coleção de roupas masculinas legal. incrivelmente, os espanhóis passaram cinco anos só mandando coisa feia para cá e para a Argentina, enquanto os mercados europeus eram abastecidos com peças bem mais interessantes.

estive hoje na loja do Shopping Iguatemi e lá comprei minha primeira gravata skinny, além de umas meias, e só não levei um pulôver porque não tinha do meu tamanho. mas já vi um casaco que merece reexame, e quem sabe eu o leve quando entrar em liquidação, daqui a uns meses. também achei uma outra gravata fininha na Ellus e uma camisa legal na Richards – e já está de ótimo tamanho.

só espero que não tenha de esperar até 2016 para ver roupas bonitas mais uma vez na Zara do país da mandioca.

excessos

ontem à noite rolou um encontro da DIRECTORIA do pós-rock brasiliense: Ivan, Pedro Ivo, JP, Munha e eu. foi no Taypá, aquele restaurante peruano no Lago Sul, onde já tinha ido uma vez e gostado muito, a ponto de ter entrado no meu top 3 de restaurantes brasilienses.

mas na minha agenda constava, às nove da manhã de hoje, uma visita ao nutricionista, o que incluía pesagem e medidas. mas e aí, como recusar um convite dos seus amigos para um restaurante de primeira? pior, como ir e não comer nada?

a luz vermelha já havia se acendido quando subi à balança na terça e a bandida me apontou uma engorda de dois quilos desde o início de fevereiro. isso foi bem estranho, considerando que continuo seguindo a dieta e que estou malhando forte, forte mesmo – mais até do que na minha fase dourada, ano passado. mas aqueles ares peruanos na noite de ontem me deixaram na vontade de comer, comer, comer.

pedi uma chicha morada, peguei o cardápio de comida e o li cinco vezes, em busca do prato que menos estrago representasse à minha disciplina. e achei o Pescado en Salsa de Ajo, o qual pedi.

caramba. é um prato delicioso, e que de fato fez pouco estrago na dieta. fui dormir feliz, apesar de sem sobremesa e de ter de acordar cedo hoje. como o consultório do dr. Clayton fica no Brasil XXI, onde haveria um encontro de empresários brasileiros e norte-americanos com a presença do Barack Obama.

é. imagina.

tentei levar o carro até o estacionamento do Brasil XXI, mas o trânsito fora interrompido no Eixo Monumental, que teria de acessar. dei a volta e estacionei a duas quadras de distância, completando o percurso à pé. devo ter visto uns trinta seguranças, além de dois helicópteros, viaturas da Polícia Federal e um cachorro que seguramente media dois Palandis.

eram dez para as nove da manhã, e o mandatário dos EUA só iria ao evento no meio da tarde. agora imagina como deviam estar as coisas minutos antes do mala chegar.

voltando à dieta: quando subi na balança, os dois quilos extras aferidos na terça-feira continuavam lá, e a estagiária do Clayton começou a ralhar comigo:

“- comendo muito bacon, hein?”
“- só o suficiente para irritar vocês”, sorri, preparando-me para o esporro do chefe.

entrei na sala do próprio, já enfileirando justificativas… e… olha só: eu na verdade perdi meio quilo de gordura, e ganhei mais de dois quilos de massa magra. em um mês e meio, recuperei o que havia perdido em um mês sem ir à academia (janeiro). era para isso ter acontecido em noventa dias, mas meu corpo só precisou da metade.

Clayton me deu os parabéns, enquanto eu não sabia se deveria comemorar ou não – afinal de contas, 75 > 73. mas ele me convenceu que sim. mostrei as bolhas na palma da mão que a maromba me causou, ele mostrou as dele e foi um momento high five.

massa. saí de lá e fui para a academia, malhar pela primeira vez em um sábado. e não saí da dieta hoje: aproveitei a onda natureba e deixei o dia livre para amanhã.

polícia

ainda bem, ainda bem mesmo, que eu tenho meu tio Valmir. só ele para me ajudar em situações como a de agora há pouco. daqui a umas duas semanas falo sobre ela, na parte 2 de um post que preciso iniciar amanhã.

mas sério: obrigado, Valmir. de coração.