isotônico

já faz umas duas semanas que o estresse voltou com tudo. na academia tudo vai muito bem, recuperei boa parte da massa magra perdida em janeiro, quando as férias do treinador me levaram a interromper o pumping iron. no trabalho as coisas não andam nada bem, eu me enervo com qualquer coisinha e já não vejo mais nenhum desafio pela frente – mesmo os dias mais pesados, como amanhã, não fazem sentido nenhum.

em casa, depois de uma sucessão de pequenos problemas de manutenção, as coisas parecem estar se ajeitando – a despeito de a dods ter quebrado a tábua de passar. as férias deste ano continuam em aberto, vou ver com Thiago e Pedro Ivo se eles têm alguma sugestão.

tenho ouvido muito “Elvis”, do Alpha, uma música que tem duas coisas muito ruins: primeira, todos os trechos da letra que falam de “ouro sólido”. não tinha coisa melhor para encaixar? e segunda, me faz lembrar de quem não devia. mesmo com esses dois pontos negativos, não há nada como olhar para o céu, à noite, acender um cigarro e ouvi-la. até porque o disco de onde ela saiu se chama “Stargazing”. e olha que não ando com nenhuma vontade de acender o segundo Marlboro Lights do ano.

comprei um pacote de três DVDs da minha série preferida, Top Gear, e já vi o primeiro deles. se há uma pessoa que eu quero ser quando crescer é o Jeremy Clarkson, que comanda o programa, dentre outras coisas. tem um trecho de um texto dele do qual nunca me esqueço, que é quando ele diz que mudou imediatamente a vida quando percebeu ter dito à namorada algo extremamente entediante. é o que tem sido necessário por aqui, embora eu não saiba como fazer isso de súbito.

enquanto isso, tento mudar as coisas no ritmo em que posso. pena que às vezes nem isso tem sido possível.

polifônico

as boas notícias vêm da mesa: Craudio leu no “Jornal da Comunidade” que The Fifties, famosa casa de hambúrgueres de São Paulo, inaugura em setembro sua lanchonete em Brasília, depois de uma malfadada tentativa no Iguatemi, no ano passado.

e eu voltei a encontrar Coca-Cola Light Plus de 1,5 litro à venda, depois de uns dois meses tendo de dar dinheiro à Ambev pelo infame Guaraná Antarctica Zero.

desgraça II

a tia de um amigo (cujo nome será mantido anônimo) foi nomeada diretora de uma escola pública em Deprelândia.

feliz da vida, ela escreveu um recado para ele no Orkut, do qual foi extraído o trecho abaixo:

A Aline lecionando em minha escola pasou na celetiva e esta amando o que está fazendo puxou a quem será?
e vc o que está fazendo de bom me conte.

não bastasse a péssima redação e a falta de pontuação dos períodos, tem esse “pasou na celetiva”. e a educação de umas tantas crianças está confiada a ela e a professores subordinados. vai ser preciso mais do que sorte para salvá-las…

desgraça

uma coisa que não me agrada muito é lembrar dos meus sonhos. acho inútil. não muda nada na minha vida, no máximo propicia uns dois minutos de assunto com alguém.

pior ainda é sonhar com o Romero Jucá e lembrar disso ao acordar, como aconteceu hoje. eca.

transeixo

oi, tudo bem? o jogo do Santos acabou de acabar e, depois do empate vergonhoso com um timinho qualquer em plena Vila Belmiro, a vida segue. terminei a cerveja e logo depois tomei um remédio para resfriado (devia ter tomado os dois juntos, não?), agora vejo um programa sobre maquiagem na Fashion TV.

pera lá, desde quando eu estou interessado em maquiagem?

desde nunca. ou quase nunca: estou interessado nas meninas que serão maquiadas. e, assim como tenho um amigo que tem queda especial por arquitetas, acho que eu teria uma queda por maquiadoras. sem motivo aparente, além do fato de ser uma profissão interessante.

*

peguei esse resfriado na noite passada, quando fui à Play!, provavelmente pela última vez – prometi a mim mesmo que pararia de ir a festas indie-hipster depois do Carnaval. o último evento dessa laia será justamente a nona e última edição do Carnaval do Mal, dentro de uma semana e meia. chega de vibrações negativas vindas de boates e lugares do tipo.

mas a noite de hoje teve seus momentos engraçados: fiz uma pesquisa de campo na Play!, dancei Dandy Warhols, xinguei muito no twitter, tomei café na padaria antes de dormir – às sete e quinze da manhã, e eu queimei a língua com o chocolate quente.

coisas da vida. embora sempre se possa dizer que ir a essas festinhas não é vida, certo, Alê?

*

ao meio-dia e meia, JP me acorda com sua ligação, perguntando se estava bom o bife. sim, porque entre a saída da Play! e o café na padaria, levei-o em casa e, às seis e quinze da manhã, ele grelhou um filé e me fez comer metade. ficou muito bom, mas comer bife às seis e meia da manhã… insólito, para dizer o mínimo. coisas da obsessão.

reconstruindo…

um notebook novo custa R$ 3,8 mil, ou duas passagens de ida e volta para a Europa.

embora não fique com o mesmo desempenho de um modelo novo, pese mais e não rode Windows (coisa que, diga-se de passagem, eu não preciso), preferi dar um trato no meu iBook G4, fabricado no primeiro semestre de 2006 e comprado no início de 2007 – o que na cronologia da informática equivale a meia eternidade. já comprei uma nova fonte, e agora pretendo partir para mais um pente de memória, uma bateria zerada e um disco rígido externo.

somando tudo isso com a instalação da memória, o conserto de um alto-falante estourado e uma limpeza do aparelho, vai ficar tudo em uns 650 reais, ou um sexto do Macbook Pro. parece interessante, não? especialmente quando lembro que a versão de 13 polegadas do Pro ainda usa chip Core 2, ao invés da família i – o que me desmotiva até a comprá-lo dos EUA.

martelo

pedi uma licença para a chefe e fui até um leilão de automóveis na manhã desta terça-feira. no meio de carros populares, um item me chamava atenção: uma Mercedes-Benz W210 com motor V8 de 4,3 litros. já disse aqui, uns tempos atrás, que acho a classe E grande demais para mim, mas quando se tem um V8 alemão embaixo do capô a coisa muda de figura.

antes eu estive lá na tarde de ontem, tirando fotos do carro e enviando a alguns amigos que entendem de mecânica, ao contrário de mim. o carro estava em condições regulares, algo como 5 ou 6 em uma escala até dez, mas sem poder ligá-lo ou entrar nele fica difícil de arriscar um palpite mais próximo. essa E430, ano 1998, tem preço de tabela de R$ 50 mil, embora você possa achar algumas (poucas) boas unidades à venda por algo em torno de R$ 44 mil.

e a do leilão saiu para um cara por… R$ 25,5 mil. ai.

Flaminia

quando alguém lança o debate sobre qual o carro mais bonito de todos os tempos, alguns nomes logo são lembrados, como o do Citroën DS e o do Jaguar E-Type. outros lembram da Mercedes-Benz Pagoda, da BMW 507, dos Thunderbirds, Cadillacs e Studebakers da década de 1950.

há quem pense no Karmann-Ghia original, na Ferrari 250 GT SWB… e a lista vai. lembrei desse papo porque hoje vi uma unidade do meu número 1 de todos os tempos: o Lancia Flaminia. mas não é qualquer Flaminia, é o cupê da Pininfarina. com o sedã no mercado desde o final dos anos 1950, no começo da década seguinte a marca italiana pediu a três estúdios de desenho (Zagato, Pininfarina e Carrozeria Touring) para fazerem um projeto da versão esportiva de seu flagship.

pois as três mandaram desenhos para a Lancia, e seu presidente, não conseguindo escolher um ou outro, mandou fazer OS TRÊS. foi tão macho quanto burro, já que isso tornou ainda mais caro um carro que já não seria barato. mas dessa loucura saiu essa lindeza aqui, meu carro preferido de todos os tempos. sou o único a achar o Flaminia cupê do Pininfarina o mais bonito da história, provavelmente os outros dois esportivos têm mais fãs… mas eu vejo um desses, especialmente nessa combinação de cores ou em cinza/caramelo, e me dá frio na barriga, enquanto um cheiro de iodo (que é como eu imagino que a Itália cheirava naquela época) me toma o nariz. é inacreditável.

gotas

alguns assuntos sobre os quais eu ainda poderia tratar aqui:

- “Bravura Indômita”
- “Cisne Negro”
- o novo Universal Diner
- Gero
- olhar para o lado na vida profissional
- pop francês

e uns assuntos proibidos também. mas primeiro preciso arrumar a fonte do notebook

prego

aviso importante: a bateria do meu notebook virou suco. com isso, só tenho acesso ao computador aqui na Telerj, e preciso de uma nova fonte.

vou atrás de uma hoje à tarde, mas, caso não encontre, o ritmo de atualização deste blógue será afetado, em especial nos finais de semana.

previsão

da coluna do Lauro Jardim, hoje cedo:

A aula de Maluf

Em meio à sessão de ontem em que a Câmara debatia o reajuste do salário mínimo, Paulo Maluf dava uma aula a cinco colegas sobre a conjuntura política de diversos países árabes. Falou sobre a proximidade do ditador líbio Muamar Kadafi a grupos terroristas, as dificuldades enfrentadas pelo Iraque ocupado e a situação no Egito. Maluf então vaticinou aos atentos interlocutores: os militares egípcios mudarão a Constituição, mas apenas substituirão Hosni Mubarak por outro ditador.

nessa eu estou com o brimo e não abro.

oferta

apesar de gostar de salmão, nunca preparei um. como não é artigo dos mais baratos, se comparado a outras opções para um jantar em casa, tinha medo de destruir uma posta expondo-a aos meus (parcos) dotes culinários.

mas ganhei alguma confiança depois de acertar uma simples tapioca e alguns outros pratos que nunca havia tentado, e quando vi a posta exposta no Pão de Açúcar da 304 sul eu não tive escolha a não ser trazê-la comigo para casa.

como meu jantar, segundo a dieta, prevê apenas algo do tipo e salada verde, e engolir isso tudo a seco não é tarefa fácil, tenho pesquisado temperos que porventura possa utilizar, ou seja: baixo nível de carboidratos, gorduras, sódio e poucas calorias. já achei dois, ambos para massas e ambos da Casino – ou seja, encontráveis apenas no Pão de Açúcar e no Extra: esse, com tomates cereja e queijo parmesão, e esse, com tomates e ricota.

apesar de levarem queijo, e de o parmesão em especial ser assaz salgado, os dois molhos se encaixam quase à perfeição no que preciso. e o ponto do salmão, já na primeira tentativa, ficou ótimo… tanto que não resisti e tirei uma fotenha:

blue

oi, tudo bem? são nove da noite e eu estou bem cansado. dormi bem, tive um dia produtivo, mas o corpo invariavelmente pede arrego depois da academia. aos fatos:

- fiz, pelo segundo dia consecutivo, 100% da série a que me proponho na academia. parece normal, mas fazia aí uns três meses que não conseguia isso. a pressão caiu perto do final, mas consegui segurar as pontas e fazer tudo bonitinho all the way;
- chegando em casa, assisti aos vinte minutos finais de Milan versus Tottenham Hotspur, e o gol do Peter Crouch me abriu um sorriso enorme: carregado de empáfia (oi, Berlusconi), os italianos apresentaram um futebol burocrático, fraco, irritante – eu via os passes trocados chegarem a lugar algum e ficava na zorra. o Tottenham, por sua vez, parece que flerta com o futebolton (oi, Gabriel) e fez seu dever de casa. agora é só confirmar a vantagem em Londres;
- depois de ler um texto que o Jonas me mandou, bateu uma vontade de ouvir Echo & the Bunnymen, minha banda do coração. coloquei o clipe de “The game” e já queria chorar, mas ainda tinha de ouvir “Lips like sugar” (até hoje meu riff de guitarra preferido), “Bombers bay”, “The back of love”, “The cutter”. é muita, mas muita covardia uma banda com tanta coisa boa;
- e eu acertei o jantar, mas isso merece um outro post.

toque

From my early adolescence through to my early 30s, my most intense feelings of love were towards people who had little or no interest in loving me back.

Women who already had boyfriends, who meant to return my calls but had a habit of losing numbers, who gently explained they needed a little more time on their own, or preferred not to let sex spoil a valuable friendship.

Far from deserving pity for my fate I was in fact strangely blessed, for my apparent misfortune put me in touch with the most intense of all varieties of love – the unrequited kind.

Alain de Botton, na BBC, sobre o dia dos namorados (que é hoje) e sobre o fato de que os livros te dão a visão errada da coisa (será?)

franco suíço

oi, tudo bem? faz um tempinho que não apareço aqui, pelo menos não decentemente. como disse, minha mãe está me visitando, então as prioridades se invertem.

saímos bastante, conversamos bastante, eu dormi um pouco melhor (por conta de não ir para a náite). ela não pode ajudar na minha vida profissional, que é o que me tira o sossego, mas pelo menos coloquei isso em segundo plano durante esse período.